Apesar da tradição vinícola milenar da Grécia, conhecemos muito pouco os vinhos desse país. E com o calor tórrido do verão de lá, os mais conhecidos costumam ser os brancos, que encantam os turistas durante o verão. Mas as variedades tintas também possuem grande importância. Existem duas dezenas delas utilizadas em escala comercial, que cobrem 21 mil hectares de vinhedos, o que corresponde a 40% da área de vinhedos destinados a produção vinícola. E algumas dessas variedades são responsáveis por alguns dos vinhos de maior reputação do país.
As três variedades tintas de maior reconhecimento internacional são Xinómavro (ξινόμαυρο), Agiorgítiko (αγιωργίτικο) e Mavrodaphne (μαυροδάφνη); cada uma delas é a estrela em uma das principais Denominações de Origem Protegidas do país. E apesar da limitada oferta de vinhos gregos aqui no Brasil, temos à disposição exemplares de todas essas regiões - e alguns muito bons, por sinal. Por isso, esse foi o tema que escolhi para o encontro de minha confraria, quando chegou a minha vez no rodízio.
A minha seleção contou com 5 vinhos, sendo dois provenientes do norte do país (DOPs Naousa e Rapsani), e três do Peloponeso (DOP Nemea, Mavrodaphne de Patras e IGT Achaia). Mas antes de descrever os vinhos, falemos um pouquinho dos produtores.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
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4 de dezembro de 2017
4 de maio de 2015
Dos vinhedos do monastério de Mega Spileo
Os primeiros registros de produção de vinho pelos monges do monastério de Mega Spileo datam de 1550. Os vinhedos se localizam em um plateau a mais de 800m de altitude, e podem ser avistados dos terraços do monastério, que fica encrostado em um paredão rochoso, a 924m de altitude, a 10Km da pequena cidade de Kalavryta (Καλάβρυτα), no nordeste do Peloponeso.
O monastério sofreu sucessivas destruições, incêndios e ataques ao longo de sua história, sendo o último realizado pelos nazistas, que tentaram executar todos os monges. Alguns conseguiram se esconder em cavernas, e sobreviveram. Mesmo assim, o monastério foi sendo abandonado gradualmente, até que os vinhedos deixaram de ser cultivados a partir da década de 1980[*].
O monastério sofreu sucessivas destruições, incêndios e ataques ao longo de sua história, sendo o último realizado pelos nazistas, que tentaram executar todos os monges. Alguns conseguiram se esconder em cavernas, e sobreviveram. Mesmo assim, o monastério foi sendo abandonado gradualmente, até que os vinhedos deixaram de ser cultivados a partir da década de 1980[*].
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| Monastério de Mega Spileo. Créditos: Commons Wikimedia |
23 de abril de 2014
5000 anos de vinho grego
(Mais Expovinis)
Logo em frente dos estandes da Provence estava a vinícola grega Cavino, representada pelo brasileiro Nicolas Gatos - que é consultor da empresa para América do sul - e pelo enólogo, grego, Stelios Tsiris.
Os vinhos da Cavino já são importados ao Brasil, pela Winelands, e tive a oportunidade de me encontrar pessoalmente pela primeira vez com o Fernando Zamboni. Ele me mostrou alguns dos próximos vinhos da Cavino que pretende trazer. Podem esperar por eles, talvez já este ano.
22 de maio de 2013
Winelands: vinhos exóticos
Acho que encontrei o clube de vinhos que estava procurando: Winelands. Tomei conhecimento dele no blog do Daniel Perches (Vinhos de Corte). Era vinho branco da Hungria, espumante da Eslovênia, vinhos búlgaros... fui ao site da empresa, conferir!
Além de muito vinho de países exóticos, isto é, destes cujos vinhos raramente vemos aqui, há muitos feitos de uvas diferentes também. E para melhorar, todos os meses sempre tem tintos, brancos, espumantes e rosés. E para quem não gosta de algum estilo, basta selecionar, no site, quais os tipos prefere receber.
Eu fiquei com água na boca pelos vinhos de meses anteriores, que já haviam sido entregues! Então, entrei em contato, e resultado: nos primeiros 3 meses, recebi só dos vinhos 'antigos', que eles ainda tinham em estoque. Segue a lista dos vinhos exóticos:
29 de janeiro de 2013
Tsantali Cellar Reserve
Eu já vejo há algum tempo, no supermercado Carrefour, vinhos gregos da Tsantali, um grande produtor e exportador da Grécia. Eu ainda não tinha arriscado comprar nenhum, apesar da curiosidade. No entanto, nesta terça, alguns estavam em promoção, e resolvi provar este: Tsantali Cellar Reserve, que estava a R$19,90. É um vinho doce feito com a uva Mavrodaphne, e produzido com o processo de fortificação, em que a fermentação é interrompida na metade com a adição de aguardente de vinho.
A Mavrodaphne é tinta, autóctone da Grécia, e normalmente utilizada para a produção de vinhos doces, principalmente na região próxima à cidade de Patras, na península do Peloponeso, onde dá nome à Denominação de Origem do vinho: Mavrodaphne de Patras.
O vinho tem cor castanha, resultado do período de 5 anos envelhecendo em barris de carvalho francês. Tem aromas intensos de frutas secas como tâmaras, figos secos, e uvas passas. Também apresenta um toque tostado, tendendo a coco queimado. Tem uma acidez muito boa, que deixa redondos os teores de açúcar e álcool (18%). Nem sonhando ele equivale a um Porto de 30 anos, como anuncia o site do importador, mas é muito agradável, e vale cada centavo. Recomendo resfriá-lo ligeiramente, por volta dos 15ºC, e servi-lo acompanhado de queijo gorgonzola com geléia de figo.
A Mavrodaphne é tinta, autóctone da Grécia, e normalmente utilizada para a produção de vinhos doces, principalmente na região próxima à cidade de Patras, na península do Peloponeso, onde dá nome à Denominação de Origem do vinho: Mavrodaphne de Patras.
O vinho tem cor castanha, resultado do período de 5 anos envelhecendo em barris de carvalho francês. Tem aromas intensos de frutas secas como tâmaras, figos secos, e uvas passas. Também apresenta um toque tostado, tendendo a coco queimado. Tem uma acidez muito boa, que deixa redondos os teores de açúcar e álcool (18%). Nem sonhando ele equivale a um Porto de 30 anos, como anuncia o site do importador, mas é muito agradável, e vale cada centavo. Recomendo resfriá-lo ligeiramente, por volta dos 15ºC, e servi-lo acompanhado de queijo gorgonzola com geléia de figo.
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