23 de março de 2019

Single Vineyard Stevens Hunter Semillon

Em 2015, escrevi a respeito de um autêntico Sémillon de Hunter Valley, vinho memorável que eu havia conhecido na ocasião. Infelizmente, se já é difícil achar vinhos australianos por aqui, imagina um vinho tão específico. Mas fuçando pelas prateleiras do Museu da Gula, há um par de meses, encontrei uma garrafa de um Sémillon de Hunter Valley esquecido na prateleira; nem preço tinha. Catei a única garrafa, pra perguntar o preço no caixa. E diante da barganha (R$83), perguntei se havia mais em estoque, mas infelizmente, não havia.

11 de março de 2019

Serbal Malbec Rosé 2017

Na reunião de final de ano da Nossa Confraria, o nosso confrade-chef Alê se prontificou a fazer uma paella de frutos do mar. Ainda não provei um vinho que case melhor com uma paella do que um bom rosé mais encorpado. O vinho precisa ter intensidade, senão vira água, o que ocorre com a maioria esmagadora dos brancos. Um tinto leve, pode ser, mas não casa tão bem com os frutos do mar, nem com a pimenta, daí o rosé estruturado entra como uma opção ao tinto, um pouco mais fresca, sem atropelar os frutos do mar, e sem sumir diante da intensidade de temperos.

17 de fevereiro de 2019

A Promessa de Aurelia Vişinescu

Já conheço desde 2013 os vinhos de Aurelia Vişinescu, e já comentei a respeito de sua história aqui. Ela é nada menos que a mais famosa enóloga romena, fazendo sucesso internacional com sua vinícola fundada em 2002, na região de Dealu Mare, a mais conhecida da Romênia.

Este ano, chegou ao Brasil seu mais novo lançamento, chamado Promessa - assim mesmo, igualzinho em português. O vinho é uma síntese de seu trabalho, um corte entre a romena Fetească Neagră com a internacional Syrah, com DOC Dealu Mare, envelhecido por 12 meses em barris de carvalho romeno [*].

10 de fevereiro de 2019

Madame Bobalú

Como assinante do Vinhoclube Ouro, meu pai está sempre cheio de vinhos tintos; e quando vou pra BH, ajudo a baixar um pouco o estoque. São vinhos de categoria básica, mas de vez em quando tem algum que surpreende.

8 de fevereiro de 2019

Cachaça Dona Bica

Tenho um amigo de Arceburgo, cidadezinha no interior de Minas, quase na divisa com São Paulo. Cidade do interior pode não ter tanta coisa, mas tem produtos da roça: produtos da terra, artesanais, com mais qualidade e mais baratos. De vez em quando a gente 'encomenda' com ele, mel e cachaça. Mel em garrafa, que açucara, você percebe que é puro, diferente desses que a gente encontra no supermercado. Nem tem marca, na etiqueta consta apenas "Mel", o endereço e telefone do produtor.

26 de janeiro de 2019

Muscat de Saint Jean de Minervois

Procurar fontes diferentes, de vez em quando, é uma boa oportunidade de encontrar novidades interessantes. Uma dessas fontes fora do meu padrão é a Casa do Vinho Famiglia Martini, que convenientemente fica perto da casa dos meus pais, e eu sempre tento dar uma passada lá, quando vou a BH.

Dessa vez, um dos vinhos que me chamou a atenção foi o Vendanges d'Automne, produzido pela cooperativa Les Vignerons de Saint Jean. Trata-se de um vinho doce fortificado, feito a partir de uvas Moscatel Branca, ao redor da comuna de Saint Jean de Minervois; e por isso, ganha a denominação de origem Muscat de Saint Jean de Minervois.

20 de janeiro de 2019

Campanha de espumantes da Vinumday

Dentro da grande diversidade de e-commerces de vinho, a Vinumday tem a proposta mais singular (literalmente): a cada dia, oferecem apenas um vinho. Mas a grande sacada - e ainda não entendo como outros sites ainda não adotaram a mesma idéia - é a adega virtual: para não embutir o custo do frete nos preços, nem onerar o cliente, eles oferecem guardar o vinho comprado em uma adega virtual, até que o cliente solicite despachar os vinhos (com a possibilidade de alcançar o valor para frete grátis, que depende do destino).

Mas neste mês de dezembro, eles lançaram uma campanha diferente, dentro da proposta deles, de espumantes brasileiros. Foram 5 produtores diferentes, um a cada 3 dias, com diversos rótulos de cada produtor, com possibilidade de compras individuais, ou em pacotes de ofertas. Haviam desde espumantes básicos, para matar a sede à beira da piscina, quanto tops, para se beber contemplando. Me abasteci de espumantes pras festas de fim de ano, e o resultado saiu melhor do que a expectativa. Por isso, resolvi dedicar um texto ao tema, comentando os que comprei.

12 de janeiro de 2019

Santa Julia Rosado Edición Limitada

Passando pela sessão de vinhos do Pão de Açúcar, essa garrafa me chamou a atenção. Não apenas pelo rótulo irreverente, mas também pela bela cor salmão brilhante do vinho. Trata-se do Santa Julia Rosado Edición Limitada 2017, pertencente à marca Santa Julia, que contempla as linhas de entrada da Familia Zuccardi.

10 de janeiro de 2019

Marco Luigi Champenoise 10 Anos Nature 2005

Dentre os poucos processos de produção de espumantes, o método tradicional - ou Champenoise - é considerado o mais nobre. Champenoise faz referência a Champagne, e os franceses não gostam que se use esse nome em vão, quer dizer, em produtos que não sejam da região de Champagne. Por isso, é mais adequado usar o nome método tradicional, mas se trata da mesma coisa. E os grandes espumantes do mundo são produzidos por este método.