23 de julho de 2017

Km 0 Gran Reserva Tannat 2009

Já comentei a respeito do Viognier e do Pinot Noir. Só faltava o Km 0 Gran Reserva Tannat 2009, para completar toda a linha Gran Reserva da Bodega Irurtia. E mais uma vez, o vinho demonstrou o alto nível de qualidade que a bodega investe nessa linha Gran Reserva.

22 de julho de 2017

Breve história do Vinho do Porto

Vinho do Porto é um vinho licoroso e doce, produzido no Norte de Portugal. Ele ficou conhecido por este nome, porque embarcava na cidade do Porto, para a Inglaterra, o país que tornou famoso este vinho. Mas as uvas são plantadas longe dali, no Alto Douro, no interior do país. Ainda hoje a cidade tem laços estreitos com a bebida, pois os maiores produtores mantém ali suas caves, ao alcance de milhões de turistas.

Mas você sabe por que a cidade do Porto foi escolhida como porto de embarque para exportação? Sabia que ele nem sempre foi licoroso? Que foi a primeira denominação de origem controlada do mundo? Sabe por que as caves ficam em Vila Nova de Gaia, e não no Porto? Então, leia este breve relato da história do vinho e entenda como ele se tornou o que é.

17 de julho de 2017

#encontrodevinhos Campinas mandou mal

No último sábado, ocorreu o Encontro de Vinhos Campinas 2017, com novo formato. Em vez de uma feira com expositores de vinho apresentando novidades, tentando atingir novos consumidores, e onde as pessoas costumavam comprar ou encomendar de caixa, virou um evento para comer e beber na praça. Respeito muito o trabalho do Daniel e do Beto, pessoas muito simpáticas, e que tenho certeza que dão um duro danado para organizar o evento; mas não gostamos do novo formato: eu, minha mulher, e meus amigos que foram juntos.

11 de julho de 2017

O rinoceronte de Dürer

Em maio de 1515, chegou em Lisboa um rinoceronte, enviado como presente ao Rei Manuel I. Era a primeira vez que um animal daquela espécie pisava em solo europeu, desde o Império Romano. O acontecimento chamou a atenção, e cartas com descrições e desenhos do paquiderme foram enviados para diversos cantos da Europa.

Rascunhos e desenhos chegaram ao artista alemão Albrecht Dürer, que fez então a gravura abaixo, sem nunca ter visto um rinoceronte. A obra ficou muito famosa por toda a Europa e, apesar das inexatidões, permaneceu como a imagem de referência dos rinocerontes na Europa por mais de 300 anos, tendo sido usado como base por diversos autores.

Rhinocerus (imagem obtida no Commons Wikimedia)

5 de julho de 2017

Domdechant Werner Hochheimer Riesling Trocken 2011

Não é todo dia que temos a oportunidade de tomar um Riesling de tão alto nível. A Mistral havia colocado os vinhos da Domdechant Werner em promoção no ano passado, e dois confrades compraram algumas garrafas do Domdechant Werner Hochheimer Riesling Trocken 2011, por pouco mais de R$100. Eu demorei, e perdi a barganha, mas ainda bem, tive a oportunidade de provar de algumas garrafas compartilhadas por esses confrades.

28 de junho de 2017

Château de Panisseau Baccarat 2007

No mês passado, recebi uma mensagem de um leitor bastante decepcionado com a qualidade de vinhos muito baratos adquiridos na Evino. Realmente, o site oferece uma grande quantidade de vinhos a preços muito baixos, mas que na maioria, parecem ser simplesmente compatíveis com os preços, isto é, de qualidade muito baixa. Mas algumas ofertas parecem realmente boas demais para serem verdade, como por exemplo, o Château de Panisseau Baccarat 2007: um vinho francês com 10 anos de guarda, por menos de R$40.

24 de junho de 2017

RE Chardonnoir 2013

A produção vinícola do Chile é sem dúvida uma das mais vibrantes do mundo na atualidade; na última década o país vem brindando a nós consumidores com uma grande quantidade de iniciativas interessantes e criativas.

Uma delas são as Bodegas RE, o novo projeto da família Morandé. Pablo Morandé, o pai, foi o responsável por incluir o Vale de Casablanca no mapa vinícola chileno. Enquanto, trabalhava como enólogo para a Concha y Toro, recomendou à empresa o investimento em Casablanca. Como eles não tiveram interesse, Morandé decidiu ele mesmo investir, fundando a vinícola com seu nome, em 1996.

22 de junho de 2017

Apollonio Diciotto Fanali Salento Rosato

O que esperar de um vinho rosé com 6 anos de idade? Certamente, é uma experiência inusitada. Até porque, raramente algum produtor se dispõe a fazer um rosé que possa ser guardado por tanto tempo. Mas a Casa Vinicola Apollonio - empresa familiar centenária (de 1870), localizada em Salento, no calcanhar da "Bota" - foi contra a maré, e fez.

16 de junho de 2017

A aparente dualidade do ar com o vinho

Certos vinhos, quando os abrimos, usamos decanteres e aeradores para acelerar o contato com o ar, e melhorar sua qualidade; por outro lado, quando não consumimos toda a garrafa, utilizamos bombas a vácuo, ou outras ferramentas, para impedir o máximo possível o contato do vinho com o ar, para que não estrague. É normal que algumas pessoas achem uma incoerência entre as duas ações. Afinal, como pode o mesmo ar melhorar e estragar o vinho?

10 de junho de 2017

π: os nerds também amam vinho

π - a constante matemática definida pela razão entre a circunferência e o diâmetro de um círculo, é o nome desse vinho. O Pi - 3,1415 é produzido pelas Bodegas Langa, vinícola familiar com atuação na região de Aragón, norte da Espanha, e que neste ano de 2017 completou 150 anos. O nome faz referência ao vinhedo que o origina, que tem 3,14 hectares; e o rótulo - nerd, porém criativo - é rodeado por algumas centenas de dígitos que correspondem à constante π - 3,141592653589...

4 de junho de 2017

Guatambu Épico

Inspirado pelo dia nacional do vinho, neste domingo, aproveito para comentar um baita vinho nacional que conheci em uma degustação de uma de minhas confrarias este ano. Trata-se do Guatambu Épico, primeira edição deste vinho não-safrado produzido pela vinícola Guatambu.

30 de maio de 2017

Pra quem não tem medo de vinho suave

Este mês, tivemos uma degustação com o tema vinhos brancos da França. E não é que o vinho mais impressionante, mais complexo, mais memorável, foi um moelleux, quer dizer, suave? O Domaine du Clos Naudin Vouvray Moelleux 2009, suave, com 35g/L de açúcar, e mesmo assim com 8 anos de idade, desbancou um Riesling Grand Cru da Alsácia, entre outros, como o melhor vinho da noite.

23 de maio de 2017

Münster com sotaque

Um queijo de estilo francês, produzido no Brasil, exposto em uma feira de cervejas, foi a inspiração para uma harmonização com vinho.

No mês de abril, ocorreu em Campinas um evento de cervejas artesanais (o Festival da Cultura Cervejeira). Mas além da diversidade de pequenos produtores de cerveja, a feira também trouxe alguns produtores de queijo artesanal. Dentre esses, me chamou a atenção uma queijaria de Santa Catarina, que faz queijos com sotaque francês. A idealizadora da Queijo com Sotaque foi a francesa Elisabeth Schober, que se encantou com o Brasil, e viu na pouca diversidade de produção local um nicho a ser explorado.

15 de maio de 2017

Tarima Rosado 2015

Nesse início de ano, o Vinhoclube incluiu em diversas remessas vinhos espanhóis - tanto na modalidade Ouro (tintos), quanto na Summer (brancos e rosés). A maior parte foi produzida pelas Bodegas Volver, e um dos que mais me chamou atenção foi o Tarima Rosado 2015, 100% Monastrell, produzido na DO Alicante.

13 de maio de 2017

Km.0 Gran Reserva Pinot Noir 2010

Se tem uma linha de vinhos no Uruguai que faz jus ao termo Gran Reserva é a da Bodega Irurtia. Já escrevi a respeito do Viognier Gran Reserva (aqui), mas há algum tempo estava devendo comentar o Km.0 Río de la Plata Gran Reserva Pinot Noir 2010.

6 de maio de 2017

Zacapa Centenario XO


No ano passado, eu escrevi a respeito do Botran Solera 1893, que eu tinha comprado no aeroporto do Panamá. Era o topo de gama da Botran, uma das marcas das Industrias Licoreras de Guatemala. Como eu havia comentado no outro texto, a família Botran é proprietária da IGL, e portanto, detém as duas principais marcas de Rum do país: Botran, e Zacapa. O Botran Solera é o topo da primeira marca, classificado como Gran Reserva; e a marca Zacapa começa daí, de Gran Reserva para cima.

2 de maio de 2017

Inocente Jerez Fino

O Fino é em teoria o mais frágil dos tipos de Jerez, e a recomendação é que seja bebido em até um ano após engarrafado. Portanto, não é um tipo de vinho que se deva guardar. Mas, um pouco por estar cheio de outros vinhos, e um pouco por esperar o melhor momento para ele, acabei guardando uma garrafinha de 375mL por um ano e meio. E não foi na adega, já que esses vinhos vêm com aquelas tampas de plástico com cortiça, e portanto devem ser guardados de pé. Portanto, a meia-garrafa passou um ano e meio de pé, no meu armário de bebidas, sem nenhum controle de temperatura. E isso me permitiu chegar a uma conclusão: eles não são assim tão frágeis, já que, ao abri-lo, gozava de perfeitas condições.

26 de abril de 2017

Campomaggio Chianti Classico Riserva 2010

No mês passado, comentei que a Sonoma voltou a operar oficialmente. Na minha primeira compra, além do branco da Sardenha que comentei naquele texto, comprei também o Campomaggio Chianti Classico Riserva 2010, por R$99,90.

21 de abril de 2017

#throwback

Quando se trata de Porto, sempre fui mais Tawny - bem envelhecido - com toda sua complexidade e persistência. Os Rubys, achava-os enjoativos, pouco frescos... porque ainda não havia tomado um que se prezasse. Até que tomei meu primeiro Vintage.

18 de abril de 2017

Shabo Saperavi 2014

Quando tomei pela primeira vez um vinho da uva Saperavi (veja aqui), eu não imaginava que tão cedo tomaria outro vinho dessa variedade. Mesmo sabendo que ela está sendo cultivada no Brasil, ainda está em fase de testes, e portanto ainda não há vinhos disponíveis comercialmente.

Por isso, foi com surpresa e interesse que recebi a divulgação do clube do vinho Winelands, constantemente trazendo novidades, que importou vinhos da Ucrânia, inclusive um feito de Saperavi.

14 de abril de 2017

Mais um bom rosé italiano

Diz o ditado que santo de casa não faz milagre. Isso pode até ser verdade, mas às vezes o santo pode dar só um empurrãozinho, e isso pode ser o suficiente. Meu pai não gostava de vinhos rosés. Tinha-os em baixa consideração, vinhos que simplesmente não valiam a pena. Comecei devagar, mostrando alguns mais encorpados, como os rosés de Malbec argentinos. E ele curtiu; quebrou a redoma. Mais tarde, quando viajamos juntos pela Provence, com um vinho melhor que o outro, ele incluiu os rosés da região em sua lista de boas referências.

10 de abril de 2017

Mabilia Cirò Rosé 2015

Em janeiro, tomei com meu pai um tinto da Calábria, o Liber Pater Cirò, que ele havia recebido pelo Vinhoclube Ouro (reveja aqui). Agora em março, recebi pela modalidade Vinhoclube Summer um vinho produzido pela mesma vinícola, na mesma região, com mesma variedade de uva, só que rosé. Foi o Mabilia Cirò Rosé 2015, produzido com a variedade Gaglioppo, a protagonista da DOP Cirò.

3 de abril de 2017

Nebbiolo branco

No final de ano, comprei um vinho inusitado: um branco, feito de Nebbiolo. Não que seja tão raro um vinho branco de uvas tintas, mas a nobre uva dos Barolos e Barbarescos, famosa pelos seus taninos intensos, não estava entre as variedades que eu pensaria ver vinificada em branco.

24 de março de 2017

Quando um Tawny antigo estraga

Ou a importância da data de engarrafamento nesses vinhos



Há um mês, escrevi a respeito de um Porto Colheita, bem antigo. Entre outras características, comentei que são vinhos que envelhecem por muitos anos em tonéis nos produtores, mas depois de engarrafados, não evoluem em garrafa, e não devem ser guardados por muito tempo. E exatamente por isso, a data de engarrafamento, que deve contar obrigatoriamente no contra-rótulo, é tão importante. E coincidentemente, tive um exemplo prático disso, outro dia.

20 de março de 2017

Curry de camarões pede um vinho aromático


De um ano para cá, eu e Thais temos nos deleitado com freqüência em distintas preparações de curry: verde, amarelo ou vermelho, com frango, peixe ou frutos do mar. Se não é no nosso restaurante favorito - o Tomyam - ela prepara em casa, como o do último fim de semana: curry verde de camarões graúdos, com cogumelos shitake grelhados, e o curry preparado com leite de coco, a pasta de curry, bastante gengibre, e muito coentro - tanto picado no molho, quanto salpicado por cima, no prato.

18 de março de 2017

Revisitando o Banyuls de M. Chapoutier

É incrível como a nossa impressão sobre um vinho pode mudar tanto em safras e ocasiões diferentes. Há um par de anos, provamos em minha confraria o Banyuls 2009 de M. Chapoutier. Na ocasião, achamos com unanimidade se tratar de um vinho extremamente enjoativo, muito doce, deficiente em acidez, e com aroma forte de jabuticabas. Fortemente rejeitado, foi escolhido o pior da noite.

15 de março de 2017

Sonoma de volta, com vinhos da Sardenha

Lembra do site Sonoma? Eu cheguei a comprar alguns vinhos deles, até que em 23 de abril do ano passado, recebi um email anunciando que estavam fechando as operações.

E em janeiro deste ano, recebi com surpresa uma oferta, anunciando que estavam de volta. O vinho do anúncio não me interessou, mas resolvi entrar no site para ver o que tinham no portfólio, e quando vi um Vermentino di Gallura; não resisti, e fiz uma compra.

12 de março de 2017

Fiano di Avellino

No último texto, comentei sobre um vinho de Taurasi, provavelmente a DOCG de maior reputação do sul da Itália. Ela se localiza na Campania, mais precisamente na província de Avellino. Mas a reputação vinícola dessa província interiorana encravada nos montes Apeninos não se limita aos tintos. Ela também possui brancos dignos de nota. Uma área delimitada ao redor da capital - que também se chama Avellino - recebe a DOCG Fiano di Avellino.

7 de março de 2017

Taurasi, a estrela do sul da Itália

Talvez você ainda não tenha provado, nem mesmo ouvido falar da Aglianico. Mas apesar de relativamente pouco conhecida, ela é tida por especialistas como a principal variedade de uva do sul da Itália. Mais ainda, é considerada uma das três mais nobres variedades daquele país, ao lado da Nebbiolo - responsável pelos Barolos e Barbarescos - e da Sangiovese - que dá origem ao Brunello di Montaltino.

Devido à sua grande intensidade de acidez e taninos, ela costuma resultar em vinhos com grande estrutura e potencial de envelhecimento. De maturação muito tardia, seu cultivo é restrito à Campania e ao norte da Basilicata, regiões ao sul da Itália, de clima mediterrâneo com médias de temperatura mais elevadas do que o norte do país. Seu terroir ideal são áreas montanhosas, com altitudes médias de aproximadamente 400 metros, em solos de origem vulcânica, sobre a cadeia de montanha dos Apeninos Meridionais, que dominam o interior dessas duas regiões. A Aglianico encontra essas condições especiais em três territórios diferentes, que recebem status DOCG, devido à reputação de seus vinhos.

3 de março de 2017

Perle de Vigne

Mais um espumante em promoção que comprei na Wine.com.br, no final do ano passado: Perle de Vigne, um Crémant de Bourgogne Grande Reserve produzido pela Maison Louis Bouillot.

24 de fevereiro de 2017

Mega Spileo Moschato


A Moscatel (também freqüentemente referida pelo nome italiano de Moscato) é uma das variedades mais antigas ainda cultivadas. Com uma história que remete pelo menos à Grécia antiga, e uma aptidão acima da média para sofrer mutações genéticas, ela possui uma grande quantidade de sub-variedades, espalhadas por todos os países produtores de vinho no mundo. Em comum, sempre todas as sub-variedades têm um caráter aromático, principalmente floral e cítrico, que é ao mesmo tempo seu ponto forte e seu ponto fraco.

19 de fevereiro de 2017

Dalva Porto Colheita 1977

De minha última viagem a Portugal, trouxe algumas preciosidades na mala: e uma das maiores, foi o Dalva Porto Colheita 1977, produzido pela empresa C. da Silva. Além de ter obtido um preço bem legal, a marca Dalva tem alta reputação, e qualidade que eu mesmo já havia tido oportunidade de atestar.

17 de fevereiro de 2017

L'écume: um rosé do Languedoc


Em um jantar com amigos este mês, uma amiga levou um vinho rosé com uma linda cor 'casca de cebola', aquele rosa-alaranjado pálido típico dos rosés da Provence. Se chamava L'écume 2015, produzido pelo Château La Négly. E não era apenas a cor que me fez lembrar da Provence: seu aroma que mesclava morangos frescos com casca de laranja e pomelo, e seu frescor em boca, em tudo me lembraram um bom rosé Provençal.

12 de fevereiro de 2017

Corralillo Gewürztraminer 2015

Não sou um fã de Gewürztraminer. Tendo a achar seus vinhos enjoativos, pois geralmente ela aporta muito potencial alcoólico e açúcar, mas pouca acidez para equilibrar. Por outro lado, quando o vinho é equilibrado, é uma ótima companhia para a culinária do sudeste asiático. E por essa razão, tenho buscado conhecer mais vinhos dessa variedade.

A referência em Gewürztraminers é hoje a região francesa da Alsácia, na fronteira com a Alemanha. Mas o Chile, sempre buscando diversificação, tem obtido bons resultados com a variedade no Vale de San Antonio. Esse vale costeiro localizado próximo à capital Santiago tem clima frio influenciado pelo Pacífico, e tem apostado em variedades de clima mais frio; entre elas, a 'Gewürz'.

7 de fevereiro de 2017

Um Port dos Estados Unidos

Dia desses, me deparei com um vinho inusitado: um 'Port' feito nos Estados Unidos. Tratava-se o Bogle Port Petite Sirah 2008, um vinho fortificado doce, produzido pela Bogle Vineyards, uma vinícola com sede em Clarksburg, Califórnia.

4 de fevereiro de 2017

Vinho à beira da praia: por quê não?


Neste verão, tirei uns dias de férias na praia, em Natal. Fazia mais de 20 anos que não ia a Natal, e como mudou a cidade! O cajueiro, coitado, foi todo cercado de lojinhas, e não tem mais pra onde crescer. A lagoa de Genipabu, disseram que secou; e o 'skibunda' agora fica na lagoa de Jacumã, que parece estar caminhando para a mesma triste sina. Mas nem tudo que o progresso trouxe foi de ruim, e a região de Ponta Negra, distante da realidade de Alcaçuz, bomba de bares, restaurantes e vida noturna (soldados do exército patrulhavam a todo momento, garantindo a segurança da população e dos turistas).

31 de janeiro de 2017

Barone Montalto Passivento

Um vinho italiano, seco - ou melhor, quase seco - feito de uvas passificadas. Só que vem da Sicília. É o Barone Montalto Collezione di Famiglia Passivento Nero D'Avola 2014. A Barone Montalto é uma empresa recente, fundada no ano 2000, e maneja 400 hectares de vinhedos (parte próprios, parte arrendados).

30 de janeiro de 2017

Em Portugal, o espumante é bruto


Quando mandei mensagem no grupo que levaria um espumante português bruto, um dos meus amigos achou que fosse uma falha de corretor ortográfico. Mas não, em Portugal, brut, eles traduzem para 'bruto', mesmo. O espumante no caso era o Quinta da Romeira Bruto 2012, que eu havia comprado na promoção de novembro, da Wine (a mesma ocasião em que comprei os de Limoux).

20 de janeiro de 2017

Lacryma Christi del Vesuvio

Uma das lembranças mais estimadas de minha última viagem à Itália foi a vez que fiquei hospedado na casa de uma família local, cuja casa ficava aos pés do Vesúvio. A casa possuía paredes de mais de 1 metro de espessura, o que garantiu que permanecesse de pé nas erupções de 1906 e 1944, como pude ver pelas fotos de um livro que o 'nono' me mostrou com orgulho. O livro mostrava fotos da casa, de pé, enquanto a rua estava tomada de entulhos expelidos pelo vulcão.

Foto de Boscotrecase, após erupção de 1906. (Foto obtida aqui. Outras fotos, aqui e aqui)

16 de janeiro de 2017

Liber Pater Cirò 2014

Em 2016, meu pai resolveu entrar para um clube de vinhos, e escolheu o Vinhoclube Ouro, que pertence à Casa Rio Verde, de BH, cidade onde ele mora. Assim, quando vou a BH, tomo com ele alguns vinhos dessa modalidade do clube. Nessas festas de fim de ano, tomamos um de uma região da qual conhecemos muito pouco: a Calábria, ou a ponta da 'bota'. Era o Liber Pater Cirò Rosso Classico Superiore 2014, produzido pela Cantine Vicenzo Ippolito.

14 de janeiro de 2017

Montes Vendimia Tardia Gewürztraminer 2013


Na colheita tardia, as uvas secam no pé, perdendo água, e concentrando açúcar. Mas além de perder água, o processo de maturação segue normalmente, e a uva também perde acidez, e os aromas evoluem para geléias e frutas ressecadas. Já na botrytização - em que as uvas são atacadas pelo fungo botrytis cinerea - o resultado é diferente, já que a uva perde água mais rápido, os ácidos não se transformam; e o resultado final é que a concentração de ácidos também aumenta, assim como a de açúcar. E isso faz com que os vinhos feitos dessas uvas 'estragadas' sejam muito valorizados.

11 de janeiro de 2017

Manzanilla Fina Orleans Borbón

Jerez com origem que remete à família real francesa


Dando uma olhada na adega do supermercado Verdemar em Belo Horizonte, fiquei surpreso por encontrar um vinho de Jerez: é a primeira vez que vejo um em supermercados no Brasil. Creio que, por serem peculiares e pouco conhecidos, não são muito populares nesse ramo de distribuição. O que comprei foi a Manzanilla Fina Orleans Borbón - Pago Balbaina, que vinha em meia-garrafa (375mL), por R$40. Diga-se de passagem, um preço convidativo para este tipo de vinho.


2 de janeiro de 2017

Villa Aix en Provence

Quem me acompanha já sabe o quanto gosto do rosés da Provence. São os mais frescos e delicados entre os rosés, perfeitos para serem apreciados à praia, à beira da piscina, ou acompanhando pratos cheios de ervas e frutos do mar, como os da culinária provençal. Mas infelizmente, não é tão fácil achar no mercado nacional exemplares que tenham bom preço e ainda estejam em condições ideais de consumo.

Freqüentemente, vejo alguns sendo anunciados a mais de R$100, um preço que está fora da realidade para um vinho rosé. Outras vezes, encontro com preço mais convidativo, mas me deparo com outra dura realidade nacional: os rosés de Provence são, quase sempre, feitos para serem consumidos na safra mais recente. Mas somando a lentidão da burocracia de importação, condições de transporte pouco adequadas e estoques encalhados em importadoras, freqüentemente me deparo com vinhos que já perderam o frescor, e não são mais agradáveis.