13 de agosto de 2018

Cerveja de pedra

Já ouviu falar de cerveja de pedra? Eu não tinha, até chegarem as cervejas da cervejaria Leikeim, no Oba. Dentre elas, a Leikeim Steinbier.

1 de agosto de 2018

Dos vinhos da Suíça

Raramente encontramos vinhos suíços fora da Suíça. O motivo não é falta de qualidade, muito pelo contrário. O problema é que os suíços gostam muito de vinho, têm alto poder aquisitivo, e portanto, acabam consumindo quase toda a produção localmente. Apenas 2% da produção sai do país (normalmente, para a Alemanha ou Áustria).

A Suíça é apenas o 20º no ranking mundial de produção, mas é o 4º em consumo, com 33 litros por habitante. A produção local, limitada pelas condições climáticas, só atende 35% da demanda; por isso, a Suíça ainda importa duas vezes mais do que produz.

22 de julho de 2018

Ao estilo de Kakheti

Os vinhos laranjas, como já sabemos, têm usa origem associada à Geórgia, a república caucasiana, à margem do Mar Negro. Este estilo de vinificação - em que as uvas brancas passam por longa maceração com as cascas, em recipientes de barro chamados kvevri - existe há provavelmetne 8000 anos, e nunca deixou de ser usado no país.

Vinhos neste estilo são produzidos grosso modo em todo o pais. Mas a região de Kakheti começa a ganhar projeção internacional devido ao seu protagonismo. Localizada no extremo leste do país, Kakheti é responsável por 70% da produção vinícola do país. Os vinhos em kvevri não são exclusivos da região, e nem todos os vinhos de lá são produzidos assim; de qualquer forma, seu nome tem sido associado a vinhos laranjas fermentados em kvevri, principalmente quando são feitos a partir da variedade Rkatsiteli. É o estilo Kakhetiano.

15 de julho de 2018

Às margens do Reno, na Suíça

Eu não poderia imaginar que um dia tomaria um Pinot Noir proveniente de Rheinau. Não, não estou falando da famosa região de Rheingau (Renânia), na Alemanha. Rheinau (sem o 'g') é uma cidadezinha localizada no norte da Suíça, contornada pelo rio Reno, em seu percurso que define a fronteira entre Suíça e Alemanha. Está localizada no Cantão de Zürich (Zurique).



De monastério a adega

Neste ponto do rio, há uma ilha dominada por um antigo monastério beneditino, que data provavelmente do ano 778 AD. Entre 1585 e 1588, o monastério ganhou uma adega subterrânea, construida para proteger o vinho do risco de congelamento. O complexo monástico recebeu ainda sucessivas extensões até 1744, quando adquiriu o seu formato atual.

Em 1862, o monastério foi dissolvido pelo Conselho Cantonal de Zurique, tendo sido convertido em um hospital; e a adega do complexo passou a ser responsável pelo fornecimento de vinho a todos os hospitais cantonais, dando início à Staatskellerei Zürich. A empresa passou então a comprar e processar as uvas de boa parte dos viticultores da região. Hoje, processando uvas de 90 viticultores, é um dos maiores produtores de Zurique (o que não significa muito, em função da modesta produção da Suíça alemã).

Foto aérea do antigo monastério (fonte: site do complexo turístico)