O grande orgulho dos gregos são seus vinhos doces. Seja fortificado, ou feito de uvas secas ao sol, esses vinhos eram o grande sucesso de exportação durante a Idade Média, e foram os primeiros a ganhar o status de Denominação de Origem Controlada (Ονομασία Προέλευσης Ελεγχόμενη). Há vinhos doces produzidos no continente, e em diversas ilhas. A variedade de uva mais usada e difundida em mais regiões é a Moscatel, dando origem aos vinhos: Moscatel de Patras, Moscatel de Rio Patras, Moscatel de Lemnos, Moscatel da Cefalônia, Moscatel de Rodes, e o mais renomado de todos, Samos.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
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18 de janeiro de 2020
26 de janeiro de 2019
Muscat de Saint Jean de Minervois
Procurar fontes diferentes, de vez em quando, é uma boa oportunidade de encontrar novidades interessantes. Uma dessas fontes fora do meu padrão é a Casa do Vinho Famiglia Martini, que convenientemente fica perto da casa dos meus pais, e eu sempre tento dar uma passada lá, quando vou a BH.
Dessa vez, um dos vinhos que me chamou a atenção foi o Vendanges d'Automne, produzido pela cooperativa Les Vignerons de Saint Jean. Trata-se de um vinho doce fortificado, feito a partir de uvas Moscatel Branca, ao redor da comuna de Saint Jean de Minervois; e por isso, ganha a denominação de origem Muscat de Saint Jean de Minervois.
Dessa vez, um dos vinhos que me chamou a atenção foi o Vendanges d'Automne, produzido pela cooperativa Les Vignerons de Saint Jean. Trata-se de um vinho doce fortificado, feito a partir de uvas Moscatel Branca, ao redor da comuna de Saint Jean de Minervois; e por isso, ganha a denominação de origem Muscat de Saint Jean de Minervois.
7 de maio de 2018
Cuatro Gallos: pisco peruano disponível no Brasil
Em 2013, meu texto a respeito dos piscos peruanos causou a indignação de um leitor, que me aconselhou provar outras marcas. Nada mais justo, o problema é encontrar pisco peruano no Brasil. Quer dizer, era, pois finalmente encontrei deles no restaurante Lima Cocina Peruana, que descobri recentemente em Campinas (ele abriu em outubro de 2015, mas só este ano eu e Thais tomamos conhecimento, e fomos conhecê-lo).
O restaurante possui piscos da marca Cuatro Gallos, e de acordo com o atendente, trazidos por importação própria. A casa oferece 3 tipos diferentes: Quebranta, Italia e Acholado. Os dois primeiros se referem a variedades de uva; já o termo acholado é usado na indústria pisquera peruana para se referir destilados produzidos a partir de uma mescla de diferentes variedades. Como o nome me chamou atenção, foi o primeiro que provei.
O restaurante possui piscos da marca Cuatro Gallos, e de acordo com o atendente, trazidos por importação própria. A casa oferece 3 tipos diferentes: Quebranta, Italia e Acholado. Os dois primeiros se referem a variedades de uva; já o termo acholado é usado na indústria pisquera peruana para se referir destilados produzidos a partir de uma mescla de diferentes variedades. Como o nome me chamou atenção, foi o primeiro que provei.
24 de outubro de 2017
Bodegas RE Pinotel 2015
Quem é que pensaria em fazer um vinho rosé conjugando Moscatel e Pinot Noir? Somente uma vinícola bem criativa, como as Bodegas RE. Depois de me encantar com o Chardonnoir e sua cor madrepérola, e o RE Velado com crianza biológica, agora foi a vez de conhecer o Pinotel 2015, um rosé de cor pálida, feito de um corte entre Moscatel Rosada e Pinot Noir.
24 de fevereiro de 2017
Mega Spileo Moschato
A Moscatel (também freqüentemente referida pelo nome italiano de Moscato) é uma das variedades mais antigas ainda cultivadas. Com uma história que remete pelo menos à Grécia antiga, e uma aptidão acima da média para sofrer mutações genéticas, ela possui uma grande quantidade de sub-variedades, espalhadas por todos os países produtores de vinho no mundo. Em comum, sempre todas as sub-variedades têm um caráter aromático, principalmente floral e cítrico, que é ao mesmo tempo seu ponto forte e seu ponto fraco.
4 de fevereiro de 2017
Vinho à beira da praia: por quê não?
Neste verão, tirei uns dias de férias na praia, em Natal. Fazia mais de 20 anos que não ia a Natal, e como mudou a cidade! O cajueiro, coitado, foi todo cercado de lojinhas, e não tem mais pra onde crescer. A lagoa de Genipabu, disseram que secou; e o 'skibunda' agora fica na lagoa de Jacumã, que parece estar caminhando para a mesma triste sina. Mas nem tudo que o progresso trouxe foi de ruim, e a região de Ponta Negra, distante da realidade de Alcaçuz, bomba de bares, restaurantes e vida noturna (soldados do exército patrulhavam a todo momento, garantindo a segurança da população e dos turistas).
14 de agosto de 2016
Um branco suíço para o Dia Nacional da Suíça
Primeiro de agosto* é um dia especial. É o Dia Nacional da Suíça, o dia em que se celebra a formação da Confederação Helvética, ou seja, a formação do país. Como era uma segunda-feira, decidimos celebrar em casa mesmo, com umas comidinhas e um vinho. Thais havia comprado um queijo brie, pão, umas fatias de atum defumado, além dos ingredientes para fazer um babaganoush. Somando-se a isso, já tínhamos uma geléia de abacaxi com pimenta, que ela tinha feito no fim de semana. Com isso, montamos nosso banquete do Dia Nacional Suíço.
28 de junho de 2016
Os velhinhos
Tenho um amigo que gosta de viver perigosamente. Em mais de uma ocasião, encontrou vinhos velhos, sendo vendidos a preços muito baratos em um outlet de vinhos, e resolveu comprar alguns para experimentar, ou em suas palavras, "conhecer como é o vinho que passou do ponto". Ele trouxe quatro desses vinhos em diferentes encontros da confraria, para analisarmos juntos.
14 de março de 2016
De volta ao Capril do Bosque
Depois que fui pela primeira vez ao Capril do Bosque, no ano passado, fiquei com vontade de realizar uma degustação de seus queijos e alguns vinhos com o pessoal da Nossa Confraria. Eu e Thais planejamos esta degustação para este mês de março. Marcamos de ir ao capril novamente uma semana antes, buscarmos os queijos e almoçarmos novamente no bistrô. Mas tanto elogiamos o almoço, que alguns confrades quiseram nos acompanhar. Melhor dizendo, todos queriam ir, mas alguns infelizmente não conseguiram conciliar suas agendas.
Contratamos um transfer, que nos levou num domingo chuvoso até Joanópolis. Chegamos pouco antes do meio-dia, um pouco adiantados para a nossa reserva. Desta vez, a Sra. Heloisa não estava presente, pois havia viajado junto de seus queijos para apresentá-los em uma prova internacional, nos Estados Unidos. Mas sua equipe nos atendeu muito bem.
Contratamos um transfer, que nos levou num domingo chuvoso até Joanópolis. Chegamos pouco antes do meio-dia, um pouco adiantados para a nossa reserva. Desta vez, a Sra. Heloisa não estava presente, pois havia viajado junto de seus queijos para apresentá-los em uma prova internacional, nos Estados Unidos. Mas sua equipe nos atendeu muito bem.
12 de março de 2015
Essência do Vinho - Porto 2015
Texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal
Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.Os últimos dois dias de nossa programação em Portugal estavam reservados para a participação na feira Essência do Vinho - Porto, no belo Palácio da Bolsa, na cidade do Porto. A feira é organizada pela Essência do Vinho, agência de organização de eventos enogastronômicos, que além da feira, publica a Revista Wine - Essência do Vinho, e organiza os cursos de Formação de Vinhos Portugueses no Brasil. Por falar nisso, as datas dos cursos em 2015 já foram divulgadas, e as inscrições já estão abertas. Quem sabe você não estará entre os próximos convidados de Portugal, no ano que vem?
1 de janeiro de 2015
Espumante Moscatel Don Guerino
Espumante Moscatel é um clássico nacional. Este estilo de espumante chegou ao Brasil com os imigrantes italianos, que reproduziram aqui um produto típico da região de Asti, no Piemonte, o Asti Spumante. Diversos produtores nacionais têm a sua versão. Eles são feitos com sub-variedades da uva Moscatel - ou Moscato, em italiano - pelo método Asti. Eles são adocicados, com baixo teor alcoólico (entre 7% e 8%), e muito aromáticos. São vinhos baratos, com pouca reputação com críticos de vinhos, porém conquistam aquelas pessoas que gostam de um vinho 'docinho'.
12 de dezembro de 2014
Bacalhôa Moscatel de Setúbal 2011
Comprei esta garrafa de Bacalhôa Moscatel de Setúbal 2011 por apenas R$35,00, na adega do Makro. Prometia ser uma barganha, pois encontro o mesmo vinho em uma loja perto de casa por R$70. Afinal, de vez em quando o Makro tem alguns vinhos interessantes, principalmente portugueses, a preços convidativos. Mas devo dizer que este me desapontou um pouco, eu esperava mais dele.
19 de novembro de 2014
Château Simone Blanc 2011
Eu estava com esta garrafa de um vinhaço que eu não agüentava mais esperar para provar: Château Simone Blanc 2011. Eu comprei a garrafa neste verão, quando visitei o Château, que é um dos produtores mais conceituados da Provence (e não é pelos vinhos rosés).
15 de outubro de 2014
Vinhos da Azienda Agricola Livon, Friuli
No final do mês passado, em função da degustação de vinhos laranjas na ABS, falamos da região de Collio, uma pequena DOC na fronteira com a Eslovênia. Nesta região, Josko Gravner faz os seus vinhos laranjas, que são a referência neste estilo. Mas a região já tinha grande reputação com seus vinhos brancos, muito antes dos vinhos laranjas de Gravner.
Coincidentemente, esta semana, a loja Excelência Vinhos - junto com o importador Mercovino - realizou uma degustação de vinhos com produtos da Azienda Agricola Livon, cuja sede se localiza nesta mesma região. Foi uma grande oportunidade de conhecer mais os vinhos da região, e comprovar a qualidade de seus brancos. A degustação foi um evento descontraído, um coquetel sem formalidades - como ocorre de praxe na loja - e contou com a presença do representante comercial da vinícola, Maurizio Dalmasson. Foram degustados 8 vinhos, sendo 6 brancos, já que é o principal produto do Friuli.
Coincidentemente, esta semana, a loja Excelência Vinhos - junto com o importador Mercovino - realizou uma degustação de vinhos com produtos da Azienda Agricola Livon, cuja sede se localiza nesta mesma região. Foi uma grande oportunidade de conhecer mais os vinhos da região, e comprovar a qualidade de seus brancos. A degustação foi um evento descontraído, um coquetel sem formalidades - como ocorre de praxe na loja - e contou com a presença do representante comercial da vinícola, Maurizio Dalmasson. Foram degustados 8 vinhos, sendo 6 brancos, já que é o principal produto do Friuli.
7 de outubro de 2014
Vinhos laranjas: Dettori Renosu Bianco IGT Romangia
Este vinho foi degustado no evento Vinhos Laranjas da ABS Campinas SBSomm (clique aqui para conhecer mais sobre o que são os vinhos laranjas).
Vinhos laranjas: De Martino Muscat Viejas Tinajas 2013
Este vinho foi degustado no evento Vinhos Laranjas da ABS Campinas SBSomm (clique aqui para conhecer mais sobre o que são os vinhos laranjas).
17 de julho de 2014
Sobre vinhos na Provence: Château Simone, o ícone de Palette
(...e um rosé maturado em tonéis, com 9 anos de idade)
Quem conhece a Apelação de Origem Protegida de Palette, conhece o Château Simone. É um ícone: o maior produtor, e de maior reputação. Inquestionável, reverenciado por todos que provaram seus vinhos. Por isso, em visita à região, eu não poderia deixar de visitá-los.
| Foto cedida sob licença da Commons Wikimedia |
26 de abril de 2014
Vinho e Sabores de Portugal 2014
A Viniportugal está investindo forte no mercado brasileiro. A se somar aos diversos eventos que já promoveu no ano, ela trouxe novamente o Vinho e os Sabores de Portugal ao Brasil, desta vez à cidade de São José dos Campos. Em um espaço fornecido pelo Senac da cidade, a instituição responsável pela divulgação dos vinhos portugueses aproveitou a viagem dos produtores que vieram à Expovinis, e realizou a segunda edição da feira no Brasil, desta vez em outra cidade do interior, aumentando o alcance da sua campanha. A feira aconteceu na sexta e sábado, dias 25 e 26 (imediatamente após o término da Expovinis). E como ganhei um convite da revista Adega, não havia como deixar de comparecer.
Foi um evento pequeno, o espaço foi mais do que adequado, e foi bem organizado, com água disponível gratuitamente (como toda feira de vinho que se preza deveria fornecer), e um buffet de salgadinhos. Como diz o nome da feira, o assunto é vinho e sabores, e desta vez houve até um pouco mais de sabores do que no ano passado. Haviam produtores de embutidos, de patês de sardinha, e também de azeites, mel e vinagres, oferecendo degustações. Dentre os vinhos, vários rótulos de Vinho Verde, Porto, Douro, Dão, Moscatel, entre outros, apresentados por importadores, ou pelos próprios produtores.
Foi um evento pequeno, o espaço foi mais do que adequado, e foi bem organizado, com água disponível gratuitamente (como toda feira de vinho que se preza deveria fornecer), e um buffet de salgadinhos. Como diz o nome da feira, o assunto é vinho e sabores, e desta vez houve até um pouco mais de sabores do que no ano passado. Haviam produtores de embutidos, de patês de sardinha, e também de azeites, mel e vinagres, oferecendo degustações. Dentre os vinhos, vários rótulos de Vinho Verde, Porto, Douro, Dão, Moscatel, entre outros, apresentados por importadores, ou pelos próprios produtores.
23 de abril de 2014
Os irmãos Brun
Esta semana está sendo repleta de eventos de vinhos pelo estado de São Paulo. Mas sem dúvida, o mais importante é a Expovinis. Em sua 18ª edição, é a primeira vez que pude comparecer. Quem já foi em alguma, sabe que é uma feira imensa, e é preciso escolher bem o que quer conhecer, pois é impossível visitar todos os estandes. Entre os meus objetivos estava conhecer os vinhos dos quatro produtores da Provence, que vieram à feira.
Gostei, claro, de todos os vinhos que provei, porém, para mim merece destaque o Château de Brigue. O menor dos quatro produtores, e único que não possui importador no Brasil, é propriedade de quatro irmãos, em que cada um possui uma responsabilidade. Cabe ao irmão Olivier Brun a divulgação e comércio, e portanto, veio representar a empresa na feira. O principal produto, claro, são os rosés, mas ele trouxe quase todo o seu portefólio, incluindo brancos, rosés, um espumante e um vinho de sobremesa.
Gostei, claro, de todos os vinhos que provei, porém, para mim merece destaque o Château de Brigue. O menor dos quatro produtores, e único que não possui importador no Brasil, é propriedade de quatro irmãos, em que cada um possui uma responsabilidade. Cabe ao irmão Olivier Brun a divulgação e comércio, e portanto, veio representar a empresa na feira. O principal produto, claro, são os rosés, mas ele trouxe quase todo o seu portefólio, incluindo brancos, rosés, um espumante e um vinho de sobremesa.
10 de abril de 2014
Andrássy Tokaji Aszú 4 Puttonyos 2006
Na época em que eu viajei à Hungria, de mochilão, eu só tomava vinho tinto. Havia 'aprendido' que vinhos brancos e doces eram ruins, que bom era só vinho tinto, e seco. Só que lá na Hungria, a estrela do país são exatamente os brancos doces, feitos na região de Tokaj.
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