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7 de maio de 2018

Cuatro Gallos: pisco peruano disponível no Brasil

Em 2013, meu texto a respeito dos piscos peruanos causou a indignação de um leitor, que me aconselhou provar outras marcas. Nada mais justo, o problema é encontrar pisco peruano no Brasil. Quer dizer, era, pois finalmente encontrei deles no restaurante Lima Cocina Peruana, que descobri recentemente em Campinas (ele abriu em outubro de 2015, mas só este ano eu e Thais tomamos conhecimento, e fomos conhecê-lo).

O restaurante possui piscos da marca Cuatro Gallos, e de acordo com o atendente, trazidos por importação própria. A casa oferece 3 tipos diferentes: Quebranta, Italia e Acholado. Os dois primeiros se referem a variedades de uva; já o termo acholado é usado na indústria pisquera peruana para se referir destilados produzidos a partir de uma mescla de diferentes variedades. Como o nome me chamou atenção, foi o primeiro que provei.

19 de janeiro de 2013

Pisco

Em 2005, em viagem com meu irmão pela Bolívia e Peru até Machu Picchu, conheci o pisco sour. Por farra, tomamos vários deste drinque nacional peruano, feito com limão, açúcar, clara de ovo, e pisco, o aguardente de uva típico do Peru. No entanto, não demos a devida atenção ao destilado em si.

Em 2011, em Santiago do Chile, finalmente aproveitei a oportunidade de provar o pisco puro, só que o chileno. Era o Alto del Carmen Envejecido. Um aroma inconfundível, frutado, macio no palato. Me encantei com o pisco, e trouxe uma garrafa para casa. É feito de uvas Moscatel, destilado duas vezes (consultando posteriormente, aprendi que a segunda destilação deixa a bebida com 70% de teor alcoólico, sendo utilizada água desmineralizada, para diluir a bebida, até o teor alcoólico desejado, de 40%), e envelhecido em madeira por dois anos, que lhe confere sua cor âmbar. Servido em copo de whisky, com uma pedra de gelo... o pisco evaporou!