28 de maio de 2013

Botromagno Nero di Troia 2008

O primeiro vinho que tomei com a uva Nero di Troia, o Torre del Falco 2008, o havia recebido pela Sociedade da Mesa (leia aqui). E desde então não havia encontrado outros vinhos com a mesma uva. Foi com surpresa e curiosidade que recebi o anúncio do primeiro evento de degustação na nova sede da ABS Campinas, em que a importadora Vínica apresentou o vinho Nero di Troia 2008, produzido pela Botromagno Vigneti & Cantine.
O Torre del Falco me havia provocado sensações antagônicas: em um primeiro momento, o achei um tanto duro, cheio de arestas, até mesmo desagradável. Porém, passado um ano, provei as outras duas garrafas, e estavam excelentes, redondos. Por sua vez, o exemplar da Botromagno - que por sinal é do mesmo ano - já está pronto para o consumo. Tinha cor rubi de intensidade média, mostrando evolução para o tijolo nas bordas. Apresentou aromas de especiarias doces, seguidos de frutas negras maduras, e um toque de couro, muito leve. Na boca, se mostrou muito agradável, redondo, com taninos macios, boa acidez e um retrogosto floral. A evolução na taça trouxe um discreto aroma mentolado, enquanto as notas de couro ganhavam intensidade. Como disse, está pronto, e a sugestão da importadora é de que seja consumido até o final do ano que vem.
Seu preço de mercado é de R$69,00, e em Campinas é distribuido pela Excelência Vinhos.

Mais sobre o vinho

A cantina Botromagno está situada em uma região montanhosa da Puglia, o 'calcanhar da bota', na Itália. Produzem praticamente apenas uvas nativas da região, como a Nero di Troia. As uvas deste vinho provém de vinhedos com mais de 25 anos de idade. Passou por fermentação alcoólica por 10 dias, seguida de fermentação malolática completa. Por fim, permaneceu 20 meses em tanques de inox, e mais 6 meses em garrafa, antes de ser colocado no mercado.

26 de maio de 2013

Zähringer Chardonnay Trocken 2010


Domingo de almoço alemão: joelho de porco com chucrute e batatas coradas. Para harmonizar, vinho branco alemão: Chardonnay Trocken 2010 do produtor Weingut Zähringer, empresa familiar atualmente na sexta geração de viticultores, localizada na Alemanha. Foi importado pela Winelands, e distribuído em seu clube de vinhos.

O clube não divulgou, mas o produtor cultiva suas uvas de forma orgânica desde 1987, e possui certificação do Instituto Demeter de produtos biodinâmicos desde 2010. A empresa está localizada no vale do rio Reno, na região conhecida como Floresta Negra, próxima às fronteiras da França e Suíça, onde possui menos de 10ha de vinhas plantadas. Mas eles também processam uvas de outros viticultores da região, que eles acompanham de perto para garantir que seguem rigorosamente os preceitos orgânicos e biodinâmicos.

É um vinho seco; tem 4,4g/L de açúcar residual, mas nem parece. A sua acidez garante o frescor, e não deixa transparecer nenhuma sensação doce. Os aromas de frutas cítricas e maçã verde contribuem para aumentar essa percepção. Ainda assim, tem algum corpo, uma boa estrutura. Em suma, tem o que precisa para harmonizar com o joelho de porco.
Foi uma ótima pedida para este domingo. E mais um vinho que me fez ficar feliz com a Winelands.

22 de maio de 2013

Winelands: vinhos exóticos


Acho que encontrei o clube de vinhos que estava procurando: Winelands. Tomei conhecimento dele no blog do Daniel Perches (Vinhos de Corte). Era vinho branco da Hungria, espumante da Eslovênia, vinhos búlgaros... fui ao site da empresa, conferir!

Além de muito vinho de países exóticos, isto é, destes cujos vinhos raramente vemos aqui, há muitos feitos de uvas diferentes também. E para melhorar, todos os meses sempre tem tintos, brancos, espumantes e rosés. E para quem não gosta de algum estilo, basta selecionar, no site, quais os tipos prefere receber.

Eu fiquei com água na boca pelos vinhos de meses anteriores, que já haviam sido entregues! Então, entrei em contato, e resultado: nos primeiros 3 meses, recebi só dos vinhos 'antigos', que eles ainda tinham em estoque. Segue a lista dos vinhos exóticos:

11 de maio de 2013

Jerez Manzanilla La Guita


No mês passado, escrevi sobre o Jerez Fino Tio Pepe, quanto tentei harmonizá-lo com diversas comidas; e ao contrário do que já li por aí, o que percebi foi que qualquer alimento 'atropelava' o vinho.

Hoje foi a vez de dar mais uma chance a esse estilo, e tentar verificar se harmoniza com outros alimentos. O escolhido desta vez foi o Jerez Manzanilla La Guita. Manzanilla nada mais é do que um Fino produzido no município de Sanlúcar de Barrameda. Ele é produzido pelo mesmíssimo processo de crianza biológica, em um sistema de criaderas e solera (mais detalhes, aqui). Porém o Manzanilla recebe uma denominação especial porque a cidade de Sanlúcar está no litoral, e por isso, os vinhos dessa cidade são mais influenciados pela maresia, que dá uma salinidade mais acentuada a estes vinhos.

7 de maio de 2013

Chiara Rosé 2010

Recebi este rosé do novo clube de vinhos a que me associei: Winelands. O Chiara Rosé 2010 vem do Piemonte, Itália, com denominação de origem Monferrato. Os rosés dessa DO são chamados de Chiaretto, ou Ciaret: qualquer semelhança com clarete não é mera coincidência.

Este vinho é produzido pela Vigne dei Mastri, uma propriedade familiar de 4ha. Ela não tem uma certificação de cultivo orgânico, mas tem uma preocupação ambiental: não utiliza pesticidas nem aditivos tóxicos, e afirma ter uma produção eco-sustentável, sem emissão de dióxido de carbono, utilizando painéis solares térmicos e fotovoltaicos para geração de energia, e utilizando coleta da água de chuva para reuso. Além disso, apoia o movimento Slow Food.

O vinho é 100% Barbera, uma variedade muito cultivada em todo o Piemonte, que possui pouca matéria corante, e gera vinhos leves. Por isso, é muito utilizada para rosés (50% da produção total é usada para rosés). Na propriedade, as uvas são colhidas a mão, prensadas, e passam por curta maceração de apenas 3 horas, o que lhe atribui sua bela cor salmão de baixa intensidade. Tem aroma de frutas vermelhas e cítricas frescas e notas florais. Na boca, é seco, leve, com acidez agradável, e uma pequena agulha, que ajudou a intensificar o frescor. Uma ótima pedida para um vinho rosé.