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20 de novembro de 2020

Faccin Malvasia Bianca 2018

Não existe uma só variedade Malvasia. São diversas variedades, muitas sem nenhuma relação genética entre si. Mas em geral são variedades aromáticas, e ricas em açúcar. Geram alguns vinhos licorosos muito bons, mas em geral, quando feitos vinhos brancos secos, tendem a ser meio chatos, muito aroma, até meio enjoativos, e sem uma acidez vibrante.

Mas o Faccin Malvasia Bianca 2018 me impressionou. Um amigo trouxe aqui em casa, e foi uma belíssima surpresa. Daí fui atrás para comprar mais.


19 de dezembro de 2018

Porto Branco Extra Seco

Se tem um vinho que cai como uma luva como aperitivo, e harmoniza como nenhum outro com uma tábua de frios, é o Porto Branco Extra Seco. É uma pena que este estilo de vinho seja tão pouco difundido.

4 de novembro de 2017

Branco do século passado

Em uma reunião temporã de confraria, um confrade trouxe um vinho bem diferente: um branco do ano de 1999, ou seja, já com 18 anos. Ele disse - em tom acanhado - que o havia comprado na Espanha; que não tinha certeza se ainda estava em condições, mas o vendedor garantiu sua qualidade, e ele arriscou trazer.

Um vinho branco com 18 anos, em geral, seria um grande risco; mas não se for um Viña Tondonia Blanco Reserva. Trata-se da principal marca das Bodegas López de Heredia, um ícone de Rioja, famoso por vinhos brancos e tintos de grande longevidade. Este branco, por exemplo, só é vendido após 10 anos de guarda.

4 de setembro de 2017

Os Portos de Álvaro van Zeller

Na semana passada, dei um pulinho em BH. Além de visitar a família, aproveitei para participar de uma degustação de vinhos do Porto Maynard's, a convite da Casa Rio Verde / Vinhosite. Mais do que uma degustação de vinhos do Porto de categorias superiores, ela foi conduzida pelo próprio produtor, Álvaro van Zeller.

23 de novembro de 2016

Est! Est!! Est!!! di Montefiascone

Há alguns meses, eu havia ganhado um cupom de desconto de 20% na Evino. Vasculhando o catálogo para aproveitar a oportunidade, me chamou a atenção um vinho que tinha uma denominação de origem com o curioso nome de Est! Est!! Est!!! di Montefiascone - com exclamação e tudo. Uma rápida pesquisa a respeito, descobri que por trás do nome há uma estória igualmente interessante. Sendo assim, inclui duas garrafas na minha compra, que saíram por R$78,32, cada.

Cidade de Montefiascone, no Lazio (Commons Wikimedia)

8 de setembro de 2015

Cennatoio Vin Santo del Chianti Classico 1999

Quando vou a BH, gosto de ir ao Supernosso. Sempre acho coisas interessantes por lá. Alguns vinhos diferentes, e em alguns casos, vinhos muito bons com preços muito acessíveis. Desta vez, além de algumas opções já bem conhecidas, encontrei duas novidades da Toscana, ou mais especificamente, de Chianti. O outro, eu comentei no texto passado: Popolo Chianti Classico 2011, a R$29,90, que acompanhou com perfeição um risoto e um filé.

E este, o Cennatoio Vin Santo del Chianti Classico 1999, um vinho de sobremesa, estava com um preço igualmente incrível, desses de se desconfiar: R$39,90. Mais uma vez, achei que valia a pena arriscar. E foi mais uma aposta certeira! Ele não é um vinho tão doce (a ficha do produtor o descreve como um vinho de sobremesa seco), tem uma acidez equilibrada e gostosa que dá vontade de tomar mais, em seu aroma predominam frutas secas, tanto damascos e figos secos, assim como amêndoas torradas e avelãs.

Eu o servi com queijo gorgonzola e geléias, que é sempre a combinação que me vem à cabeça quando penso em Vin Santo, porque assim me foi servido na primeira vez que provei deste vinho, em um restaurante idílico, nas estradas de Chianti. É uma combinação sem erro!

22 de março de 2015

Um Porto de 1958... e outro de 1858

Pois, pois, minha viagem a Portugal não se encerrou com a Simplesmente Vinho; ainda deu tempo de pegar o comboio até Régua, visitar a Coimbra de Mattos. Peguei a Linha do Douro, que sai da estação de Campanhã no Porto, e segue às margens do rio Douro, até o Douro Superior (até há não muito tempo seguia até a Espanha, como vimos na Quinta de Castelo Melhor).

12 de março de 2015

Essência do Vinho - Porto 2015

Texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal

Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.


Os últimos dois dias de nossa programação em Portugal estavam reservados para a participação na feira Essência do Vinho - Porto, no belo Palácio da Bolsa, na cidade do Porto. A feira é organizada pela Essência do Vinho, agência de organização de eventos enogastronômicos, que além da feira, publica a Revista Wine - Essência do Vinho, e organiza os cursos de Formação de Vinhos Portugueses no Brasil. Por falar nisso, as datas dos cursos em 2015 já foram divulgadas, e as inscrições já estão abertas. Quem sabe você não estará entre os próximos convidados de Portugal, no ano que vem?

11 de março de 2015

Porto Dalva Golden White Colheita 1963

Texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal

Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.

Como convidados da ViniPortugal e da Essência do Vinho, nosso primeiro compromisso na feira foi exatamente o almoço oficial de abertura. O almoço ocorreu na sede do IVDP - Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, que vem a ser o prédio ao lado do Palácio da Bolsa, no Porto.

5 de março de 2015

O Palácio da Bolsa e O Comercial

Terceiro texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal

Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.


Ainda na cidade do Porto, nosso segundo compromisso foi uma Master Class, que serviu como uma introdução ao programa. A aula aconteceu na Sala de Provas da Viniportugal, um espaço dentro do Palácio da Bolsa, que em geral está aberta para visitações, e onde promove-se degustações para os visitantes. Mas nesses dias, ela estava fechada para visitas, assim como o prédio da Bolsa, já que se realizavam os preparativos para a feira Essência do Vinho, que começaria dali a três dias.

7 de outubro de 2014

Alves de Souza Reserva Pessoal 2005

Este vinho foi apresentado pela importadora Decanter como um vinho laranja, no evento Vinhos Laranjas da ABS Campinas SBSomm (clique aqui para conhecer mais sobre o que são os vinhos laranjas).

19 de abril de 2014

Frango na Moranga e Terras do Demo Branco Superior 2008

Na minha última visita, minha mãe fez uma bela duma moranga (abóbora) recheada com frango e catupiry. A receita é do restaurante Xapuri, em Belo Horizonte. Quando meu irmão caçula era pequeno, sempre que a gente ia lá, tinha que pedir a moranga, por causa dele. (Filho caçula, mimaaaado...). Mas agora minha mãe aprendeu os macetes da receita, e faz lá no sítio, onde tem um forno bem grande pra caber uma moranga que serve 10 pessoas, com folga.

14 de abril de 2014

Como foi a Formação sobre Vinhos de Portugal nível III

Nesta segunda-feira, aconteceu a Formação de Vinhos de Portugal nível III, no Hotel Vitória, em Campinas. A aula faz parte da campanha da Viniportugal para promoção dos vinhos portugueses, e conta com a participação do crítico de vinhos Rui Falcão. O objetivo da campanha é promover o conhecimento sobre as características e particularidades do vinho português, como forma de divulgação.

Neste curso nível III, Rui Falcão abrangeu todas os os assuntos que já havia falado no nível II. Porém este ano o tempo de curso foi bem maior, com duração de 7 horas, o que lhe permitiu entrar em mais detalhes a respeito de algumas regiões menores, às quais havia mencionado com muito mais brevidade da outra vez.

Sendo assim, falou da densidade de castas nativas, de como todas elas são efetivamente utilizadas, das vinhas misturadas; descreveu as influências climáticas e diversidade de relevo e solos, formando inúmeros micro-climas; mencionou as técnicas tradicionais de vinificação, como pisa a pé em lagares, e a tecnologia desenvolvida em Portugal de robôs que realizam a pisa; também citou a fermentação em ânforas de barro (lá, se diz talhas), que hoje se populariza no mundo, mas que em Portugal, há uns poucos produtores que sempre fizeram o vinho desta forma; comentou sobre os benefícios em se fazer vinhos em corte... enfim tudo que faz os vinhos portugueses se distinguirem do restante do mundo.

Após a introdução, veio a descrição das diversas regiões vinícolas do país, e junto, como não poderia deixar de ser, a degustação dos vinhos, de algumas delas. Como foram muitos, selecionei os que mais me agradaram, e os descrevo a seguir.

11 de novembro de 2013

Casa de Santa Eufémia

Eu peço desculpas se este texto acabou por se tornar demasiado longo e repleto de dados técnicos, mas se refere a uma degustação, para mim memorável, cheia de informações, excelentes vinhos e valores em que acredito, de forma que eu simplesmente me senti na obrigação de deixar tudo registrado. Esta semana, a ABS Campinas SBSomm abriu espaço para Pedro Carvalho, enólogo e proprietário da Casa de Santa Eufémia, para apresentar alguns de seus vinhos, produzidos no Alto Douro, entre Peso da Régua e Pinhão.

Trabalho em azulejos na estação de comboios de Pinhão

Pedro divide com sua irmã Lúcia o controle da produção da vinícola. São a quarta geração de vinicultores, porém só começaram a comercializar o próprio vinho do Porto em 1993, na gestão de seu pai. Isso porque, conforme já comentei por essas páginas (relembre aqui), até 1978, a legislação proibia a comercialização direta de vinho do Porto a partir das propriedades do Douro. Por isso, a Casa de Santa Eufémia - assim como a Quinta da Pacheca e tantos outros - eram obrigados a vender seus vinhos, ou mesmo apenas as uvas, para os produtores que tinham armazéns em Vila Nova de Gaia.

Hoje, a quinta, de 40ha, produz vinhos do Porto, e também do Douro, isto é, vinhos não-fortificados. E sempre a partir de vinhas velhas e misturadas, com média de 60 anos de idade, onde diversas variedades são cultivadas lado a lado. Forma ainda tradicional no Douro, apesar de estar perdendo força.

Cada casta tem um ciclo de maturação diferente, e no caso das variedades do Douro, se elas fossem plantadas em lotes separados, elas atingiriam o ponto ótimo de colheita com diferença de até três semanas. Porém, ao serem plantadas todas misturadas, os ciclos se ajustam, e a diferença entre os pontos de maturação se reduzem a 3 dias, no máximo. Exatamente como nos havia dito Rui Falcão, em palestra que deu na ABS Campinas SBSomm (releia aqui).

Suas vinhas possuem uma grande diversidade genética, sendo compostas de mais de 20 variedades diferentes, entre as famosas Touriga Nacional, Trincadeira e Tinta Roriz, mas também Tinta Carvalha, Tinta Barroca, Tinto Cão, e a Touriga Fémea, também conhecida por lá como Touriga Brasileira. Apesar de não se saber porque tem esta segunda alcunha, tem-se apenas a certeza de que ela não é de origem brasileira.

28 de agosto de 2012

Quinta da Pacheca

O vinho do Porto é feito com uvas plantadas no Alto do Douro, rio que vem da Espanha, e deságua na cidade do Porto. No início da sua história, o vinho descia pelo rio das propriedades no Alto Douro, até a cidade do Porto, onde recebiam uma adição de álcool para suportar a viagem, e embarcavam para a Inglaterra. Acabaram conhecidos no exterior pelo nome da cidade de onde partiam.

As uvas sempre vieram do Douro, mas de 1926 a 1978, era obrigatório que as empresas possuíssem seus armazéns de envelhecimento em Vila Nova de Gaia, proibindo a comercialização direta a partir do Douro. A partir de 1978, com o fim desta proibição, algumas quintas independentes da região, que antes se viam limitadas a produzir vinhos de mesa, ou a vender suas uvas aos grandes produtores, puderam lançar suas marcas de vinho do Porto.

4 de agosto de 2012

Piquenique na sala

 Apesar de nunca querer opinar sobre a escolha da bebida, neste sábado, Thais me fez um pedido especial: um espumante semi-seco. Mesmo que os experts nos 'ensinem' que que quanto mais seco, melhor, nós costumamos preferir mesmo que eles tenham um pouco mais de açúcar. Talvez nosso paladar esteja mais de acordo com o século XIX, não sei. O escolhido foi o Passion, um rosé da Vinícola Chandon. De um rosa pálido, com boa acidez, e um aroma agradável de frutas frescas.