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9 de fevereiro de 2020

Tokaji Eszencia

Quando lemos e estudamos sobre vinhos, há alguns que, pelo alto custo e/ou pela raridade, pensamos: "taí um vinho que nunca vou ter a oportunidade de provar". Foi isso que pensei nas vezes que li a respeito do Tokaji Eszencia: o ápice, o mais raro e caro vinho de Tokaj, na Hungria. Para se ter uma idéia, no Brasil, uma garrafinha de 250mL é vendida por mais de R$3000.

A região de Tokaj, na Hungria, é famosa por seus vinhos doces - Tokaji Aszú - produzidos com uvas botrytizadas. Diferentes percentuais de uvas botrytizadas levam a vinhos de diferentes concentrações, e já não são exatamente baratos.

Mas Tokaji Eszencia é 100% feito de uvas botrytizadas, produzido a partir do "mosto flor", que se acumula no fundo dos barris, quando as uvas são esmagadas pelo próprio peso. Esse mosto é tão rico em açúcar (mais de meio quilo de açúcar por litro), que as leveduras têm extrema dificuldade em fermentá-lo. Por isso, a fermentação leva alguns anos, para atingir um teor alcoólico que mal chega aos 5%. É um vinho de uma concentração ímpar, em açúcar, acidez e sabor.

9 de julho de 2019

Hétfürtös Tokaji Aszú 6 Puttonyos 2000

A famosa podridão nobre é caprichosa. Esse fenômeno, que apodrece as uvas, mas "só um pouquinho" - o suficiente para furar as cascas, e assim permitir a perda de água, concentrando nas uvas acidez, açúcar e sabor - depende de condições bastante específicas e efêmeras. Ocorre em poucas regiões do mundo, e não ocorre todos os anos. Por isso, a intensidade desses vinhos pode variar bastante: de liquidozinhos insossos, aos melhores vinhos doces do mundo.

13 de maio de 2016

Harmonizando a culinária do sudeste asiático

Dias desses, a ABS Campinas SBSomm realizou seu tradicional jantar mensal no Tomyam (antigo Lagundri), restaurante de culinária do sudeste asiático. A ABS Campinas realiza estes jantares em restaurantes da cidade, pelo menos uma vez por mês. São eventos fechados e com cardápio previamente definido; e os vinhos ficam a cargo dos sócios. Eu nunca tinha ido antes, pois sempre achava a relação custo-benefício ruim. Mas desta vez, eu e Thais nos interessamos, pelo tema, pelo restaurante e pelo cardápio. Apesar de já haver algum tempo que não íamos no Tomyam, sempre que íamos, gostávamos da comida. E como vários amigos se interessaram também, ficou ainda mais legal.

14 de março de 2016

De volta ao Capril do Bosque

Depois que fui pela primeira vez ao Capril do Bosque, no ano passado, fiquei com vontade de realizar uma degustação de seus queijos e alguns vinhos com o pessoal da Nossa Confraria. Eu e Thais planejamos esta degustação para este mês de março. Marcamos de ir ao capril novamente uma semana antes, buscarmos os queijos e almoçarmos novamente no bistrô. Mas tanto elogiamos o almoço, que alguns confrades quiseram nos acompanhar. Melhor dizendo, todos queriam ir, mas alguns infelizmente não conseguiram conciliar suas agendas.

Contratamos um transfer, que nos levou num domingo chuvoso até Joanópolis. Chegamos pouco antes do meio-dia, um pouco adiantados para a nossa reserva. Desta vez, a Sra. Heloisa não estava presente, pois havia viajado junto de seus queijos para apresentá-los em uma prova internacional, nos Estados Unidos. Mas sua equipe nos atendeu muito bem.

24 de abril de 2015

Da Eslovênia para o clima do Brasil

Terminou hoje a Expovinis 2015. No meio dos grandes espaços de vinhos da Itália, França e Espanha havia um pequeno stand, representando um pequeno país da Europa, que chamou a atenção: vinhos da Eslovênia. O país é pequeno, mas o produtor é grande: a Puklavec & Friends é o maior de seu país, controla 1100 hectares de vinhas - sendo 650ha próprios, e o restante arrendados - e produz 7,5 milhões de litros por ano.

Grandes também são as expectativas da empresa com o mercado brasileiro: eles dizem que têm o clima perfeito pra produzir os vinhos perfeitos para o clima do Brasil. As terras da empresa se localizam no nordeste do país, em uma região montanhosa de clima continental, de invernos rigorosos e verões frescos, um clima ideal para a produção de vinhos brancos e espumantes frescos e frutados. A maturação das uvas é muito lenta, garantindo vinhos de excelente acidez e muito frutados. É um clima tão fresco, que não é possível produzir vinhos tintos de qualidade, por isso a empresa produz seus tintos na República da Macedônia (um foi apresentado na feira, conheça-o clicando aqui).

10 de abril de 2014

Andrássy Tokaji Aszú 4 Puttonyos 2006

Na época em que eu viajei à Hungria, de mochilão, eu só tomava vinho tinto. Havia 'aprendido' que vinhos brancos e doces eram ruins, que bom era só vinho tinto, e seco. Só que lá na Hungria, a estrela do país são exatamente os brancos doces, feitos na região de Tokaj.

14 de setembro de 2013

MIV Campinas


Este sábado ocorreu a 8ª edição da Mostra Internacional de Vinhos, feira organizada pela ABS Campinas. Gostei do caderninho que dão no início, e vem com todos os vinhos, e algumas informações técnicas mais básicas: facilitou bastante a minha vida. Também gostei da taça que foi dada de brinde no evento: uma taça ISO, decente, no padrão utilizado em degustações técnicas. Em um evento em São Paulo, deram taças de vidro imensas que mais pareciam taça para cerveja de abadia da Bélgica!

Mas falando dos vinhos, minha curiosidade enológica me leva a procurar sempre novidades, uvas e países/regiões diferentes. Portanto era natural que minha primeira parada na feira fosse no Empório Sorio, que traz vinhos da Córsega, e que foram os primeiros que descrevi sobre a feira, em meu texto anterior (clique aqui para ler). Aproveitei a queima de estoque para levar algumas garrafas a preços muito interessantes.

Além deles, haviam vários outros produtores de nicho, como a Vinhos da Áustria, Manzwine, Quinta da Falorca, Cultvinho, mas também grandes importadores e alguns produtores nacionais. Evitei passar em produtores que já conhecia, dando preferência a novidades, pois nem cuspindo todos os goles seria possível provar tudo. Faltou tempo e espaço (a certa hora da tarde, o salão ficou bem cheio).