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26 de julho de 2022

Soalheiro Terramatter 2015

A Alvarinho é uma variedade bastante eclética. De um lado ou do outro da fronteira (Portugal e Espanha), é bastante comum que o mesmo produtor faça diferentes estilos de vinho Alvarinho, aplicando diferentes técnicas de vinificação: maceração pré-fermentativa, fermentação em barris, conversão malolática, estágio sur lies com ou sem bâtonnage, estágio em madeira... ou nenhuma dessas técnicas. Um que eu ainda não tinha provado era um Alvarinho engarrafado sem filtragem. O primeiro, foi o Soalheiro Terramater 2015.

6 de dezembro de 2018

Pionero Maccerato Edición Especial

Já fazia algum tempo que eu não tomava um bom Albariño. Foi por acaso, mesmo. Creio que, com tanta oferta de vinho, de tantas variedades de uvas e regiões para conhecer, eu acabei negligenciando um dos vinhos que mais gosto. Só me dei conta disso quando vi o Pionero Maccerato 2016 da Viña Almirante em oferta na Vinumday, por R$75.

29 de maio de 2016

Quinta da Raza Grande Escolha Alvarinho - Trajadura 2015


Monção e Melgaço perdeu a exclusividade sobre a Alvarinho, e este ano, chegaram ao mercado brasileiro os primeiros Vinhos Verdes com Alvarinho feitos fora dessa sub-região. Em Portugal, é assunto velho, mas no Brasil, creio que nem todo mundo acompanhou de perto.

21 de abril de 2015

Portugal esteve em Campinas

... e estará na Expovinis


Neste último 20 de abril, Portugal esteve presente em Campinas, trazido pela CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal - e pela Essência do Vinho, em duas ações voltadas ao trade, para apresentação de novos produtos. Durante o dia, houve uma feira com degustação livre no Hotel Vitória, além de duas degustações comentadas pelo crítico de vinhos Rui Falcão, e à noite, um jantar harmonizado no restaurante Pobre Juan, com a presença dos produtores.

Os eventos contaram com 14 produtores, alguns já bem conhecidos, como a Gran Cruz (Porto Cruz), a Sogevinus (detentora das marcas de vinho do Porto Kopke, Burmester, Cálem e Barros), a Companhia das Quintas, e outros bem menos conhecidos, mas com produtos muito interessantes. Todos estarão na Expovinis, a partir de amanhã, e quem gosta de vinhos portugueses, recomendo fortemente uma visita ao stand da CAP, para conhecê-los.

19 de março de 2015

Simplesmente... Vinho

Nos últimos textos, estive a relatar o que de melhor aconteceu durante a semana que passei em Portugal, a convite da ViniPortugal, junto com os melhores alunos dos cursos de Formação sobre Vinhos de Portugal. Se não sabe do que se trata, leia o prólogo: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal.

Pois bem, tudo que é bom dura pouco, e nossa semana chegou ao fim. Chegou a hora de desfazer este grupo super entrosado que se formou na viagem. Chegou a hora de nos despedirmos, de irmos embora, mas eu simplesmente... havia programado ficar mais uns dias. Eu já tinha planejado estender minha permanência, para comparecer a outra feira de vinho que aconteceu na cidade do Porto: a Simplesmente... Vinho. A 3ª edição deste "salão off, manifestação de nicho, independente e alternativa", como descrevem seus idealizadores, ocorreu nos dias 27 e 28 de fevereiro, em paralelo com a Essência do Vinho - Porto, e a apenas duas quadras do Palácio da Bolsa, literalmente à beira do rio, utilizando uma pequena parte do cais, e usando como base um porão, que se acessa por algumas portas a partir do Largo do Terreiro.

Apesar de independente e alternativa, a feira contava com algumas marcas muito conhecidos do cenário vinícola português, como Luis Pato, Filipa Pato, Quinta da Covela, Quinta da Pellada, Niepoort. E mesmo que os seus respectivos vinhos estivessem bem representados, os Baga Friends fizeram falta na feira, mas estavam em Londres, apresentando a Baga para os assinantes de Robert Parker...

6 de março de 2015

Paixão e conhecimento na viticultura

Texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal

Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.


A paixão com que cultiva as suas vinhas, o gosto com que descreve seu trabalho, seu método de cultivo: este foi o sentimento transmitido a todos, ao ouvirmos o Professor Rogério de Castro descrever seu trabalho. Dá gosto de ouvi-lo falar.

Rogério de Castro e sua família são proprietários da Quinta de Lourosa, localizada na freguesia de Sousela, a meros 40 Km do Porto, em plena região dos Vinhos Verdes, sub-região de Sousa. Como é comum à região dos Vinhos Verdes, o clima da sua propriedade é intensamente influenciado pelos ventos Atlânticos, que trazem muita chuva durante todo o ano, e temperaturas mais amenas no verão, trazendo um desafio à plena maturação das uvas.

2 de janeiro de 2015

Torre de Menagem Alvarinho/Trajadura 2013


O Torre de Menagem Alvarinho/Trajadura 2013 é um Vinho Verde produzido pela Adega Quintas de Melgaço. Eu havia comprado esta garrafa no supermercado Pão de Açúcar em abril de 2014, e levado para o sítio dos meus pais, ainda na Páscoa. Como eu havia levado muitas garrafas de vários vinhos, este acabou não sendo aberto, e ficou por lá. Meu pai o guardou cuidadosamente na sua adega, e neste final de ano, eu a encontrei, novamente. E desta vez, ela não escapou.

Eu sou fã de Vinhos Verdes, e este é um ótimo exemplar, aromático, seco, leve, fresco, e com a característica agulha (a leve efervescência). Me agradou até mais do que o mais conhecido Muralhas de Monção, e custou muito menos. O preço que paguei foi de R$29,90, um preço que lhe coloca como uma ótima relação qualidade/preço. Espero que neste ano de 2015, o Pão de Açúcar realize outra campanha de Vinhos Verdes!

6 de dezembro de 2014

Salada de bacalhau com um Albariño

Mais uma noite quente, vai bem com uma salada de bacalhau e um vinho refrescante. A salada foi composta de cenouras cozidas e cogumelos - refogados com bastante alho e salsinha, batatinhas do tipo coquetel assadas, e lombinho de bacalhau desfiado. Tudo foi misturado e deixado esfriar. Depois de frio, foram adicionados mais salsinha fresca picada, azeite extra-virgem que trouxemos da Provence, e limão.

5 de maio de 2014

Vinho Verde, não. Um grande vinho branco.

Durante o último curso de vinhos portugueses que assisti com Rui Falcão, aproveitei para pedir que ele me explicasse melhor sua posição a respeito de uma suposta dicotomia entre a denominação Vinho Verde Alvarinho e a sub-região de Monção e Melgaço (leia Alvarinho ou Monção/Melgaço?). A conversa que tive - uma aula particular - partiu deste texto, mas foi muito além, e me ajudou a compreender melhor o que são os dois mundos de Vinho Verde.

Eu compreendia que existe uma diferença, em termos de estilo e de reputação, em relação aos Vinhos Verdes Alvarinho e o restante dos Vinhos Verdes. A Comissão dos Vinhos Verdes (CVRVV - entidade responsável pelas normas, controle e divulgação dos Vinhos Verdes), no seu site, nos seus encartes e nas sua campanha de divulgação, dá total ênfase naqueles Vinhos Verdes que representam a maioria esmagadora do mercado: muito leves, pouco alcoólicos, com agulha (sensação gasosa) que os tornam ainda mais refrescantes, muita acidez, bons para dias quentes, e para acompanhar diversos tipos de refeições mais difíceis (molhos doces, muito apimentados, muita gordura). Por outro lado, mesmo que de forma passageira, e quase negligente, eles distinguem os Vinhos Verdes Alvarinhos, lembrando-nos que são mais encorpados, mais alcoólicos, sempre secos. Mas a CVRVV não dá a devida ênfase em como a proposta deles é muito mais distinta. Estes dois mundos são mais distantes do que dão a entender (e não se restringe aos Vinhos Verdes Alvarinho).

22 de março de 2014

Novos Vinhos Verdes chegaram ao mercado brasileiro

No final do ano passado, eu comentei a respeito de um acordo entre o Grupo Pão de Açúcar e a Comissão dos Vinhos Verdes, para importação de novos rótulos. Quem havia me contado foi o representante da Quinta de Santa Cristina, Iono Santos, quando fui conhecer seus produtos durante a Semana Mesa.
Pois os vinhos finalmente chegaram! Além de dois rótulos da Quinta de Santa Cristina, há uma dezena de outros, como os das Quintas dos Carapeços e Quinta da Raza, cujos vinhos comentei no final de 2012, na edição anterior da Semana Mesa.

18 de janeiro de 2014

Salmão e Vinho Verde


Adoraz 2012 é Vinho Verde feito com o tradicional corte entre Alvarinho e Trajadura. E quem me acompanha, já sabe: Vinho Verde de Alvarinho implica em sub-região de Monção e Melgaço. E é lá mesmo que fica a Quinta de Alderiz, uma pequena propriedade com 12ha de vinhas, sendo 10,5 de Alvarinho, e apenas 1,5ha de Trajadura.

8 de novembro de 2013

Vinhos Verdes da Quinta de Santa Cristina

Esta sexta-feira, 08/11, foi o encerramento da 10ª edição da Semana Mesa São Paulo. E eu tirei o dia para ir até o Senac Santo Amaro, no sul da cidade, conhecer mais Vinhos Verdes, que assim como na edição passada, foram trazidos pela Comissão dos Vinhos Verdes. Entre eles, fui conhecer os vinhos da Garantia das Quintas, a convite do seu representante comercial Iono Santos.

A Garantia das Quintas é uma empresa jovem (de 2004) e possui uma pequena gama de produtos, a linha Quinta de Santa Cristina, em referência à propriedade em que são produzidos. A quinta, uma propriedade de 40ha, se localiza na sub-região do Basto, a mais continental, com menor influência do Atlântico, e portanto, uma região com mais insolação, e menos chuva, comparado com a maior parte do Minho.

4 de novembro de 2013

Deu La Deu no Makro


No ano passado, em Lisboa, tomei uma garrafa de Alvarinho Deu La Deu 2011 em um restaurante do bairro do Chiado, e paguei €15, achando caro. Aqui no Brasil, se pagamos R$71 por uma garrafa dessas, ainda pagamos felizes. Este vinho, conceituado por quem conhece Vinhos Verdes, é um rótulo top da Adega de Monção, e normalmente é encontrado por mais de R$90,00.

29 de junho de 2013

Encontro de Vinhos Campinas 2013: Vinhos Verdes longevos

No último Encontro de Vinhos, os Vinhos Verdes tiveram uma aparição discreta, porém digna de nota. Foram apenas 4 rótulos, trazidos pela IdealDrinks, importadora que faz parte de um grupo português que, não por acaso, é dono das marcas apresentadas na feira.

Foram dois Alvarinhos da Quinta da Pedra, propriedade localizada na sub-região de Monção e Melgaço - onde a Alvarinho é a principal qualidade de uva. E os outros dois, da marca Paço de Palmeira, utilizam exclusivamente a casta Loureiro.

Só para contextualizar quem ainda não conhece, Vinho Verde é de fato apenas uma Denominação de Origem dentre as várias de Portugal. Esta Denominação abrange a região do Minho, ao norte do país. O estilo desses vinhos, em 99% dos casos, reflete a tradição da região: acidez acima da média, freqüentemente, mas não sempre, associada a um teor de açúcar residual razoavelmente maior para equilibrá-la; níveis de álcool menores (11% ou menos); e a agulha, uma pequena quantidade de gás carbônico, que ajuda o vinho a ficar ainda mais refrescante.

Eles são normalmente feitos para serem bebidos jovens. Uma freqüente exceção são os vinhos feitos de Alvarinho, que só recebem a DOC se forem produzidos na sub-região de Monção e Melgaço. Neste caso, os níveis de álcool mínimos exigidos são maiores, e são mais secos.

Porém, o que distingue os vinhos trazidos pela IdealDrinks são o fato de não corresponderem aos 99% dos Vinhos Verdes. Mesmo os dois feitos com Loureiro têm 12,0% ou mais de álcool, não têm agulha, são completamente secos, e têm expectativa de 8 anos ou mais de longevidade. Além disso, um deles descansou sobre as borras, e outro passou por carvalho.

23 de junho de 2013

Sociedade da Mesa - 1º semestre 2013

No início do ano, postei minhas impressões sobre vinhos da Sociedade da Mesa, fazendo um balanço do que havia recebido do clube até então. Passados mais 6 meses, e já que estou avaliando dois clubes, achei interessante publicar logo sobre os vinhos deste primeiro semestre, analisando a qualidade daqueles que optei por receber.

28 de abril de 2013

Vinhos do Douro Superior

No texto Vinho e Sabores da Beira Interior, comentei sobre a marca Beyra, que vem a ser um projeto independente do enólogo Rui Roboredo Madeira. Porém este é apenas um dos projetos do enólogo. Além deste, ele também possui várias marcas de vinhos do Douro, agrupadas sob a empresa VDS - Vinhos do Douro Superior. E o stand da Beyra aproveitou para mostrar também os vinhos deste projeto.

Os vinhos Beyra, eu já descrevi nos textos anteriores (veja tintos e brancos). Mas o que o stand tinha a mostrar de melhor foram mesmo os vinhos do Douro Superior.

23 de abril de 2013

Vinhos portugueses com Rui Falcão


Esta terça-feira em Campinas foi uma noite de muito aprendizado sobre vinhos portugueses, em uma apresentação promovida em parceria da Viniportugal e da ABS Campinas SBSomm, e conduzida pelo crítico de vinhos Rui Falcão, autor do principal guia de Vinhos de Portugal.

Foi uma aula completa: começou falando sobre o que faz os vinhos de Portugal tão especiais, o que os distingue do restante do mundo, as castas, as tradições, o clima, a geografia. Na seqüência, Rui Falcão explicou cada uma das regiões do país, exemplificando cada uma com um vinho feito nela. Foram degustados 12 vinhos, ao todo, e abaixo comento os que mais me chamaram a atenção.

9 de novembro de 2012

Semana Mesa: Vinhos Verdes que merecem ser conhecidos

Nesta sexta-feira acabou a Semana Mesa em São Paulo, evento (ou melhor, eventos) de gastronomia promovido(s) pela revista Prazeres da Mesa, realizada no Senac Santo Amaro. Saí de Campinas para conferir o evento Semana Mesa ao Vivo: stands com exposições de vinhos, temperos, patés, vinhos, biscoitos, vinhos, cervejas, vinhos, café, vinhos, chocolate, adegas para vinho, frutas e legumes, queijos, e vinhos. Em paralelo, aconteciam aulas - ou apresentações - sobre gastronomia nas salas de aula do Senac.

Buscando explorar o potencial de mercado do país, a Comissão Vitivinícola da Região dos Vinhos Verdes trouxe um exército formado por representantes de marketing das próprias vinícolas, e ocupou um stand para apresentarem seus produtos: diversos vinhos brancos, rosés e tintos, de diversos estilos, desde os vinhos da Quinta da Lixa, que priorizam o frescor e a acidez, à Quinta dos Carapeços, que valorizam vinhos com aromas de frutas sobre-maduras. Foi uma experiência muito prazerosa conversar com eles, pois além de muito atenciosos, conheciam de verdade os produtos e marcas que estavam representando.

15 de setembro de 2012

Tapas nos mercados de Madrid

Mercado de San Miguel

O Mercado de San Miguel de Madri já é uma atração indicada em qualquer guia de turismo da cidade que se preze. Ele é centrado em servir tapas: uma tenda com tapas de queijo, outras duas de fiambres, algumas específicas de frutos do mar, outra só de paellas, mais uma com uma tortilla presumidamente premiada, uma vendendo salmorejos, outra com diversos espetinhos frios (tomate com queijo, presunto cru com figos, etc.); e muito vinho e cava, seja em lojas específicas, ou nas mesmas lojas que servem tapas.

Minha tenda favorita foi El Pescado Original, focada em tapas e pintchos de frutos do mar. Pedimos um pintcho de camarões sobre molho ali oli e outro de gulas (filhotes de enguia), acompanhado de um vinho branco servido no copo.

28 de agosto de 2012

O tal vinho da Lixa

Saímos de nossa hospedagem, uma quinta em pleno coração da região dos Vinhos Verdes, em direção a Lixa, uma localidade a poucos quilômetros de onde estávamos. Nosso destino era outra quinta, mas não uma hospedagem, e sim uma produtora de Vinhos Verdes. Passamos por estradas tortuosas cortando micro-localidades, onde quase toda casa tinha algumas parreirinhas plantadas ao lado de couve e outras hortaliças. Outros terrenos um pouco maiores apresentavam parreiras rodeadas de pequenas plantações de milho.