Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

22 de outubro de 2023

Vinha Solo Merlot 2009

Desde que me mudei para Portugal, praticamente só tenho tomado vinhos portugueses. Não foi nenhum esforço, pois há imensa diversidade e qualidade. Entretanto, é muito raro encontrar aqui vinhos sulamericanos; e brasileiros, nem pensar. Por isso, na minha última viagem ao Brasil, dei uma pausa nos portugueses, e aproveitei para matar a saudade dos vinhos brasileiros.

Fiz minhas encomendas pela Internet, e quando lá cheguei, já estavam à minha espera. Um dos vinhos que comprei foi o Vinha Solo Merlot 2009. Não conhecia a vinícola, mas a oportunidade de provar um vinho evoluído, somado a um baixo risco de R$78, encomendei duas garrafas. Normalmente não me arrependo dos vinhos que compro pelo Vinumday, e este não foi exceção.

20 de novembro de 2020

Faccin Malvasia Bianca 2018

Não existe uma só variedade Malvasia. São diversas variedades, muitas sem nenhuma relação genética entre si. Mas em geral são variedades aromáticas, e ricas em açúcar. Geram alguns vinhos licorosos muito bons, mas em geral, quando feitos vinhos brancos secos, tendem a ser meio chatos, muito aroma, até meio enjoativos, e sem uma acidez vibrante.

Mas o Faccin Malvasia Bianca 2018 me impressionou. Um amigo trouxe aqui em casa, e foi uma belíssima surpresa. Daí fui atrás para comprar mais.


1 de outubro de 2020

Sospirolo Pinot Noir Nature Rosé

Este é mais um exemplo da capacidade da Serra Gaúcha de produzir espumantes de excelente relação qualidade-preço: Sospirolo Pinot Noir Nature Rosé.

24 de abril de 2020

Don Guerino Teroldego Origine 1880

Quando os imigrantes italianos desembarcaram no Brasil, muitos trouxeram mudas de videiras, para plantar aqui. Mas infelizmente, sem resistência às pragas existentes em solo brasileiro (principalmente, a filoxera), a esmagadora maioria dessas videiras importadas morreram. Daí, a viticultura brasileira se desenvolveu a partir de uvas americanas, e posteriormente, com variedades internacionais.

18 de setembro de 2019

Brandina Assemblage 2013

Nos últimos 15 anos, a técnica da dupla poda - usada para "inverter" o ciclo da videira, transferindo a colheita para o inverno - tem possibilitado uma explosão de novas vinícolas produzindo vinhos finos em lugares antes inimagináveis, na Serra da Mantiqueira.

20 de janeiro de 2019

Campanha de espumantes da Vinumday

Dentro da grande diversidade de e-commerces de vinho, a Vinumday tem a proposta mais singular (literalmente): a cada dia, oferecem apenas um vinho. Mas a grande sacada - e ainda não entendo como outros sites ainda não adotaram a mesma idéia - é a adega virtual: para não embutir o custo do frete nos preços, nem onerar o cliente, eles oferecem guardar o vinho comprado em uma adega virtual, até que o cliente solicite despachar os vinhos (com a possibilidade de alcançar o valor para frete grátis, que depende do destino).

Mas neste mês de dezembro, eles lançaram uma campanha diferente, dentro da proposta deles, de espumantes brasileiros. Foram 5 produtores diferentes, um a cada 3 dias, com diversos rótulos de cada produtor, com possibilidade de compras individuais, ou em pacotes de ofertas. Haviam desde espumantes básicos, para matar a sede à beira da piscina, quanto tops, para se beber contemplando. Me abasteci de espumantes pras festas de fim de ano, e o resultado saiu melhor do que a expectativa. Por isso, resolvi dedicar um texto ao tema, comentando os que comprei.

10 de janeiro de 2019

Marco Luigi Champenoise 10 Anos Nature 2005

Dentre os poucos processos de produção de espumantes, o método tradicional - ou Champenoise - é considerado o mais nobre. Champenoise faz referência a Champagne, e os franceses não gostam que se use esse nome em vão, quer dizer, em produtos que não sejam da região de Champagne. Por isso, é mais adequado usar o nome método tradicional, mas se trata da mesma coisa. E os grandes espumantes do mundo são produzidos por este método.

30 de novembro de 2018

Gheller Tannat 2010

Faz uns dois meses, um amigo da confraria fez propaganda a respeito de um vinho brasileiro que tinha conhecido em sua última viagem para o sul, e iria fazer uma encomenda direto com o produtor. Ele iria encomendar algumas caixas do Gheller Tannat 2010, por R$50 a garrafa, e perguntou se queríamos entrar no pacote. Mesmo sem conhecer a vinícola, e sem ser assim um grande entusiasta da Tannat, eu topei comprar duas garrafas pra conhecer, já que era indicado por alguém que conhece de vinho, e está barato para um vinho de 2010.


A vinícola Gheller iniciou suas atividades em 2004, na Serra Gaúcha. Ou seja, é ainda bem nova, tem produção relativamente pequena, mas já começa a acumular boas avaliações na rede. Alguns vinhos nacionais, depois de receberem boas avaliações, têm seus preços inflacionados (às vezes mais de 100% de reajuste). Não é o caso dos vinhos da Gheller, que continuam acessíveis. Este, no site da vinícola, está por R$60 (o preço que pagamos foi uma negociação especial, que esse confrade teve direto com o produtor).

O vinho tinha cor rubi intensa; de cara, exuberante e complexo no aroma (frutas negras, tostado, baú, couro, bálsamo), de corpo médio para leve e uma deliciosa acidez, taninos presentes e macios, sabor intenso correspondendo o nariz, e média persistência aromática. Eu o abri para acompanhar um hambúrguer, em casa. Considerando taninos, acidez e pouco corpo, creio que foi o acompanhamento ideal para um bom hambúrguer. Com o tempo mostrou notas de fruta seca e mentol, mas não deu muito tempo pra evoluir, pois logo a garrafa acabou. E vale ressaltar que não é comum matarmos uma garrafa a dois, de uma tacada só, principalmente tinto.

19 de fevereiro de 2018

Victoria Geisse Extra Brut Vintage Rosé 2016


Um dos grandes problemas do vinho nacional é alcançar o cliente final. Normalmente, os melhores vinhos não estão facilmente disponíveis na maior parte do país. Isso vem mudando, graças ao acordo que pôs fim àquela exdrúxula tentativa de salvaguarda de 2012. Após ela, importadoras têm passado a distribuir vinhos nacionais junto ao seu portfólio. Um desses exemplos é a linha Victoria Geisse, produzida por um dos mais respeitados produtores nacionais - a Cave Geisse - e distribuída exclusivamente pela importadora Grand Cru.

27 de janeiro de 2018

Villa Francioni Chardonnay Lote II

De volta à casa após o recesso de fim de ano, a turma da Nossa Confraria não se aguentava de ansidedade de nos reunirmos novamente. Então, marcamos um jantar - mais uma vez no Restaurante D'Autore. Tomamos um monte de bons vinhos, mas o texto vem falar apenas de um, o Villa Francioni Chardonnay Lote II, levado por uma de nossas confreiras. Nem ela se lembrava onde e quando adquiriu ou ganhou aquela garrafa. Acontece que aquele branquinho já estava prestes a fazer 10 anos: uma informação bem discreta no contra-rótulo atesta que era da safra de 2008.

24 de setembro de 2017

X Decima Gran Reserva Blend 2008

Há pouco tempo, um amigo trouxe em casa uma garrafa do X Decima Gran Reserva Blend 2008. Ele disse que tinha lhe custado apenas R$60, um preço bem atrativo para um vinho com 9 anos de guarda. O vinho me chamou a atenção pela sua complexidade aromática e sua estrutura, que combinava corpo elegante com taninos bem presentes. Até encomendei uma garrafa para prová-lo com mais calma.

4 de junho de 2017

Guatambu Épico

Inspirado pelo dia nacional do vinho, neste domingo, aproveito para comentar um baita vinho nacional que conheci em uma degustação de uma de minhas confrarias este ano. Trata-se do Guatambu Épico, primeira edição deste vinho não-safrado produzido pela vinícola Guatambu.

21 de dezembro de 2016

Adolfo Lona Brut Nature Pas Dosé


Dentre os estilos de vinho, o espumante é o que tem mais sucesso no Brasil: tanto em qualidade dos produtos, quanto em aceitação do consumidor. É o que mais cresce em vendas, e já não é mais restrito ao brinde da virada do ano, acompanhando o consumidor brasileiro ao longo do calendário, da mesa à beira da piscina. Mas o espumante tem um apelo de festas, e portanto, o consumo aumenta nessa época.

17 de novembro de 2016

Estilo Amarone

Vinhos de sobremesa feitos de uvas passas são lugar-comum: algumas dezenas de locais por toda a Europa possuem tradição secular em vinhos doces desse estilo. Mas vinho seco com uvas passificadas, é bem mais incomum. A única referência mundial neste estilo é o Amarone della Valpolicella; e mesmo ele corresponde a uma tradição relativamente recente.

O Amarone teria surgido como um Recioto que deu errado. Para quem não conhece, Recioto é um passito, isto, é, um vinho doce feito de uvas passificadas (para quem quer conhecer mais a respeito dos estilos de vinho de Valpolicella, clique aqui). Diz a lenda que, eventualmente, a fermentação não era interrompida no momento correto, e o vinho fermentava até consumir todos os açúcares. Ficava seco e ligeiramente amargo, por isso o nome Amarone (amaro é amargo em italiano). Esse vinho nem era comercializado. Apenas a partir da década de 1950, alguns produtores locais começaram a investir especificamente nessas versões secas. O primeiro Amarone lançado no mercado foi o Bertani, em 1958 (na época, ainda chamado de Reciotto della Valpolicella Amarone [*][**]). Ou seja, esse estilo ainda nem chegou aos 60 anos.

Com o tempo, o sucesso dos Amarones della Valpolicella inspirou produtores, aqui e ali, a fazerem vinhos secos (ou quase secos) de uvas desidratadas. E este foi o tema do último encontro de uma de minhas confrarias. Tivemos um vinho chileno, um brasileiro, um autêntico Amarone, e ainda um outro vinho do Vêneto. Todos eles baseados na mesma premissa, porém cada um com suas particularidades de produção, que resultaram em vinhos distintos.

25 de julho de 2016

Lirica crua

Este espumante foi lançado em setembro do ano passado, despertou a atenção dos enófilos mais antenados, e pipocou em vários blogs de vinho nacionais. Porém, apenas este mês ele veio a cruzar meu caminho, quando foi levado por um outro convidado, em um jantar na casa de amigos.

12 de setembro de 2015

Adolfo Lona Brut Rosé

No último mês de julho, corrigi uma lacuna grave no meu histórico: durante o Encontro de Vinhos Campinas, tive finalmente a oportunidade de conhecer Adolfo Lona e seus espumantes. Eu já conhecia sua reputação, e sigo seu blog (Vinho sem Frescuras), mas ainda não tinha tido a oportunidade de provar seus espumantes. Uma parte da razão, é claro, é porque não é tão fácil encontrar seus produtos. Como ele mesmo testemunha em seu blog, com a falta de apoio do governo e dos órgãos que deveriam ajudar a promover o vinho nacional, pequenos produtores como ele têm grandes dificuldades de fazer seus vinhos chegarem aos consumidores.

Adolfo Lona (à esquerda) e Diego Graciano, durante o Encontro de Vinhos Campinas.
Foto obtida do site Papo de Vinho.

12 de julho de 2015

Rio Sol Alicante Bouschet Winemaker's Selection 2009

Quando a Thais fez a lula ao vinho tinto, há poucos meses, eu havia tentado harmonizar o prato com um vinho tinto - afinal, o prato era feito de vinho tinto! - mas não havia ficado completamente contente com o resultado. Desta vez, ela fez polvo ao vinho tinto, e mesmo insatisfeito com a harmonização da outra vez, resolvi tentar um vinho tinto novamente. O prato ficou tão bom, que resolvi escrever um texto só pra falar da harmonização: Ktapodi Krasato.

Uma barganha

O assunto deste texto é o vinho que eu escolhi para acompanhar o prato: Rio Sol Alicante Bouschet Winemaker's Selection 2009. Eu tive a oportunidade de prová-lo, assim como vários outros da marca Rio Sol, na Expovinis deste ano. Eu gostei especialmente dos espumantes, e deste tinto. A representante da distribuidora do vinho, que estava no stand da feira, disse que ele sairia para o consumidor final a partir de R$32,00, o que não seria nada mal pela sua qualidade, mas não é que encontrei-o pouco depois no site da Sonoma, por R$18,00?

Sinceramente, mesmo antes dos aumentos de preços acarretados pelas mudanças nos tributos e pela vertiginosa desvalorização do Real, já não era fácil encontrar vinhos razoáveis por menos de R$30,00. Encontrei algumas recomendações abaixo desse preço, e gosto não se discute, mas provei algumas delas, e não gostei dos vinhos. Mas este Alicante Bouschet não é apenas razoável, é bom, mesmo. Bate facilmente muito vinho de R$50 a R$60, e também alguns de R$100 que não valem R$50.


1 de janeiro de 2015

Espumante Moscatel Don Guerino

Espumante Moscatel é um clássico nacional. Este estilo de espumante chegou ao Brasil com os imigrantes italianos, que reproduziram aqui um produto típico da região de Asti, no Piemonte, o Asti Spumante. Diversos produtores nacionais têm a sua versão. Eles são feitos com sub-variedades da uva Moscatel - ou Moscato, em italiano - pelo método Asti. Eles são adocicados, com baixo teor alcoólico (entre 7% e 8%), e muito aromáticos. São vinhos baratos, com pouca reputação com críticos de vinhos, porém conquistam aquelas pessoas que gostam de um vinho 'docinho'.

25 de dezembro de 2014

Espumante Don Guerino Malbec Rosé Brut


Ouvi falar da vinícola Don Guerino pela primeira vez neste ano de 2014. Só que ouvi diversas vezes a respeito dela, e só ouvi falar bem. Não apenas em blogs (como o Universo dos Vinhos, Diário de Baco, ou Contando Vinhos), mas também ouvi de um grupo de conhecidos da ABS SBSomm, que foram à Serra Gaúcha recentemente, e também à Avaliação Nacional de Vinhos este ano.