29 de outubro de 2016

Ludwig Wagner & Sohn Ortega Auslese 2008

No primeiro semestre, escrevi a respeito de um vinho feito da uva Ortega (relembre aqui). É uma variedade pouco conhecida, criada na Alemanha, e cultivada principalmente em lugares muito frios. Naquela ocasião, o vinho era um Trockenbeerenauslese (ou TBA, para quem não consegue ler esse palavrão) - o topo da hierarquia do vinho alemão. Pois este mês conheci a versão Auslese (colheita tardia) do mesmo vinho. Ele se chama Ludwig Wagner & Sohn Maikammerer Mandelhöhe Ortega Auslese 2008, um nome curto e fácil de ler (#sqn), como é comum nos vinhos alemães.

25 de outubro de 2016

Weegmüller Der Elegante 2012

Quando uma colega de confraria mandou uma mensagem falando de um saldão em uma importadora de vinhos alemães que estava quebrando, tomei um susto. Seria a Weinkeller? Não, era outra, chamada Etcetera, que eu nem tinha conhecimento. Mas com a perspectiva de comprar alguns Rieslings a R$35 a garrafa, eu resolvi arriscar. Como não conhecia os vinhos previamente, era um risco, e pedi apenas 3 garrafas de cada, de três tipos diferentes de Rieslings. Infelizmente, de um deles, já não havia mais, então recebi apenas 6 garrafas, a R$35 cada.

Um dos que comprei foi o Weegmüller Riesling Kabinett Trocken Der Elegante 2012, produzido pela Weingut Weegmüller, uma vinícola familiar localizada na cidade de Neustadt, no Palatinado (Pfalz). A família Weegmüller migrou da Suíça para a Alemanha em 1657, e em 1685, fundou a vinícola, que hoje está nas mãos da 11ª geração da família: as irmãs Stephanie e Gabriele.

20 de outubro de 2016

Chateau Montelena Chardonnay 2011

Neste mês de outubro, completamos um ano da Nossa Confraria. Um ano delicioso, de novos amigos reunidos em torno de boa comida, bons vinhos e boa companhia. Para comemorar em grande estilo, o nosso encontro do mês teve como tema o Chateau Montelena Chardonnay - o vinho que ficou famoso na mítica degustação de Paris de 1976. No nosso evento, tivemos 3 garrafas de 2011, que correspondem à safra que comemorou os 40 anos da atual fase da vinícola.

15 de outubro de 2016

San Antolin Reserva 2005

Vinhos maduros, com 10 anos ou mais, a preços convidativos não são fáceis de achar. Encontrei o San Antolin Reserva 2005, DO Navarra, a venda na Evino, por R$68; já não era um preço ruim, mas somando um cupom de 20% de desconto em cima desse preço, e frete grátis, ficou irresistível, e comprei duas garrafas.

Comprar um vinho com mais idade é sempre um risco, mas eu já havia tido uma ótima experiência com outro vinho de idade na Evino (comentei a respeito aqui), por isso, estava confiante.


O San Antolin Reserva 2005 é um corte das famosas Merlot, Cabernet Sauvignon com uma pitada da espanhola Graciano. Ele amadureceu por 24 meses em barris de carvalho, e mais 12 meses, antes de ser lançado no mercado, para poder exibir a denominação Reserva. Mas um ano é pouco, sendo 2005, ele já está há 8 anos em garrafa.

Sua cor começava a mostrar matizes atijoladas, totalmente de acordo com a idade do vinho. Logo ao abri-lo, ele anunciava aromas bem marcados da Cabernet Sauvignon, na forma de uma páprica defumada, suave, além de uma tipicidade de um tinto espanhol evoluído, aquelas notas tostadas complexas, que misturam um pouco de madeira, especiarias, couro, fumo... As frutas negras, em igual importância, completavam o conjunto. Na boca, taninos agradáveis e finos, ótima acidez, que lhe dava leveza, escondia plenamente os 14% de álcool, e muito boa persistência.

Já era agradável logo ao abri-lo, mas ele logo mostrou como o ar lhe fazia bem. Com o tempo, a páprica defumada quase sumia, dando lugar a notas de caramelo e bálsamo; e a fruta também evoluiu um pouco, trazendo um pouco de figo e ameixa seca.

Ele se confirmou como um grande achado para quem, como eu, aprecia vinhos mais evoluídos. Vale ainda observar que ele havia figurado no Clube Evino Red (o mais básico), no mês de janeiro. Não é comum ver um vinho dessa tipicidade em um clube de vinhos, muito menos numa categoria básica.

8 de outubro de 2016

Pinha Rosé 2015

Desde o mês passado, passei a fazer parte de mais um clube de vinhos: o Vinhoclube, que pertence à Casa Rio Verde, uma importadora e loja de vinhos de Belo Horizonte. Desde que tomei conhecimento deles, eu fiquei acompanhando, e me chamou a atenção a modalidade Summer, que oferece exclusivamente brancos e rosés. Portanto, não poderia deixar de ser essa a modalidade que eu escolhi.

1 de outubro de 2016

Amalaya Rosado de Corte 2015

Eu sinto que este ano, infelizmente, eu escrevi pouco a respeito de vinhos rosés. É provável que tenha tomado menos rosés do que em anos anteriores; porém a principal razão foi que, este ano, me deparei com uma grande quantidade de vinhos top, sobre os quais eu não queria deixar de escrever. E com a priorização, muitos bons vinhos do dia-a-dia acabaram preteridos. E os rosés raramente são vinhos top, porém freqüentemente são ótimas opções para o dia-a-dia.