Nos últimos anos, muito temos lido a respeito do sucesso dos espumantes ingleses. Mas no Brasil, normalmente ficamos só na teoria, já que não encontramos deles por aqui, ainda. Mesmo quando estive de passeio pela Inglaterra, não foi fácil achá-los, e o preço era desencorajador. Mas no último mês de dezembro, pude participar de uma degustação de espumantes gabaritados da Inglaterra. Quem organizou foi Andréia Poldi, minha confreira no vinho, que após alguns anos trabalhando no ramo, percebeu a carência de eventos na cidade de Campinas, e por isso está começando uma nova empreitada, a Wine Soul Brasil, para oferecer cursos e eventos na cidade.
A degustação ocorreu no restaurante D'Autore, que possui um excelente espaço para receber eventos do tipo, e um delicioso cardápio, para jantar após a degustação. Nenhum dos vinhos está disponivel no Brasil: todos foram trazidos na mala de amigos e familiares da Andréia, para compor essa que foi provavelmente a primeira degustação de espumantes ingleses em solo brasileiro.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
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14 de janeiro de 2018
29 de julho de 2017
Champagne Piper-Heidsieck
No final de maio, estava no Pão de Açúcar, quando resolvi dar uma passada na sessão de vinhos (como sempre faço, em qualquer supermercado que entro), e me deparei com uma novidade: na prateleira, estava o Champagne Piper-Heidsieck Brut, sendo vendido por R$199. Eu fiquei tentado, afinal conheço há algum tempo a qualidade deste Champagne (e o acho melhor do que a linha equivalente da Veuve Clicquot, que normalmente custa acima de R$300). Mas não comprei, deixei pra outra vez.
13 de novembro de 2014
Champagne Deutz Brut Classic
Este é um espumante diferenciado, mesmo se tratando de um produto da linha de entrada. Afinal, trata-se de Champagne, e mais do que isso, um Champagne Deutz. A casa, fundada em 1838, goza de grande reputação, que está diretamente relacionada à qualidade dos seus produtos.
O seu espumante de entrada, o Deutz Brut Classic é produzido com partes iguais de Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, sendo que 80% das uvas são provenientes de vinhos Premier Cru e Grand Cru[*]. Além disso, o espumante passa 30 meses maturando sobre as borras, para adquirir toda sua complexidade aromática. Pois é, é o produto básico da casa, e passa 30 meses maturando, o que demonstra o seu comprometimento em elaborar Champagnes de qualidade. Para fins de comparação, os Champagnes mais simples passam apenas 12 meses sobre as borras, que é o tempo mínimo exigido.
É um espumante de 'espírito' jovem e fresco, mesmo com todo este tempo de maturação. Apresenta cor amarelo-palha de intensidade média, aromas predominantemente frescos, como flores e frutas brancas, e também o característico briochée, resultado da maturação. Possui uma boa acidez, em equilíbrio com o licor de dosagem, e bom volume de boca, com o aroma de brioche dominando o retrogosto.
O seu espumante de entrada, o Deutz Brut Classic é produzido com partes iguais de Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, sendo que 80% das uvas são provenientes de vinhos Premier Cru e Grand Cru[*]. Além disso, o espumante passa 30 meses maturando sobre as borras, para adquirir toda sua complexidade aromática. Pois é, é o produto básico da casa, e passa 30 meses maturando, o que demonstra o seu comprometimento em elaborar Champagnes de qualidade. Para fins de comparação, os Champagnes mais simples passam apenas 12 meses sobre as borras, que é o tempo mínimo exigido.
É um espumante de 'espírito' jovem e fresco, mesmo com todo este tempo de maturação. Apresenta cor amarelo-palha de intensidade média, aromas predominantemente frescos, como flores e frutas brancas, e também o característico briochée, resultado da maturação. Possui uma boa acidez, em equilíbrio com o licor de dosagem, e bom volume de boca, com o aroma de brioche dominando o retrogosto.
14 de setembro de 2013
MIV Campinas
Este sábado ocorreu a 8ª edição da Mostra Internacional de Vinhos, feira organizada pela ABS Campinas. Gostei do caderninho que dão no início, e vem com todos os vinhos, e algumas informações técnicas mais básicas: facilitou bastante a minha vida. Também gostei da taça que foi dada de brinde no evento: uma taça ISO, decente, no padrão utilizado em degustações técnicas. Em um evento em São Paulo, deram taças de vidro imensas que mais pareciam taça para cerveja de abadia da Bélgica!
Mas falando dos vinhos, minha curiosidade enológica me leva a procurar sempre novidades, uvas e países/regiões diferentes. Portanto era natural que minha primeira parada na feira fosse no Empório Sorio, que traz vinhos da Córsega, e que foram os primeiros que descrevi sobre a feira, em meu texto anterior (clique aqui para ler). Aproveitei a queima de estoque para levar algumas garrafas a preços muito interessantes.
Além deles, haviam vários outros produtores de nicho, como a Vinhos da Áustria, Manzwine, Quinta da Falorca, Cultvinho, mas também grandes importadores e alguns produtores nacionais. Evitei passar em produtores que já conhecia, dando preferência a novidades, pois nem cuspindo todos os goles seria possível provar tudo. Faltou tempo e espaço (a certa hora da tarde, o salão ficou bem cheio).
29 de junho de 2013
Encontro de Vinhos Campinas 2013: Chez France
Na primeira edição do Encontro de Vinhos Campinas, eu conheci a Chez France, especializada em vinhos de toda a França. Assim como no ano passado, Guillaume, francês e consultor da importadora, veio representá-la no evento. Conversamos sobre o vinho da uva Aligoté, que havia provado no ano passado. Aligoté é uma uva pouco valorizada, sempre à sombra da irmã Chardonnay, porém pode gerar vinhos excelentes, normalmente com preços mais baixos. O estoque deles atual acabou, mas a próxima carga já está no porto, segundo me falou, e estará disponível em um mês, se não houverem greves no porto, e eles conseguirem escoar a fila de mercadorias (olha o Custo-Brasil). Espero ansiosamente.
5 de janeiro de 2013
Borbulhas abaixo e acima d'água
Já era hora de soltar as primeiras borbulhas do ano. Não estou falando de abrir o Champagne, e sim, sair para mergulhar. Pela terceira vez, embarquei em Parati, no Enterprise, para um fim de semana de gula e mergulhos pela Ilha Grande. O Enterprise é um barco de live aboard de mergulho, com um grande chef, o Chello, argentino gente boa, que há 3 anos prepara cardápios elaborados, dignos de um jantar no seu restaurante favorito. Ou, como costumamos dizer, o Enterprise é um live aboard onde vamos comer, e aproveitamos para mergulhar entre as refeições.
Para tornar o fim de semana ainda mais especial, no sábado foi aniversário de uma colega mergulhadora, e alguns de seus amigos organizaram uma surpresa, levando alguns vinhos e espumantes para comemorarmos. Dentre todos os rótulos, um especial merece ser comentado. Eu não era um aficcionado por Champagnes, mas acho que virei, pelo menos por este: Piper-Heidsieck Brut.
Para tornar o fim de semana ainda mais especial, no sábado foi aniversário de uma colega mergulhadora, e alguns de seus amigos organizaram uma surpresa, levando alguns vinhos e espumantes para comemorarmos. Dentre todos os rótulos, um especial merece ser comentado. Eu não era um aficcionado por Champagnes, mas acho que virei, pelo menos por este: Piper-Heidsieck Brut.
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