Em maio, conheci meu primeiro vinho de Montenegro (releia aqui). E logo depois, já conheci o segundo. Ambos da mesma vinícola (Plantaže), importados pela Winelands.
Este segundo vinho foi o Plantaže Crnogorski Krstač 2017, um branco feito de uma variedade autóctone chamada Krstač (pronuncia-se 'Ker-statch', com o 'e' mudo). Rara, é cultivada apenas na Sérvia e em Montenegro, e a Plantaže é a única vinícola a fazer um monovarietal com ela. De acordo com as descrições encontradas, ela gera vinhos de baixo teor alcoólico, normalmente leves, com aromas de frutas de polpa branca e florais.
Mas este vinho entregou mais do que isso. Talvez devido à safra, e também devido à vinificação, o vinho tinha mais corpo e complexidade, mesmo sem ter estágio em madeira.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
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22 de agosto de 2020
25 de maio de 2020
Plantaže Crnogorski Vranac 2015
Parafraseando Jancis Robinson (em The World Atlas Of Wine), se países como Montenegro não nos apresentam há tempos vinhos de classe mundial, é por motivos políticos, e não geográficos: afinal, o país foi anexado pela Iugoslávia ainda após a I Guerra Mundial; ficou sob a influência da "cortina de ferro" durante a maior parte do Século XX; e após o esfacelamento do comunismo e da Iugoslávia, permaneceu unida à Sérvia, para só se tornar independente em 2006.
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