Mais um espumante em promoção que comprei na Wine.com.br, no final do ano passado: Perle de Vigne, um Crémant de Bourgogne Grande Reserve produzido pela Maison Louis Bouillot.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
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3 de março de 2017
23 de abril de 2014
Beaujolais e suas vinhas velhas
Desde o ano passado, tenho tido a oportunidade de provar mais e mais vinhos Crus de Beaujolais, e me encantar com estes vinhos. Podem achar que tenho uma visão ingênua e romântica, mas eu acredito que a forma como o vinho foi produzido importa tanto quanto o sabor. E no meu raciocínio, dou valor a qualidades sustentáveis, como empresas familiares, pequenos produtores, cultivo que respeita o meio ambiente, colheitas manuais, e vinhas centenárias. Quando tenho a oportunidade de provar vinhos feitos por estes parâmetros, gosto mais do vinho, só por conhecer a história dele. E neste sentido, conhecer mais Crus de Beaujolais tem me trazido grande satisfação.
Nesta última edição da Expovinis, tive a oportunidade de conhecer mais dois produtores nestes moldes. Primeiro, o Domaine du Clos de Garands, propriedade de apenas 6ha, que além de produzir vinho, funciona como um B&B de turismo rural. Ao lado, o Domaine Ruet, propriedade um pouco maior, porém ainda uma empresa familiar. Foi gratificante ver a proprietária encher o peito para dizer que as vinhas foram plantadas pelo seu bisavô.
Nesta última edição da Expovinis, tive a oportunidade de conhecer mais dois produtores nestes moldes. Primeiro, o Domaine du Clos de Garands, propriedade de apenas 6ha, que além de produzir vinho, funciona como um B&B de turismo rural. Ao lado, o Domaine Ruet, propriedade um pouco maior, porém ainda uma empresa familiar. Foi gratificante ver a proprietária encher o peito para dizer que as vinhas foram plantadas pelo seu bisavô.
17 de janeiro de 2014
Terroirs Originels: um por todos
Do sul da Borgonha vem este exemplo de união de esforços de pequenos produtores para, juntos, ganharem competitividade no acirrado mercado globalizado. Ele se chama Terroirs Originels, e é formado por 22 propriedades - com média de 12ha - nas sub-regiões de Beaujolais e de Mâconnais.
A sociedade fica a cargo dos trabalhos de comercialização, contabilidade e marketing, dividindo os custos nessas áreas, que seriam impeditivos a cada produtor independentemente. Com isso, os proprietários podem se dedicar exclusivamente à produção do vinho.
Cada um dos Domaines tem produção independente, exclusivamente a partir das próprias uvas (100% récoltants, como se diz em francês), buscando diversidade, de forma que cada um possa buscar a expressão de seu próprio terroir.
A empresa possui representantes de todas as denominações de origem de Beaujolais, principalmente os 10 crus, quase que na totalidade tintos (e da uva Gamay), e 7 denominações da vizinha Mâconnais, apresentando brancos da uva Chardonnay.
E por que estou falando dessa empresa? Porque tive a oportunidade de comprovar a qualidade de 4 dos seus vinhos. Um espumante rosé fantástico, dois crus de Beaujolais de impressionante estrutura, e um branco de Mâconnais.
A sociedade fica a cargo dos trabalhos de comercialização, contabilidade e marketing, dividindo os custos nessas áreas, que seriam impeditivos a cada produtor independentemente. Com isso, os proprietários podem se dedicar exclusivamente à produção do vinho.
Cada um dos Domaines tem produção independente, exclusivamente a partir das próprias uvas (100% récoltants, como se diz em francês), buscando diversidade, de forma que cada um possa buscar a expressão de seu próprio terroir.
A empresa possui representantes de todas as denominações de origem de Beaujolais, principalmente os 10 crus, quase que na totalidade tintos (e da uva Gamay), e 7 denominações da vizinha Mâconnais, apresentando brancos da uva Chardonnay.
E por que estou falando dessa empresa? Porque tive a oportunidade de comprovar a qualidade de 4 dos seus vinhos. Um espumante rosé fantástico, dois crus de Beaujolais de impressionante estrutura, e um branco de Mâconnais.
21 de novembro de 2013
Le Cru de Beaujolais est arrivé!!!
Hoje é dia do Beaujolais Nouveau. Todos os anos, uma célebre frase aparece em todas as campanhas de marketing que anunciam a chegada ao mercado de cada nova safra: Le Beaujolais Nouveau est arrivé! (O Beaujolais Nouveau chegou!). Mas eu preferi celebrar o dia com um Cru de Beaujolais.
19 de outubro de 2013
Rose Granit Brut 2010
Dia de sol, e o calor da primavera, que finalmente deu as caras, pediu uma bebida refrescante. Um dia ideal para apreciar um bom espumante como aperitivo. Escolhi o Rose Granit Brut 2010, rosé feito pelo método tradicional com a uva Gamay, vindo da região de Beaujolais-Villages.
4 de setembro de 2013
Gamay também é uva nobre
Palestra da Inter Beaujolais para promoção dos vinhos Beaujolais no Brasil
A
Além do Beaujolais Nouveau
Esta região é mais famosa pelo Beaujolais Nouveau, um vinho que, acompanhado de uma estratégia de marketing bem sucedida, virou um sucesso de vendas em todo o mundo. Porém trouxe consigo uma má reputação, já que é um vinho simples, que se deteriora rapidamente, e por isso não é bem cotado pelos principais críticos de vinho.![]() |
| Uva Gamay * |
Para defenderem suas afirmações, eles têm fatos concretos. Estudos ampelográficos determinaram que a Gamay é um cruzamento espontâneo (ocorreu sem interferência humana) entre Gouais Blanc e Pinot Noir, assim como a Chardonnay. Ou seja, irmã da Chardonnay, e filha da Pinot Noir, ela tem os genes das uvas nobres. Ela teria, portanto, plena capacidade de desenvolver características complexas, assim como a Pinot Noir. Diz-se que o Beaujolais, com a idade, ele 'pinota', ou seja, adquire características de Pinot.
Além disso, Mr. Collet destaca que a região possui 2500 propriedades, com área média de 9,4ha, a colheita é sempre manual, e as poucas propriedades que usam máquinas, o fazem para tarefas como aragem, remoção de ervas (e provavelmente aplicação de defensivos agrícolas). Ele ainda ressaltou que o uso de carros de boi para arar a terra ainda é muito comum na região.
23 de junho de 2013
Sociedade da Mesa - 1º semestre 2013
No início do ano, postei minhas impressões sobre vinhos da Sociedade da Mesa, fazendo um balanço do que havia recebido do clube até então. Passados mais 6 meses, e já que estou avaliando dois clubes, achei interessante publicar logo sobre os vinhos deste primeiro semestre, analisando a qualidade daqueles que optei por receber.
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