Qual a variedade mais cultivada da África do Sul? Não é a Cabernet Sauvignon, e muito menos a Pinotage. As uvas mais cultivadas no país são as brancas, e a Chenin Blanc, de longe, ocupa a primeira posição.
A Chenin Blanc é originária do Vale do Loire, na França, onde, no clima marítimo e frio, costuma ser usada para vinhos secos e minerais, ou néctares doces, inclusive com botrytis cinerea. Na clima mais quente da África do Sul, gera estilos bastante distintos, do Loire, e entre si. Grande parte da produção se destina a vinhos frescos, para matar a sede. A outra parte busca na malolática, bâtonnage e estágio em carvalho, diferenciar seus vinhos, aportando mais corpo e complexidade.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
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13 de outubro de 2019
30 de maio de 2017
Pra quem não tem medo de vinho suave
Este mês, tivemos uma degustação com o tema vinhos brancos da França. E não é que o vinho mais impressionante, mais complexo, mais memorável, foi um moelleux, quer dizer, suave? O Domaine du Clos Naudin Vouvray Moelleux 2009, suave, com 35g/L de açúcar, e mesmo assim com 8 anos de idade, desbancou um Riesling Grand Cru da Alsácia, entre outros, como o melhor vinho da noite.
28 de dezembro de 2016
Château Beausoleil - Blanquette e Crémant de Limoux
Este ano, a Wine novamente optou por não fazer nenhuma campanha da onda Black Friday, mas fez um longo bota-fora de espumantes durante o mês de novembro, com algumas boas oportunidades para compor o estoque de final de ano. Entre o certo do Adolfo Lona, e espumantes que eu ainda não conhecia, a maior parte do meu estoque foi do primeiro (como comentei aqui), mas arrisquei umas poucas garrafas da promoção da Wine para conhecer alguns espumantes que tinham preços bem convidativos.
Dentre os rótulos que atraíram minha atenção estavam o Blanquette de Limoux Brut Reserve e o Crémant de Limoux Brut Reserve do Château Beausoleil. Esse Château é na realidade uma marca da Maison Salazar, uma empresa familiar da região de Limoux, que em 2012 passou ao controle do grupo Domaines Bonfils. Mas sendo sediada e totalmente localizada em Limoux, a Maison Salazar é dedicada às especialidades da região: o Crémant de Limoux e o Blanquette de Limoux.
Dentre os rótulos que atraíram minha atenção estavam o Blanquette de Limoux Brut Reserve e o Crémant de Limoux Brut Reserve do Château Beausoleil. Esse Château é na realidade uma marca da Maison Salazar, uma empresa familiar da região de Limoux, que em 2012 passou ao controle do grupo Domaines Bonfils. Mas sendo sediada e totalmente localizada em Limoux, a Maison Salazar é dedicada às especialidades da região: o Crémant de Limoux e o Blanquette de Limoux.
1 de janeiro de 2015
Grande Cuvée 1531 de Aimery
Os primeiros vinhos propositalmente efervescentes foram criados na região de Limoux, mais de um século antes de Champagne. Documentos da abadia de Sainte-Victoire atestam a produção de vinhos espumantes desde o ano de 1531. Estes textos fazem referência ao soberano local, o Sieur d'Arques, que 'entornava' garrafas de Blanquettes de Limoux para celebrar suas vitórias.
Para homenagear esta tradição, a Cooperativa Aimery Sieur d'Arques elabora o Grande Cuvée 1531 de Aimery, um Crémant de Limoux, espumante feito pelo método tradicional a partir das variedades Chardonnay, Chenin Blanc e uma pequena parte de Mauzac, uma uva pouco conhecida fora da região.
Para homenagear esta tradição, a Cooperativa Aimery Sieur d'Arques elabora o Grande Cuvée 1531 de Aimery, um Crémant de Limoux, espumante feito pelo método tradicional a partir das variedades Chardonnay, Chenin Blanc e uma pequena parte de Mauzac, uma uva pouco conhecida fora da região.
23 de março de 2014
Montchenot branco 2013
Eu não costumo ter muita empatia pelos vinhos brancos sul-americanos, normalmente bombados e enjoativos. Porém, também não deixo que minhas experiências anteriores me impeçam de provar outros, vez ou outra, para reavaliar meus conceitos.
Este mês, tive a oportunidade de reavaliá-los. O vinho branco do clube Winelands foi o Montchenot 2013, feito da uva Chenin Blanc. Fiquei animado com ele, após conhecer mais a respeito do produtor, as Bodegas Lopez, de Mendonça, que costumam produzir vinhos num estilo mais europeu, como os tintos que passam 10 anos em tonéis. Além disso, ele tem apenas 12,1% de álcool, distinguindo-se das bombas sul-americanas (e sul-africanas) que encontramos por aí.
Este mês, tive a oportunidade de reavaliá-los. O vinho branco do clube Winelands foi o Montchenot 2013, feito da uva Chenin Blanc. Fiquei animado com ele, após conhecer mais a respeito do produtor, as Bodegas Lopez, de Mendonça, que costumam produzir vinhos num estilo mais europeu, como os tintos que passam 10 anos em tonéis. Além disso, ele tem apenas 12,1% de álcool, distinguindo-se das bombas sul-americanas (e sul-africanas) que encontramos por aí.
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