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16 de setembro de 2023

As origens da Syrah

Um dos vários mitos a respeito da origem da Syrah, é que seria original da Pérsia (Irã), onde há uma cidade de nome Shiraz. De lá, teria sido levada para a França. Segundo essa lenda, a Austrália teria mantido o nome correto da uva, enquanto que na França, ele teria sido afrancesado para Syrah.

No entanto, esta e outras hipóteses de sua origem foram completamente enterradas com as conclusões obtidas dos estudos genéticos: a Syrah é de origem francesa, e nasceu do cruzamento entre duas variedades francesas, que eram e são cultivadas ao redor da provável região de origem - e de excelência - o norte do vale do Rhône.

31 de março de 2019

Clos Mogador 2005

Se hoje o Priorato é uma das regiões mais conceituadas da Espanha (se não a mais), é graças ao Clos Mogador, e ao seu produtor, René Barbier.

17 de fevereiro de 2019

A Promessa de Aurelia Vişinescu

Já conheço desde 2013 os vinhos de Aurelia Vişinescu, e já comentei a respeito de sua história aqui. Ela é nada menos que a mais famosa enóloga romena, fazendo sucesso internacional com sua vinícola fundada em 2002, na região de Dealu Mare, a mais conhecida da Romênia.

Este ano, chegou ao Brasil seu mais novo lançamento, chamado Promessa - assim mesmo, igualzinho em português. O vinho é uma síntese de seu trabalho, um corte entre a romena Fetească Neagră com a internacional Syrah, com DOC Dealu Mare, envelhecido por 12 meses em barris de carvalho romeno [*].

12 de janeiro de 2019

Santa Julia Rosado Edición Limitada

Passando pela sessão de vinhos do Pão de Açúcar, essa garrafa me chamou a atenção. Não apenas pelo rótulo irreverente, mas também pela bela cor salmão brilhante do vinho. Trata-se do Santa Julia Rosado Edición Limitada 2017, pertencente à marca Santa Julia, que contempla as linhas de entrada da Familia Zuccardi.

25 de março de 2018

Visita a Bodegas RE


No final de fevereiro, fui ao Chile de férias. O objetivo foi visitar a região de Puerto Varas e os lagos andinos; mas aproveitei para dar uma passadinha em uma vinícola. E ao escolher uma só vinícola, não poderia ser outra que não as Bodegas RE, cujos vinhos criativos, frescos e cheios de personalidade me conquistaram no ano passado.

A vinícola é o mais novo projeto de Pablo Morandé, um dos principais enólogos do Chile. Ele foi o pioneiro na produção de vinhos no Vale de Casablanca, hoje uma referência no Chile na produção de vinhos brancos. Na década de 1980, como enólogo da Concha y Toro, ele sugeriu a esta o investimento na região. A empresa não demonstrou interesse, então ele mesmo decidiu plantar os primeiros vinhedos, e formar a vinícola que leva seu nome, a Morandé. No início do século, ele vendeu sua parte na Viña Morandé, e criou o novo projeto familiar, as Bodegas RE, cujo nome remete a recriar, reinventar, revelar, renascer, reviver. Hoje, a condução da empresa está mais a cargo dos filhos, mas Don Pablo segue acompanhando.

A nova vinícola, como não podia deixar de ser, se localiza no vale de Casablanca. E nos vinhedos da região, eles cultivam principalmente variedades brancas - Sauvignon Blanc, Riesling, Gewürztraminer, Chardonnay e Pinot Gris - mas também Pinot Noir e Syrah, duas variedades tintas que se adaptam bem a climas mais frios. Além disso, a família possui vinhedos no Maule, onde cultivam outras variedades tintas, como Carignan, Garnacha, Cabernet Sauvignon, Cinsault, e também um pouco de Syrah.

13 de janeiro de 2018

Bessa Valley Enira 2009

Em 2013, eu comentei en passant a respeito do Enira 2008, vinho produzido pela vinícola Bessa Valley, do Vale da Trácia, Bulgária. Eu guardei desde então um certo arrependimento por não lhe ter dedicado um texto exclusivo, pois ele certamente merecia. Dentre tantos bons tintos que provei da Bulgária esses anos, ele está entre aqueles que entregam muito mais do que custam.

13 de novembro de 2017

Maître de Chais Syrah 2007

Há pouco mais de 4 anos, recebi uma remessa com 3 vinhos da Suíça, pelo clube de vinhos Winelands. Pelo que provei das duas primeiras garrafas (veja aqui) - eram vinhos com potencial de guarda - decidi guardar a terceira por mais tempo, para abri-la agora em 2017, quando completasse 10 anos.

15 de setembro de 2017

F2F Blend 2013

Este fim de semana, chamei em casa um amigo pra gente provar um novo vinho da Bulgária que chegou recentemente na Winelands. Ele se chama F2F Blend 2013, ou face to face. A garrafa tem um belo rótulo em preto e dourado, mostrando duas silhuetas de rostos, e uma cápsula dourada, que parecia de cera (mas ao arrancá-la, me pareceu mais um plástico).

17 de fevereiro de 2017

L'écume: um rosé do Languedoc


Em um jantar com amigos este mês, uma amiga levou um vinho rosé com uma linda cor 'casca de cebola', aquele rosa-alaranjado pálido típico dos rosés da Provence. Se chamava L'écume 2015, produzido pelo Château La Négly. E não era apenas a cor que me fez lembrar da Provence: seu aroma que mesclava morangos frescos com casca de laranja e pomelo, e seu frescor em boca, em tudo me lembraram um bom rosé Provençal.

2 de janeiro de 2017

Villa Aix en Provence

Quem me acompanha já sabe o quanto gosto do rosés da Provence. São os mais frescos e delicados entre os rosés, perfeitos para serem apreciados à praia, à beira da piscina, ou acompanhando pratos cheios de ervas e frutos do mar, como os da culinária provençal. Mas infelizmente, não é tão fácil achar no mercado nacional exemplares que tenham bom preço e ainda estejam em condições ideais de consumo.

Freqüentemente, vejo alguns sendo anunciados a mais de R$100, um preço que está fora da realidade para um vinho rosé. Outras vezes, encontro com preço mais convidativo, mas me deparo com outra dura realidade nacional: os rosés de Provence são, quase sempre, feitos para serem consumidos na safra mais recente. Mas somando a lentidão da burocracia de importação, condições de transporte pouco adequadas e estoques encalhados em importadoras, freqüentemente me deparo com vinhos que já perderam o frescor, e não são mais agradáveis.

20 de setembro de 2016

Enira Reserva 2007

Após o fim da União Soviética, a indústria vinícola da Bulgária passou por uma grave recessão. Se na época da Cortina de Ferro, o país foi escolhido como o principal fornecedor de vinhos do bloco soviético - e chegou à posição de segundo maior produtor de vinhos do mundo (atrás apenas da França) - após 1990, a produção vinícola entrou em uma grave crise. Em primeiro lugar, as prioridades mudaram. Se antes, recebiam de outros países alimentos em troca de vinho, com o desmantelamento do bloco comunista, a prioridade passou a ser produzir alimento localmente. As terras foram privatizadas, divididas em pequenas parcelas, dadas a agricultores; e milhares de hectares de vinhas foram arrancadas, e substituídas por culturas de grãos e de batatas. Além disso, a produção remanescente passou a focar apenas na produtividade: os viticultores queriam produzir mais uvas, pois vendiam por peso; e as vinícolas também não se importavam com a qualidade das uvas, apenas queriam produzir o máximo de vinho possível. A qualidade caiu drasticamente, e junto, caiu o interesse de mercados estrangeiros, que foram grandes importadores de vinho búlgaro.

3 de agosto de 2016

Partal 2005

Mesmo associado à categoria básica da Sociedade da Mesa, vez ou outra me senti tentado por algum dos vinhos da Seleção Grandes Vinhos - uma categoria superior, trimestral, de vinhos mais caros. O Partal 2005 foi um desses vinhos, que pedi, e não me arrependi.

3 de julho de 2016

Ixsir Altitudes Red 2010

Na Nossa Confraria Enogastronômica, temos um confrade antenado, caçador de grandes promoções e pechinchas. É o mesmo dos "velhinhos". Mas dessa vez, ele encontrou um vinho muito bom, o Ixsir Altitudes Red 2010 sendo vendido no supermercado perto de sua casa, por meros R$49,00.

1 de julho de 2016

Um Syrah do Rhône... só que não é da França

Quando falamos de Syrah plantada nas encostas do rio Ródano, pensamos no Vale do Rhône na França, principalmente na porção norte, onde ela reina absoluta. Porém, essa região que é conhecida mundialmente como Vale do Rhône pertence aos últimos 240Km(*) do trajeto que o rio corre até o Mediterrâneo. Aproximadamente 500 quilômetros rio acima, mais especificamente nos Alpes Suíços, o mesmo rio garante condições de cultivo à vinha. E lá, também podemos encontrar vinhedos de Syrah plantados às margens do Rhône.

(*) distância fluvial entre Vienne e Arles, calculada pelo site da VNF - Voies Navigables de France (clique aqui).

5 de junho de 2016

Coyam 2009

Em 2012, um amigo viajou para o Chile, e eu encomendei uma garrafa do Coyam, o segundo melhor vinho da vinícola Emiliana. Na época, eu conhecia apenas as linhas mais básicas (Adobe e Novas), mas gosto bastante do trabalho deles, e tinha interesse em conhecer os rótulos superiores. Porém, no Brasil, além de difíceis de achar, tinham preços proibitivos. Meu amigo me trouxe o 2009, que creio que era a safra mais recente lançada na época.

21 de abril de 2016

Vigno: vignadores de Carignan

Há duas semanas, escrevi sobre a uva País - uma variedade tradicional do Chile - e o trabalho de resgate feito por alguns produtores. Pois esta não é a única variedade que vem sendo resgatada no Chile, nos últimos anos. Um grupo de produtores tem trabalhado para resgatar vinhas velhas de Carignan no Vale do Maule. O fruto deste trabalho é a VIGNO - Vignadores de Carignan.

30 de março de 2016

E. Guigal Saint-Joseph 2011


A Syrah é uma das variedades mais difundidas em todo o mundo, cultivada nos mais diversos climas, em quase todos os países produtores de vinho. Não obstante, sua região de referência permanece sendo o norte do vale do Rhône, na França, local de origem dessa variedade. Esta região, que se estende ao longo do rio de mesmo nome, entre as cidades de Vienne e Valence, possui no total pouco mais de 3500 hectares de vinhedos [*], divididos em 8 Apelações de Origem.

14 de março de 2016

De volta ao Capril do Bosque

Depois que fui pela primeira vez ao Capril do Bosque, no ano passado, fiquei com vontade de realizar uma degustação de seus queijos e alguns vinhos com o pessoal da Nossa Confraria. Eu e Thais planejamos esta degustação para este mês de março. Marcamos de ir ao capril novamente uma semana antes, buscarmos os queijos e almoçarmos novamente no bistrô. Mas tanto elogiamos o almoço, que alguns confrades quiseram nos acompanhar. Melhor dizendo, todos queriam ir, mas alguns infelizmente não conseguiram conciliar suas agendas.

Contratamos um transfer, que nos levou num domingo chuvoso até Joanópolis. Chegamos pouco antes do meio-dia, um pouco adiantados para a nossa reserva. Desta vez, a Sra. Heloisa não estava presente, pois havia viajado junto de seus queijos para apresentá-los em uma prova internacional, nos Estados Unidos. Mas sua equipe nos atendeu muito bem.

23 de fevereiro de 2016

Château La Nerthe Rouge, AOC Châteauneuf-du-Pape

Um dos pontos positivos de fazer parte de uma confraria é de vez em quando podermos comprar um grande vinho, que seria caro demais para comprarmos sozinhos, mas que dividindo entre todos os confrades, a conta final não sai tão cara. Foi graças à confraria da ABS que pude provar um vinho de Châteauneuf-du-Pape, a apelação mais conceituada - e mais cara - do sul do vale do rio Rhône. O vinho que quero comentar é o Château La Nerthe Rouge 2011, que custa R$441,00 na Grand Cru.

12 de março de 2015

Essência do Vinho - Porto 2015

Texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal

Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.


Os últimos dois dias de nossa programação em Portugal estavam reservados para a participação na feira Essência do Vinho - Porto, no belo Palácio da Bolsa, na cidade do Porto. A feira é organizada pela Essência do Vinho, agência de organização de eventos enogastronômicos, que além da feira, publica a Revista Wine - Essência do Vinho, e organiza os cursos de Formação de Vinhos Portugueses no Brasil. Por falar nisso, as datas dos cursos em 2015 já foram divulgadas, e as inscrições já estão abertas. Quem sabe você não estará entre os próximos convidados de Portugal, no ano que vem?