12 de julho de 2019

Colle Maggio Montepulciano d'Abruzzo Riserva 2013

Nesse fim de semana da friaca, eu e Thais fomos almoçar com um amigo no Lume. Eu queria aproveitar o período de friagem, para tomar um tinto; mas considerando o cardápio do restaurante, quis evitar um muito encorpado. Acabei optando pelo Colle Maggio Montepulciano d'Abruzzo Riserva 2013, que recebi da Winelands.

9 de julho de 2019

Hétfürtös Tokaji Aszú 6 Puttonyos 2000

A famosa podridão nobre é caprichosa. Esse fenômeno, que apodrece as uvas, mas "só um pouquinho" - o suficiente para furar as cascas, e assim permitir a perda de água, concentrando nas uvas acidez, açúcar e sabor - depende de condições bastante específicas e efêmeras. Ocorre em poucas regiões do mundo, e não ocorre todos os anos. Por isso, a intensidade desses vinhos pode variar bastante: de liquidozinhos insossos, aos melhores vinhos doces do mundo.

26 de junho de 2019

Château Musar 2010

Apesar do predomínio da religião muçulmana, o Líbano tem uma tradição na produção de vinhos de mais de 150 anos - ininterruptos, apesar da guerra civil entre 1975 e 1990, e dos conflitos com a vizinha Israel. Em 1857, monges jesuítas fundaram a primeira vinícola (Château Ksara), com videiras da variedade Cinsault, trazidas da colônia francesa da Argélia.

Desde o início a indústria vinícola se centrou no Vale do Bekaa. O Vale está encrustado entre duas cordilheiras (Monte Líbano e Antilíbano), que correm paralelas ao litoral. As montanhas fornecem abrigo de influências marítimas, garantindo ao vale um clima continental. A altitude base de 1000 metros sobre o nível do mar garante importante amplitude térmica entre o dia e a noite 0 que compensa a baixa latitude (33°N). E além de proteger contra influências mediterrâneas, as duas cadeiras de montanha proveem grande quantidade de água, na forma de degelo, que garante ao vale um clima muito propício para produção de diversas frutas, inclusive uvas.

A influência francesa na vinicultura, se intensificou no período entre guerras (1918-1945), em que o país foi colonizado pela França. Neste período, imigrantes franceses fundaram novos châteaux no Vale do Bekaa, plantaram mais variedades francesas, principalmente do sul do Rhône - Cinsault, Carignan, Grenache, Syrah - além das internacionais Cabernet Sauvignon e Merlot. Além das vinícolas e das variedades de uva, até a associação nacional de produtores tem nome francês: Union Vinicole du Liban.

11 de junho de 2019

Grappa di Sassicaia

Bagaceira em Portugal, marc na França, orujo na Espanha, grappa na Itália... cada país europeu com tradição vinícola tem a sua versão de destilado de bagaço das uvas - o material sólido, descartado na produção do vinho. Foi uma forma, em épocas de escassez, de aproveitar ao máximo o que a natureza oferecia.