29 de setembro de 2015

Schornstein

Eu simplesmente tinha me esquecido da cervejaria Schornstein. Com sede em Santa Catarina, não faz muito tempo que abriram uma filial logo aqui do lado, em Holambra. Eu cheguei a visitar o bar, anexo à fábrica, logo quando começaram. Nem engarrafavam cerveja ainda: só vendiam em barril. Me lembro que tinha gostado bastante das suas cervejas, mas como não tenho ido a Holambra, acabei me esquecendo deles.

Até que, um dia desses, vi uma publicação no Instagram, do @opuromalte, comentando sobre a IPA, engarrafada. Resolvi procurar se encontrava dela em Campinas, e descubri o distribuidor: Campinas Chopp. Passei lá, e comprei duas garrafas para provar de novo, para me relembrar da cerveja. Comprei uma IPA pra mim, e uma Pilsen pra Thais, já que ela não gosta de cerveja muito encorpada.

27 de setembro de 2015

Château Henri Bonnaud Rosé AOP Palette

Produzido na microscópica região de Palette, a leste de Aix-en-Provence, e aos pés da Montanha de Sainte-Victoire, este vinho foi o último rosé remanescente de minha viagem à Provence, no ano passado. Comprei-o direto do produtor, o Château Henri Bonnaud, na adega localizada nos fundos da casa dos proprietários, o neto de Henri Bonnaud, Stéphane, e sua esposa, Géraldine. (Para conhecer os produtores e a região, leia o relato da minha visita, clicando aqui.)

15 de setembro de 2015

Quinta dos Termos Fonte Cal Reserva 2013

Este, eu trouxe de Portugal, direto do produtor, a Quinta dos Termos, quando os visitei no início deste ano (clique aqui para reler a fabulosa recepção que tivemos pelo Sr. João Carvalho, e sua esposa Sra. Lurdes).

Mas falando do vinho de hoje, o Quinta dos Termos Fonte Cal Reserva é um monovarietal, isto é, 100% feito com a Fonte Cal, esta uva especialíssima, este segredo a ser descoberto da Beira Interior. E pode-se dizer que a Quintas dos Termos sempre foi um dos principais apoiadores desta variedade. Como entusiasta da variedade, o Sr. João Carvalho criou, na quinta, o primeiro campo de clones de Fonte Cal, para realizar um estudo de seleção clonal da variedade, e com isso impulsionar seu uso na produção comercial. Portanto, não há dúvidas de que seus brancos são excelentes exemplares desta uva.

12 de setembro de 2015

Adolfo Lona Brut Rosé

No último mês de julho, corrigi uma lacuna grave no meu histórico: durante o Encontro de Vinhos Campinas, tive finalmente a oportunidade de conhecer Adolfo Lona e seus espumantes. Eu já conhecia sua reputação, e sigo seu blog (Vinho sem Frescuras), mas ainda não tinha tido a oportunidade de provar seus espumantes. Uma parte da razão, é claro, é porque não é tão fácil encontrar seus produtos. Como ele mesmo testemunha em seu blog, com a falta de apoio do governo e dos órgãos que deveriam ajudar a promover o vinho nacional, pequenos produtores como ele têm grandes dificuldades de fazer seus vinhos chegarem aos consumidores.

Adolfo Lona (à esquerda) e Diego Graciano, durante o Encontro de Vinhos Campinas.
Foto obtida do site Papo de Vinho.

8 de setembro de 2015

Cennatoio Vin Santo del Chianti Classico 1999

Quando vou a BH, gosto de ir ao Supernosso. Sempre acho coisas interessantes por lá. Alguns vinhos diferentes, e em alguns casos, vinhos muito bons com preços muito acessíveis. Desta vez, além de algumas opções já bem conhecidas, encontrei duas novidades da Toscana, ou mais especificamente, de Chianti. O outro, eu comentei no texto passado: Popolo Chianti Classico 2011, a R$29,90, que acompanhou com perfeição um risoto e um filé.

E este, o Cennatoio Vin Santo del Chianti Classico 1999, um vinho de sobremesa, estava com um preço igualmente incrível, desses de se desconfiar: R$39,90. Mais uma vez, achei que valia a pena arriscar. E foi mais uma aposta certeira! Ele não é um vinho tão doce (a ficha do produtor o descreve como um vinho de sobremesa seco), tem uma acidez equilibrada e gostosa que dá vontade de tomar mais, em seu aroma predominam frutas secas, tanto damascos e figos secos, assim como amêndoas torradas e avelãs.

Eu o servi com queijo gorgonzola e geléias, que é sempre a combinação que me vem à cabeça quando penso em Vin Santo, porque assim me foi servido na primeira vez que provei deste vinho, em um restaurante idílico, nas estradas de Chianti. É uma combinação sem erro!

6 de setembro de 2015

Chianti Classico a R$29,90

Quando visitei a Toscana com a Thais, em 2010, ficamos hospedados em uma fattoria, entre Florença e Siena, em plena região dos Chiantis Classicos. Naquela época, eu não viajava tanto em função do vinho, por isso, eu não sabia que estava lá em plena época da feira do Chianti Classico.

Chegamos de carro em Greve in Chianti, e a cidadezinha estava com os estacionamentos lotados. Sem paciência, estacionei o carro sobre uma faixa de pedestres (que feio, eu sei), o único local que encontrei onde poderia parar o carro sem bloquear uma rua. Logo percebemos que havia algo de diferente. Ali perto de onde estacionei, não havia tanta gente passando, mas alguns grupos passavam com taças penduradas ao pescoço. Seguimos na direção da praça principal da cidade, e nos deparamos com a praça cheia de barraquinhas e de público.

Foi uma grata surpresa, uma tarde agradabilíssima, provando vinhos, conversando com os produtores e aprendendo sobre os vinhos da região. Eram vinhos muito bons, muito agradáveis. Comprei várias garrafas, e os preços praticados na feira variavam entre os 6€ e 12€.

3 de setembro de 2015

Tămâioasă Românească. Hein?

A Winelands tem se especializado em garimpar grandes vinhos a bons preços nos países do Leste Europeu. São vinhos desconhecidos, de países pouco conhecidos. E muitas vezes, feitos de uvas desconhecidas para nós.

Um desses vinhos diferentes, exóticos, e muito cativantes que eles importaram foi o Artisan Tămâioasă Românească Demidulce 2009, produzido pela Aurelia Vișinescu, a enóloga mais famosa da Romênia. Ele é feito de uma uva chamada Tămâioasă Românească, na região de Dealurile Munteniei. Você que leu o texto Regiões e uvas da Romênia, já conhece um pouco sobre as características da região, e sobre esta uva.

2 de setembro de 2015

Regiões e uvas da Romênia

Falar de vinho da Romênia, para nós soa como exotismo, pois conhecemos muito pouco sobre o país. No entanto, o vinho está enraizado na sua cultura, assim como em quase todos os países dos Bálcãs. A Romênia possui grande produção, o consumo de vinho desde sempre faz parte do dia-a-dia, e desde a abertura capitalista sua produção tem recebido investimentos em melhoria da qualidade, e vêm ganhando reputação internacional. Seguindo esta tendência, os vinhos romenos chegaram ao Brasil, fizeram sucesso, e está cada vez mais comum encontrá-los nos sites e clubes de vinho. Por isso, vale a pena conhecer um pouco mais sobre o cenário vinícola do país.