16 de agosto de 2013

LS Chardonnay Barrique 2010, da Bulgária


Nesta noite fria de sexta-feira, achei o momento ideal para abrir uma garrafa do LS Chardonnay Barrique 2010.

7 de agosto de 2013

Witbiers e a Isaac Baladin


Witbier: cerveja branca

A primeira vez que provei uma cerveja do estilo witbier (cerveja 'branca', da Bélgica), foi em um bar na França, com alguns amigos do trabalho, em 2002, quando eu fazia estágio na bela cidade de Angers. O bar em questão oferecia uma opção de bandeja com 12 copos (pints), cada um com uma cerveja de um tipo, todas belgas. Na época ninguém conhecia aquele estilo - havia eu, um espanhol, uma sueca, uma croata, uma lituana, e uns franceses. Todos provaram aquela cerveja quase branca, e por unanimidade, foi eleita a pior, imbebível. Ela quase não lembrava o gosto de cerveja, e tinha um amargor desagradável, que se sobressaía em relação a todos os outros aspectos.

Hoje, já sei que este é um estilo tradicional de cerveja belga. Andou em decadência, mas renasceu com a marca Hoegaarden. Ela é feita a partir de cevada maltada, e trigo não maltado, fator ao qual ela deve sua cor clara. Já o sabor vem de 'temperos', normalmente coentro e cascas de laranja. Tradicionalmente, estes temperos eram utilizados no lugar do lúpulo, como conservantes. Hoje em dia, utiliza-se um pouco de lúpulo, também. Assim, pelo pouco lúpulo e pelo uso de trigo não maltado, sentimos muito pouco daquele sabor característico da cerveja, e sentimos muito do amargor cítrico das cascas de laranja. Pela sua tipicidade ela costuma despertar reações extremas: muitos adoram, outros tantos não suportam.

E para completar, elas são normalmente refermentadas na garrafa: acrescenta-se açúcar e mais fermento no engarrafamento, e o resultado desta fermentação que irá gerar o gás da bebida. Este fermento permanece na bebida, deixando-a turva. Por isso, o processo de serviço tem cuidados: deve-se servir 2/3 da garrafa, girá-la para dissolver o fermento em suspensão, e em seguida servir o restante: toda a garrafa no mesmo copo.

4 de agosto de 2013

Arenae Ramisco 2005 - DOC Colares


Na minha última viagem a Portugal, trouxe dois vinhos raros, duas preciosidades: duas garrafas de vinhos da D.O.C. Colares, feitos com a casta Ramisco. Na companhia do meu pai, resolvi abrir uma delas: Arenae Ramisco 2005, produzido pela Adega Regional de Colares, uma cooperativa que reúne 90% dos produtores da região.

Colares, nos arredores de Lisboa, acumula peculiaridades. É a região demarcada mais ocidental da Europa continental. As vinhas são plantadas em areia, de frente para o Atlântico, e sofre com ventos marítimos muito fortes. Em teoria seria uma das regiões mais inóspitas para cultivo de uvas. No entanto, com técnicas específicas locais para driblar as adversidades, produz-se vinhos únicos.

Por causa do vento, as vinhas crescem sem condução, expandindo-se horizontalmente, pelo solo. Além disso, são cobertas por paliçadas de cana seca. No entanto, quando o cacho começa a crescer, se ficasse em contato com a areia, se queimariam com o calor, e não amadureceriam. Por isso, os produtores suspendem cada cacho individualmente com gravetos, o suficiente para não tocarem o solo.

Porque são plantadas na areia (em solo coberto de areia), elas estão imunes ao ataque da filoxera. E por isso, são uma das raras localidades onde as videiras não precisam de porta-enxerto.