Se hoje o Priorato é uma das regiões mais conceituadas da Espanha (se não a mais), é graças ao Clos Mogador, e ao seu produtor, René Barbier.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
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31 de março de 2019
13 de maio de 2018
Barón de Lajoyosa Gran Reserva 2005
Já escrevi diversas vezes a respeito da variedade Cariñena. Mais conhecida pelo nome em francês - Carignan - é muito cultivada no sul da França, sobretudo nos vinhedos da Provence e do Languedoc-Roussillon. Também tem feito sucesso no Chile, sobretudo no Vale do Maule.
Bem menos conhecida é a Denominación de Origen Cariñena. Ela se localiza na comunidade de Aragón, no centro-norte da Espanha. Com altitudes que variam de 400 a 800 metros sobre o nível do mar, tem um clima continental de altitude, com dias quentes e noites frescas, como a maior parte da Espanha. O diferencial é o vale do Rio Ebro, que corta Aragón, e desemboca no Mediterrâneo. Esse vale forma um 'corredor' que permite a entrada de correntes de ar mediterrâneas, que amenizam ligeiramente o clima continental, trazendo um pouco mais de umidade, e reduzindo os extremos de temperatura.
Bem menos conhecida é a Denominación de Origen Cariñena. Ela se localiza na comunidade de Aragón, no centro-norte da Espanha. Com altitudes que variam de 400 a 800 metros sobre o nível do mar, tem um clima continental de altitude, com dias quentes e noites frescas, como a maior parte da Espanha. O diferencial é o vale do Rio Ebro, que corta Aragón, e desemboca no Mediterrâneo. Esse vale forma um 'corredor' que permite a entrada de correntes de ar mediterrâneas, que amenizam ligeiramente o clima continental, trazendo um pouco mais de umidade, e reduzindo os extremos de temperatura.
25 de março de 2018
Visita a Bodegas RE
No final de fevereiro, fui ao Chile de férias. O objetivo foi visitar a região de Puerto Varas e os lagos andinos; mas aproveitei para dar uma passadinha em uma vinícola. E ao escolher uma só vinícola, não poderia ser outra que não as Bodegas RE, cujos vinhos criativos, frescos e cheios de personalidade me conquistaram no ano passado.
A vinícola é o mais novo projeto de Pablo Morandé, um dos principais enólogos do Chile. Ele foi o pioneiro na produção de vinhos no Vale de Casablanca, hoje uma referência no Chile na produção de vinhos brancos. Na década de 1980, como enólogo da Concha y Toro, ele sugeriu a esta o investimento na região. A empresa não demonstrou interesse, então ele mesmo decidiu plantar os primeiros vinhedos, e formar a vinícola que leva seu nome, a Morandé. No início do século, ele vendeu sua parte na Viña Morandé, e criou o novo projeto familiar, as Bodegas RE, cujo nome remete a recriar, reinventar, revelar, renascer, reviver. Hoje, a condução da empresa está mais a cargo dos filhos, mas Don Pablo segue acompanhando.
A nova vinícola, como não podia deixar de ser, se localiza no vale de Casablanca. E nos vinhedos da região, eles cultivam principalmente variedades brancas - Sauvignon Blanc, Riesling, Gewürztraminer, Chardonnay e Pinot Gris - mas também Pinot Noir e Syrah, duas variedades tintas que se adaptam bem a climas mais frios. Além disso, a família possui vinhedos no Maule, onde cultivam outras variedades tintas, como Carignan, Garnacha, Cabernet Sauvignon, Cinsault, e também um pouco de Syrah.
18 de março de 2017
Revisitando o Banyuls de M. Chapoutier
É incrível como a nossa impressão sobre um vinho pode mudar tanto em safras e ocasiões diferentes. Há um par de anos, provamos em minha confraria o Banyuls 2009 de M. Chapoutier. Na ocasião, achamos com unanimidade se tratar de um vinho extremamente enjoativo, muito doce, deficiente em acidez, e com aroma forte de jabuticabas. Fortemente rejeitado, foi escolhido o pior da noite.
17 de fevereiro de 2017
L'écume: um rosé do Languedoc
Em um jantar com amigos este mês, uma amiga levou um vinho rosé com uma linda cor 'casca de cebola', aquele rosa-alaranjado pálido típico dos rosés da Provence. Se chamava L'écume 2015, produzido pelo Château La Négly. E não era apenas a cor que me fez lembrar da Provence: seu aroma que mesclava morangos frescos com casca de laranja e pomelo, e seu frescor em boca, em tudo me lembraram um bom rosé Provençal.
2 de janeiro de 2017
Villa Aix en Provence
Quem me acompanha já sabe o quanto gosto do rosés da Provence. São os mais frescos e delicados entre os rosés, perfeitos para serem apreciados à praia, à beira da piscina, ou acompanhando pratos cheios de ervas e frutos do mar, como os da culinária provençal. Mas infelizmente, não é tão fácil achar no mercado nacional exemplares que tenham bom preço e ainda estejam em condições ideais de consumo.
Freqüentemente, vejo alguns sendo anunciados a mais de R$100, um preço que está fora da realidade para um vinho rosé. Outras vezes, encontro com preço mais convidativo, mas me deparo com outra dura realidade nacional: os rosés de Provence são, quase sempre, feitos para serem consumidos na safra mais recente. Mas somando a lentidão da burocracia de importação, condições de transporte pouco adequadas e estoques encalhados em importadoras, freqüentemente me deparo com vinhos que já perderam o frescor, e não são mais agradáveis.
Freqüentemente, vejo alguns sendo anunciados a mais de R$100, um preço que está fora da realidade para um vinho rosé. Outras vezes, encontro com preço mais convidativo, mas me deparo com outra dura realidade nacional: os rosés de Provence são, quase sempre, feitos para serem consumidos na safra mais recente. Mas somando a lentidão da burocracia de importação, condições de transporte pouco adequadas e estoques encalhados em importadoras, freqüentemente me deparo com vinhos que já perderam o frescor, e não são mais agradáveis.
27 de agosto de 2016
Querciolaia 2007 Maremma Toscana
Eu ganhei este vinho de presente de aniversário, e logo surgiu uma ocasião em que ele foi o escolhido: acompanhar um arroz de pato feito pela Thais. Escrevi a respeito da harmonização no texto anterior (clique aqui para ler), mas senti a necessidade de dedicar um texto exclusivo ao vinho.
21 de abril de 2016
Vigno: vignadores de Carignan
Há duas semanas, escrevi sobre a uva País - uma variedade tradicional do Chile - e o trabalho de resgate feito por alguns produtores. Pois esta não é a única variedade que vem sendo resgatada no Chile, nos últimos anos. Um grupo de produtores tem trabalhado para resgatar vinhas velhas de Carignan no Vale do Maule. O fruto deste trabalho é a VIGNO - Vignadores de Carignan.
23 de fevereiro de 2016
Château La Nerthe Rouge, AOC Châteauneuf-du-Pape
Um dos pontos positivos de fazer parte de uma confraria é de vez em quando podermos comprar um grande vinho, que seria caro demais para comprarmos sozinhos, mas que dividindo entre todos os confrades, a conta final não sai tão cara. Foi graças à confraria da ABS que pude provar um vinho de Châteauneuf-du-Pape, a apelação mais conceituada - e mais cara - do sul do vale do rio Rhône. O vinho que quero comentar é o Château La Nerthe Rouge 2011, que custa R$441,00 na Grand Cru.
27 de setembro de 2015
Château Henri Bonnaud Rosé AOP Palette
Produzido na microscópica região de Palette, a leste de Aix-en-Provence, e aos pés da Montanha de Sainte-Victoire, este vinho foi o último rosé remanescente de minha viagem à Provence, no ano passado. Comprei-o direto do produtor, o Château Henri Bonnaud, na adega localizada nos fundos da casa dos proprietários, o neto de Henri Bonnaud, Stéphane, e sua esposa, Géraldine. (Para conhecer os produtores e a região, leia o relato da minha visita, clicando aqui.)
11 de abril de 2015
Gnocchi GG e vinho GG
Cardápio
- Gnocchi alla salvia com costelinha flambada O clássico gnocchi de mandioquinha da casa, porém feito em pelotas de tamanho extra-grande, recheadas com queijo Canastra, e refogadas com sálvia na manteiga. Acompanha costelinhas de porco marinadas em vinho, depois refogadas e flambadas em cachaça envelhecida (de Salinas).
- Rioja Vega GG 2013, DOCa Rioja (Espanha - tinto) Corte inusitado entre Garnacha e Graciano (50% cada), duas castas tradicionais da região de Rioja, com estágio de 6 meses em barris da carvalho americano.
Este foi o cardápio no bistrô Chez Thais, um bistrô exclusivíssimo, que atende pouquíssimas pessoas (eu, e eventualmente alguns convidados), e funciona poucos dias da semana, sem data fixa. A harmonização fica por conta do cliente, que pode levar o próprio vinho, sem pagar taxa de rolha. Para os convidados que preferirem, a casa possui uma adega com rótulos muito bem selecionados, e de excelente custo-benefício.☻
30 de janeiro de 2015
Terres de Saint-Louis 2013
Esta noite, a Thais fez um puré de batatas com abóbora junto de frango picado com vegetais (milho, tomate e palmito). De acordo com ela, a inspiração foi: "o que tem na geladeira". E com o que tinha, ela fez um banquete.
6 de setembro de 2014
Salada de arroz vermelho e tomates em três cores
Eu e Thais valorizamos a diversidade de variedades para um mesmo alimento: diferentes variedades de arroz, de feijão, de tomate, de bananas, até de uvas. Apoiamos os argumentos do movimento slow food, que essa diversidade é mais saudável e mais sustentável.
E o almoço de hoje foi inspirado nessa premissa. Thais encontrou no mercado duas variedades de tomates diferentes, que não encontramos com freqüência: uma amarela e uma marrom. Ela aproveitou a oportunidade, e comprou também arroz integral vermelho, para fazer uma salada diferente. A salada levou arroz, cenoura e vagem cozidos, 3 variedades de tomates diferentes, nozes picadas e queijo parmesão ralado.
E o almoço de hoje foi inspirado nessa premissa. Thais encontrou no mercado duas variedades de tomates diferentes, que não encontramos com freqüência: uma amarela e uma marrom. Ela aproveitou a oportunidade, e comprou também arroz integral vermelho, para fazer uma salada diferente. A salada levou arroz, cenoura e vagem cozidos, 3 variedades de tomates diferentes, nozes picadas e queijo parmesão ralado.
17 de julho de 2014
Sobre vinhos na Provence: Château Simone, o ícone de Palette
(...e um rosé maturado em tonéis, com 9 anos de idade)
Quem conhece a Apelação de Origem Protegida de Palette, conhece o Château Simone. É um ícone: o maior produtor, e de maior reputação. Inquestionável, reverenciado por todos que provaram seus vinhos. Por isso, em visita à região, eu não poderia deixar de visitá-los.
| Foto cedida sob licença da Commons Wikimedia |
3 de julho de 2014
Sobre vinhos na Provence: Château de Crémat Rouge 2010
Hospedados em um apartamento alugado em Aix-en-Provence, temos a oportunidade de fazer algumas refeições em casa, o que além de ser mais barato do que só comer em restaurantes, permite explorar os mercados e supermercados do lugar, o que permite uma imersão maior na cultura local.
Na última ida ao mercado, encontramos uma peça de filet suculenta, enrolada com uma grande tira de bacon, e amarrada com barbantes. Obviamente, levamos. Em casa, fizemos alguns furos para inserir dentes de alho, e deixamos marinando em sal com vinho tinto, por um dia. Na noite do dia seguinte, tiramos da marinada, selamos a carne em uma frigideira, e depois colocamos para assar, com a peça toda envolta em papel alumínio. Após o tempo de cozimento, tiramos o papel para dourar a peça. O resultado foi essa belezinha abaixo.
Uma bela peça de carne como essa é um boa oportunidade para tomarmos um tinto, para variar. Por isso, eu abri o Château de Crémat Rouge 2010. Eu tinha comprado a garrafa no próprio Château de Crémat, quando o visitei, no início da viagem. Um vinho diferenciado como esses, qual ocasião melhor para tomá-lo do que tomar com as pessoas mais importantes da vida, como seus pais e sua esposa? Melhor ainda saber que minha mãe, que não gosta muito de tintos, tinha aprovado este (na ocasião da visita ao produtor), então era a escolha perfeita.
É um vinho muito gostoso, de produção limitada, feito com uma variedade de uva rara (a Folle Noire), proveniente de colheita manual. Para o pessoal do sul da Provence (ou pelo menos para a funcionária do Château) é um vinho encorpado, potente. Bem, eles não estão acostumados com os argentinos e chilenos. Para mim, este é um vinho leve (no máximo, corpo médio) mas nem por isso, ruim. Aliás, com o calor do verão, até melhor que seja um pouco mais leve, mesmo. Os taninos são macios, e a acidez predomina, junto de aromas frutados, com um pequeno toque de especiarias por causa do estágio em madeira. Caiu muito bem com a carne, com a noite com cara de fim de tarde, e agradou a todos.
Na última ida ao mercado, encontramos uma peça de filet suculenta, enrolada com uma grande tira de bacon, e amarrada com barbantes. Obviamente, levamos. Em casa, fizemos alguns furos para inserir dentes de alho, e deixamos marinando em sal com vinho tinto, por um dia. Na noite do dia seguinte, tiramos da marinada, selamos a carne em uma frigideira, e depois colocamos para assar, com a peça toda envolta em papel alumínio. Após o tempo de cozimento, tiramos o papel para dourar a peça. O resultado foi essa belezinha abaixo.
Uma bela peça de carne como essa é um boa oportunidade para tomarmos um tinto, para variar. Por isso, eu abri o Château de Crémat Rouge 2010. Eu tinha comprado a garrafa no próprio Château de Crémat, quando o visitei, no início da viagem. Um vinho diferenciado como esses, qual ocasião melhor para tomá-lo do que tomar com as pessoas mais importantes da vida, como seus pais e sua esposa? Melhor ainda saber que minha mãe, que não gosta muito de tintos, tinha aprovado este (na ocasião da visita ao produtor), então era a escolha perfeita.
É um vinho muito gostoso, de produção limitada, feito com uma variedade de uva rara (a Folle Noire), proveniente de colheita manual. Para o pessoal do sul da Provence (ou pelo menos para a funcionária do Château) é um vinho encorpado, potente. Bem, eles não estão acostumados com os argentinos e chilenos. Para mim, este é um vinho leve (no máximo, corpo médio) mas nem por isso, ruim. Aliás, com o calor do verão, até melhor que seja um pouco mais leve, mesmo. Os taninos são macios, e a acidez predomina, junto de aromas frutados, com um pequeno toque de especiarias por causa do estágio em madeira. Caiu muito bem com a carne, com a noite com cara de fim de tarde, e agradou a todos.
30 de junho de 2014
Sobre vinhos na Provence: Château Henri Bonnaud, Palette
Saí do Château Grand Boise em direção à localidade de Palette, localizada a apenas 4 Km da cidade de Aix-en-Provence. No caminho, sempre vendo a montanha de Sainte-Victoire à minha direita, resolvi dirigir em direção a ela, para vê-la mais de perto. Entrei por uma estradinha que só comportava um carro, em meio à Résèrve Naturelle de la Sainte-Victoire. Tão perto assim, um platô a meia altura não permitia visualizar a montanha em sua totalidade, mas é uma bela paisagem, mesmo assim. No final desta estrada, saí da reserva, e caí em uma estrada de acesso a propriedades rurais, só um pouquinho mais larga que a anterior. Escolhi seguir para a direita, e no primeiro cruzamento, vejo uma placa indicando "Henri Bonnaud A.O.P. Palette". Virei então, à esquerda, na direção indicada pela placa.
Sobre vinhos na Provence: o vin cuit
Eu tomei conhecimento sobre a existência do Château Grand Boise graças ao vin cuit. É um produto típico da Provence, porém muito pouco conhecido, e eu pretendia descobrir mais sobre ele. O site do Château foi um dos primeiros que encontrei, e tinha uma explicação bem didática a respeito do produto. Por isso, estava na minha lista de propriedades a visitar. Contei em outro texto como foi a visita ao Château, mas ficou faltando falar dele, do vinho que me fez ir até lá.
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| Portão de entrada do Château Grand Boise |
Sobre vinhos na Provence: Sainte-Victoire, e o Château Grand Boise
Avistado da sacada do nosso apartamento no oeste de Aix-en-Provence, a Sainte-Victoire, do lado contrário da cidade, parece mesmo uma montanha, com o formato dos quadros de Cézanne. Mas avistado a partir do vale que se forma ao sul, ela se mostra como um largo maciço que domina a paisagem, e determina a tipicidade dos vinhos de Côtes de Provence - Sainte Victoire.
28 de junho de 2014
Sobre vinhos na Provence: Les Baux de Provence
Saindo da auto-estrada que liga Aix a Avignon, seguimos uma estrada local em direção à bela Saint-Rémy de Provence. No caminho avistamos placas que indicavam o Domaine des Terres Blanches. Saímos, então, da estrada local, seguindo em direção ao sul, até os pés dos Alpilles, a pequena cadeia de montanhas que domina a região. Passamos por uma rota entre as vinhas, sempre com as montanhas ao fundo, até chegar à sede comercial do domaine, onde fomos recebidos pelo Diego, o simpático cachorro da propriedade.
A cave fica aberta 7 dias por semana. Dentro dela, o atendente Philippe, esperava por clientes. Entramos para uma degustação gratuita dos vinhos, branco, rosé e tintos, produzidos pelo domaine.
Desde a fundação, a produção segue o cultivo orgânico, o que é simplificado pela ação do vento Mistral na região. Se em toda a região, o vento exerce muita influência, ela é ainda mais forte na propriedade, que ao norte dos Alpilles, não possui nenhuma cadeia montanhosa que possa atenuar a força do vento. Por isso, as vinhas mais novas precisam ser presas por uma estaca, a fim de impedir que o vento as arranque do solo. Hoje em dia a cultura possui certificação orgânica "bio-ativa", que implica em preservar os micro-organismos do solo, na medida em que eles criam um equilíbrio com as plantas, ajudando a que se mantenham naturalmente resistentes a eventuais doenças.
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| Vinhedos do Domaine des Terres Blanches, aos pés dos Alpilles |
A cave fica aberta 7 dias por semana. Dentro dela, o atendente Philippe, esperava por clientes. Entramos para uma degustação gratuita dos vinhos, branco, rosé e tintos, produzidos pelo domaine.
O Domaine des Terres Blanches...
... fica localizado na região demarcada Les Baux de Provence, com 38ha de vinhas, que se estendem dos pés dos Alpilles em direção ao norte, plantados em planície. Ele foi criado em 1968, e o fundador da propriedade foi o responsável pela criação da AOP Les Baux de Provence. Hoje pertence a outro proprietário, mas continua sendo uma empresa familiar.Desde a fundação, a produção segue o cultivo orgânico, o que é simplificado pela ação do vento Mistral na região. Se em toda a região, o vento exerce muita influência, ela é ainda mais forte na propriedade, que ao norte dos Alpilles, não possui nenhuma cadeia montanhosa que possa atenuar a força do vento. Por isso, as vinhas mais novas precisam ser presas por uma estaca, a fim de impedir que o vento as arranque do solo. Hoje em dia a cultura possui certificação orgânica "bio-ativa", que implica em preservar os micro-organismos do solo, na medida em que eles criam um equilíbrio com as plantas, ajudando a que se mantenham naturalmente resistentes a eventuais doenças.
27 de junho de 2014
Sobre vinhos na Provence: daube provençale
(E os vinhos de Bandol)
Alojados em um apartamento confortável em Aix-en-Provence, com uma cozinha completamente equipada, resolvemos cozinhar um prato típico da Provence. O escolhido foi a Daube Provençale, um guisado de carne marinada em vinho tinto.
Fui ao supermercado comprar a carne para a preparação do prato. Para facilitar, perguntei especificamente ao açougueiro qual era a melhor carne para preparar a Daube, e ele me indicou a poitrine, a mais barata (poitrine significa peito, então, suponho que seja equivalente a maçã do peito). No entanto, mais do que indicar a carne, ele se assegurou de que eu faria o prato corretamente. "Quando você pretende preparar?". "Amanhã está bom, pois tem que deixar marinando." "Você tem a receita?" "As receitas na Internet nem sempre são muito corretas." E me explicou grosso modo como ele prepara em casa.
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