29 de fevereiro de 2016

Sigalas Assyrtiko - Athiri 2010: passou da hora

O Domaine Sigalas se localiza na ilha de Santorini, um dos terroirs mais extremos do mundo, que no entanto - ou exatamente por isso - produz alguns dos principais néctares da Grécia. Na primeira vez que provei um de seus vinhos, o varietal Assyrtiko 2013, fiquei encantado com ele.

Por isso, quando vi o vinho Sigalas Assyrtiko - Athiri 2010 selecionado no painel da reunião da minha confraria na ABS - cujo tema era vinhos gregos - eu fiquei empolgado. Este vinho tinha duas diferenças básicas em relação ao que mencionei no primeiro parágrafo. Primeiro, o outro era 100% Assytiko, a uva branca mais nobre da Grécia; sendo que o vinho do painel era um corte, com 75% Assyrtiko e 25% Athiri. A segunda diferença era que este vinho era da safra 2010, 3 anos mais velha. Aquele de 2013 era uma delícia, mas teria este vinho de 2010 a capacidade de se manter em condições?

26 de fevereiro de 2016

Rieslings e eisbein na Cantina Alemã


Eu já moro há algum tempo em Campinas, e nunca tinha ouvido falar que havia um restaurante tradicionalíssimo da cidade - aberto há 51 anos - dedicado exclusivamente à culinária alemã. Este mês, uma confrade da Nossa Confraria sugeriu que fizéssemos lá um encontro extra, e assim fomos. Ele se localiza em um estabelecimento de fachada discreta, de estilo retrô, na Rua Luzitana, nº 981.

23 de fevereiro de 2016

Château La Nerthe Rouge, AOC Châteauneuf-du-Pape

Um dos pontos positivos de fazer parte de uma confraria é de vez em quando podermos comprar um grande vinho, que seria caro demais para comprarmos sozinhos, mas que dividindo entre todos os confrades, a conta final não sai tão cara. Foi graças à confraria da ABS que pude provar um vinho de Châteauneuf-du-Pape, a apelação mais conceituada - e mais cara - do sul do vale do rio Rhône. O vinho que quero comentar é o Château La Nerthe Rouge 2011, que custa R$441,00 na Grand Cru.

20 de fevereiro de 2016

Nerìo Riserva 2010

Em setembro de 2014, escrevi a respeito de um dos melhores vinhos que tinha recebido pela Sociedade da Mesa até então, o Roccamora Negroamaro 2011. Tão bom, que se esgotou rapidamente no clube. Ainda tive tempo de pedir mais algumas garrafas, mas elas também já se foram.

Naquela época, o clube tinha trazido também outro vinho do mesmo produtor, só que para a Seleção Grandes Vinhos, isto é, uma modalidade de vinhos de categoria superior à minha assinatura básica. Eu tinha gostado tanto do Roccamora, que pela primeira vez me arrisquei a pedir um vinho desta modalidade superior: o Nerìo Riserva 2010.

18 de fevereiro de 2016

Botran Solera 1893, DOP Ron de Guatemala

Se tudo o que você conhece de rum se limita a Bacardí e Montilla, então não conhece nada! Assim como a cachaça, o rum é uma bebida destilada da cana-de-açúcar; assim como a cachaça, sua origem é a América Latina; e assim como a cachaça, é uma bebida injustamente pouco valorizada.

No ano passado, eu finalmente conheci um rum que se preza. Um pouco antes do Real mostrar seu real valor, eu fiz conexão pelo aeroporto do Panamá. E como era de se esperar em um país da América Central, a loja de bebidas tinha uma grande diversidade de rums, de diversas origens. No dia, a loja estava oferecendo degustação de dois rótulos específicos, ambos da destilaria Botran, da Guatemala. Um 15 anos, que estava a US25, e um 18 anos, a US35. Apesar da relativamente pequena diferença de idade, a diferença de sabor era enorme, e resolvi trazer o Botran Solera 1893.

8 de fevereiro de 2016

Sauvignon Blanc Rosé ?!?


A Bodega Lauca, localizada no Vale do Maule, Chile, criou um vinho inusitado: o Lauca Sauvignon Blanc Rosé 2014. Para quem possa estar se perguntando como pode-se fazer um vinho rosé a partir da Sauvignon Blanc, que é uma variedade branca, sem nenhuma pigmentação de cor, informo que na realidade foi utilizada uma pequena quantidade de Carignan, uma variedade tinta, para dar a cor rosé. E como esta quantidade foi muito pequena, a legislação permite que o vinho seja considerado um monovarietal, como se tivesse sido feito unicamente de Sauvignon Blanc.

5 de fevereiro de 2016

Cavino Malagousia 2014

Os vinhos brancos gregos não cansam de me surpreender: cada um com um caráter muito distinto, com perfis aromáticos diferentes entre si, e muito diferentes dos brancos de outras partes do mundo, mas sempre apresentando muito frescor.

2 de fevereiro de 2016

Ostras, Chablis e dois Cheval(l)iers

Neste final de janeiro tivemos o primeiro encontro do ano da Nossa Confraria. Nos reunimos no restaurante Chef Theo, e como as ostras frescas são uma referência da casa, foi lançado o desafio, para comprovarmos: ostras e Chablis harmonizam mesmo tão bem? É claro que não dava pra encher a barriga só com ostras, por isso também tivemos outros vinhos, para acompanhar as escolhas de prato principal, incluindo um tinto da Suíça, que foi trazido do país de origem por uma das nossas confrades.

Primeiro, as bolhas

Começamos a noite brindando com um espumante: Première Bulle Brut 2013, da região de Limoux, no Languedoc, sul da França. Conforme já comentei aqui, Limoux é a região de origem dos primeiros espumantes do mundo, mais de dois séculos antes dos primeiros espumantes de Champagne. De cor amarelo-palha de média intensidade, com perlage intensa, e aromas entre o frutado de maçãs e pêras e o adocicado do suspiro. Na boca, apesar de brut, sente-se uma sensação levemente adocicada, que dá a ele boa maciez e equilíbrio.