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7 de novembro de 2020

Gusbourne 2011: espumante inglês top

Em 2016, em viagem na Inglaterra, provei alguns vinhos ingleses (aqui), e um espumante, que não prometia muito (aqui). Mas eu havia guardado o melhor para depois: trouxe na mala um Gusbourne Brut Reserve 2011.

14 de janeiro de 2018

Espumantes ingleses no Brasil

Nos últimos anos, muito temos lido a respeito do sucesso dos espumantes ingleses. Mas no Brasil, normalmente ficamos só na teoria, já que não encontramos deles por aqui, ainda. Mesmo quando estive de passeio pela Inglaterra, não foi fácil achá-los, e o preço era desencorajador. Mas no último mês de dezembro, pude participar de uma degustação de espumantes gabaritados da Inglaterra. Quem organizou foi Andréia Poldi, minha confreira no vinho, que após alguns anos trabalhando no ramo, percebeu a carência de eventos na cidade de Campinas, e por isso está começando uma nova empreitada, a Wine Soul Brasil, para oferecer cursos e eventos na cidade.

A degustação ocorreu no restaurante D'Autore, que possui um excelente espaço para receber eventos do tipo, e um delicioso cardápio, para jantar após a degustação. Nenhum dos vinhos está disponivel no Brasil: todos foram trazidos na mala de amigos e familiares da Andréia, para compor essa que foi provavelmente a primeira degustação de espumantes ingleses em solo brasileiro.

11 de setembro de 2016

Painshill Sparkling White Brut

Conforme eu havia comentado aqui no blog, em maio deste ano, fui à Inglaterra a passeio. E na medida do possível, aproveitei para tentar conhecer um pouco da produção de vinhos do país.

Vinhedos de Painshill Park

14 de junho de 2016

Sidra na Inglaterra

A Inglaterra é muito mais conhecida pelas cervejas do que pelo vinho. Mas há outro produto muito popular no país: a sidra. O fermentado de maçã não possui uma grande reputação, mas em qualquer pub, você vai encontrar sidra, e muitas vezes servida on tap, ao lado das cervejas.

O país é o maior produtor de sidra do mundo, mas é na grande maioria um produto industrializado de massa: um produto de baixo teor alcoólico, docinho, feita de suco importado, que agrada principalmente pessoas pouco habituadas a beber, ou que não gostam de cerveja. Mas como podemos perceber pela sua presença constante, tem uma base de apreciadores bastante grande, no país.

Mesmo assim, devem haver produtores interessados em oferecer um produto distinto, com maiores aspirações, feito a partir de melhores práticas - como escolha das melhores variedades da maçã, cuidados na colheita, produção de estilos menos doces, sem pausterização, sem chaptalização, com espumatização natural [*]. E na medida do possível, procurei algumas sidras em mercados e pubs. A minha experiência com sidra é praticamente nula; mas do que provei, nada me convenceu muito. Ainda assim, achei ao menos duas dignas de nota, que se destacaram das demais, e que menciono abaixo.


Henry Westons Vintage Cider 2015

Nomeada em homenagem ao fundador da marca Westons, esta sidra é produzida com maçãs de uma safra, provenientes de diferentes pomares, de diferentes condados do oeste da Inglaterra. Após a fermentação, ela é maturada em tonéis de carvalho, provavelmente por poucos meses, já que a safra de 2015 já estava engarrafada em maio de 2016 (a colheita ocorreu entre setembro e novembro do ano anterior). Ela possui 8,2% de teor alcoólico, o que é bem acima da média para uma sidra, e classificada como medium dry (meio seca) quando à doçura.

A bebida era de um amarelo-palha translúcido, com poucas bolhas. O aroma de maçã era intenso e predominante, mas o toque da madeira, numa lembrança de especiarias doces é o que a distingue das demais. Ela não me pareceu menos doce do que outras sidras que provei, então, quem tem glicofobia rejeita na hora; mas a acidez é adequada, pra não deixar muito enjoativo. O corpo também me pareceu igual ao de outras, leve, em comparação com vinhos brancos. O gás é pouco, mais para um Vinho Verde do que pra um frisante efetivamente.


Aspall Suffolk Premier Cru Cyder

A Aspall - localizada em Suffolk, leste da Inglaterra - existe desde 1728, nas mãos da mesma família. Eles escrevem o nome de sua sidra com 'Y' - o que segundo eles indica uma sidra com qualidade superior, resultado de dupla fermentação. Atualmente, eles fermentam suas sidras com leveduras selecionadas de Champagne.

O termo Premier Cru é puro marketing - não existe nenhuma demarcação de pomares de qualidade superior, e nem mesmo a garantia de que todas as maçãs sejam provenientes do mesmo pomar - mas me chamou a atenção. O teor alcoólico de 7% é um pouco menor do que a outra, mas ainda acima da média; e segundo consta no contra-rótulo, é seca.

Ela me pareceu um pouco mais seca que a outra, mas não muito. A doçura ainda era bem perceptivel, mais uma vez, equilibrada pela acidez. O perlage era similar ao das sidras mais básicas, mais intenso e de bolhas maiores do que no Westons. O seu destaque estava na mineralidade de aroma, lembrando pedra de mármore. A cor era bem similar, uma amarelo-palha translúcido.

Conclusão

Possivelmente estes não sejam os exemplares de maior qualidade produzidos na Inglaterra, mas os sites especializados em sidra normalmente as consideram um degrau superior. Eu poderia provar novamente essas sidras algum dia, ou outros produtos dos mesmos produtores que pareçam mais distintos, mas seria algo longe das minhas metas em uma próxima viagem ao país.

12 de junho de 2016

Adgestone: vinhos na Ilha de Wight

Neste mês de maio, fui com minha esposa e meus pais passear na Inglaterra. Fomos visitar meu irmão, que está estudando em Portsmouth, no litoral sul do país. Montamos base em Porstmouth, e visitamos principalmente os arredores. Logo ao sul da cidade se localiza uma ilha, pequena se comparada à própria Grã-Bretanha, mas cheia de atrações turísticas, apesar de ser mais conhecida dos britânicos do que de estrangeiros. Chama-se Isle of Wight, e contém castelos, abadias, igrejas medievais, pubs, belas vistas de seus mirantes, falésias por todo lado, e uma abundante produção agrícola. Sua localização no extremo sul do país, e a freqüente chuva que o mar traz o ano todo fazem da Ilha de Wight uma importante zona de produção agrícola do Reino Unido, principalmente de frutas.

Loja e café da Adgestone Vineyard

10 de junho de 2016

Um breve panorama sobre a vinicultura no Reino Unido

Existe um consenso de que a faixa ideal de vinicultura no hemisfério norte se concentra entre os paralelos 40ºN e 50ºN. O Reino Unido (formado por Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte) se localiza completamente ao norte desta faixa do globo, portanto, fora da área considerada viável. Mas isso não impede que alguns produtores sigam tentando.

Vinhedos de Painshill Park, Surrey