Na região espanhola de Castilla y León, no caminho entre Ribera del Duero e Toro, existe uma denominação de origem pouco conhecida, mas muito distinta: é a DO Cigales. Em uma localização um pouco mais alta que seus vizinhos famosos pelos tintos estruturados, esta DO é mais conhecida pelos seus rosados e claretes (rosados feitos com mescla entre uvas brancas e tintas), que correspondem a quase 70% da produção.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
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2 de junho de 2024
14 de setembro de 2020
Portell Pallid de Trepat
Eu gosto de encontrar, provar, e comentar vinhos exóticos, que a maioria dos consumidores mais habituais raramente provou, como vinhos da Romênia, Bulgária, Montenegro, etc. Mas países clássicos como a França ou a Espanha ainda têm muitas denominações que a gente lê nos livros, mas que não esperaria se deparar com seus vinhos, muito menos aqui no Brasil. É o caso de Conca de Barberà.
28 de abril de 2019
Safrá 2015
Sejam tinajas, ânforas ou qvevris, o resgate da vinificação em vasilhames de barro tem inspirado produtores em diversos países, e criou um novo nicho no mundo do vinho.
8 de abril de 2019
PX Solera Fundación 1902
Montilla-Moriles é inevitavelmente associado a Jerez, afinal, também se localiza na Andaluzia, e produz os mesmos estilos de vinhos: Fino, Amontillado, Palo Cortado, Oloroso, PX, Pale Cream, etc, em sistemas de criaderas y solera. No entanto, Montilla-Moriles é uma denominação de origem distinta. Localizada a 160Km de Jerez em direção ao interior, apresenta um clima mais quente e mais árido, com menor influência marítima. Além disso, a variedade Pedro Ximénez é usada para produzir tanto vinhos doces, quanto os secos; e nesse clima árido, ela consegue atingir níveis muito altos de açúcar, de forma que os vinhos conseguem atingir naturalmente até 16% de teor alcoólico. Por isso, os estilos secos de Montilla-Moriles em geral não são fortificados.
31 de março de 2019
Clos Mogador 2005
Se hoje o Priorato é uma das regiões mais conceituadas da Espanha (se não a mais), é graças ao Clos Mogador, e ao seu produtor, René Barbier.
10 de fevereiro de 2019
Madame Bobalú
Como assinante do Vinhoclube Ouro, meu pai está sempre cheio de vinhos tintos; e quando vou pra BH, ajudo a baixar um pouco o estoque. São vinhos de categoria básica, mas de vez em quando tem algum que surpreende.
6 de dezembro de 2018
Pionero Maccerato Edición Especial
Já fazia algum tempo que eu não tomava um bom Albariño. Foi por acaso, mesmo. Creio que, com tanta oferta de vinho, de tantas variedades de uvas e regiões para conhecer, eu acabei negligenciando um dos vinhos que mais gosto. Só me dei conta disso quando vi o Pionero Maccerato 2016 da Viña Almirante em oferta na Vinumday, por R$75.
30 de setembro de 2018
Protos Verdejo 2017
Sabe quando você tem boa expectativa quanto ao vinho, e ele ainda te impressiona? Foi o que aconteceu com o Protos Verdejo 2017. Eu tinha um cupom de desconto na Wine, e comprei uns vinhos, dentre os quais, esse. Eu ainda não tinha tomado dele, mas o escolhi em função da reputação das Bodegas Protos.
22 de setembro de 2018
Harveys: a origem do Cream Sherry
Bristol Milk
Desde a Idade Média, o Porto de Bristol, no sul da Inglaterra, era um grande canal de recepção de vinho do mercado inglês. Os vinhos chegavam em barris, e maturavam em caves da cidade até o blend final. Um dos blends que provavelmente surgiu dali foi batizado de Bristol Milk, um Jerez Oloroso adoçado com PX, uma mistura cuja primeira referência data de 1634.À época, os espanhóis só produziam os Jerez super secos ou super doces. Mas o blend entre os dois fez grande sucesso em toda a Inglaterra. Porque essa mistura foi chamada de milk é objeto de debate: especula-se que era consumido preferencialmente pela manhã, e era dado a crianças como fortificante, e esfregado nas gengivas de bebês para aliviar o incômodo da dentição.
| Rótulo do Harvey's Bristol Milk (fonte: Blog Jerez-Xeres-Sherry) |
13 de maio de 2018
Barón de Lajoyosa Gran Reserva 2005
Já escrevi diversas vezes a respeito da variedade Cariñena. Mais conhecida pelo nome em francês - Carignan - é muito cultivada no sul da França, sobretudo nos vinhedos da Provence e do Languedoc-Roussillon. Também tem feito sucesso no Chile, sobretudo no Vale do Maule.
Bem menos conhecida é a Denominación de Origen Cariñena. Ela se localiza na comunidade de Aragón, no centro-norte da Espanha. Com altitudes que variam de 400 a 800 metros sobre o nível do mar, tem um clima continental de altitude, com dias quentes e noites frescas, como a maior parte da Espanha. O diferencial é o vale do Rio Ebro, que corta Aragón, e desemboca no Mediterrâneo. Esse vale forma um 'corredor' que permite a entrada de correntes de ar mediterrâneas, que amenizam ligeiramente o clima continental, trazendo um pouco mais de umidade, e reduzindo os extremos de temperatura.
Bem menos conhecida é a Denominación de Origen Cariñena. Ela se localiza na comunidade de Aragón, no centro-norte da Espanha. Com altitudes que variam de 400 a 800 metros sobre o nível do mar, tem um clima continental de altitude, com dias quentes e noites frescas, como a maior parte da Espanha. O diferencial é o vale do Rio Ebro, que corta Aragón, e desemboca no Mediterrâneo. Esse vale forma um 'corredor' que permite a entrada de correntes de ar mediterrâneas, que amenizam ligeiramente o clima continental, trazendo um pouco mais de umidade, e reduzindo os extremos de temperatura.
11 de novembro de 2017
Lustau Palo Cortado Península
No mês passado, uma de minhas confrarias teve como tema os vinhos de Jerez. Foram selecionados 5 vinhos, para representar os 5 estilos mais prestigiados dentro dos vinhos de Jerez: um Fino, um Amontillado, um Palo Cortado, um Oloroso, e um PX.
Não conhece o Jerez e sua infinidade de estilos? Leia: Dos vinhos de Jerez.
A maioria dos confrades nunca tinha provado desses vinhos, antes. Para eles, a expectativa não estava em sintonia com o que iriam provar, mesmo tendo sido advertidos. A estranheza e a rejeição sumária tomaram conta, seguidos de comentários hilários e jocosos quanto aos vinhos. Não eram exemplares ruins, mas são tão diferentes dos vinhos regulares, que é melhor não pensar em vinho: Jerez é Jerez.
Não conhece o Jerez e sua infinidade de estilos? Leia: Dos vinhos de Jerez.
A maioria dos confrades nunca tinha provado desses vinhos, antes. Para eles, a expectativa não estava em sintonia com o que iriam provar, mesmo tendo sido advertidos. A estranheza e a rejeição sumária tomaram conta, seguidos de comentários hilários e jocosos quanto aos vinhos. Não eram exemplares ruins, mas são tão diferentes dos vinhos regulares, que é melhor não pensar em vinho: Jerez é Jerez.
7 de novembro de 2017
Jamón y Jerez: um clássico?
Qual é a clássica combinação entre vinho e presunto cru na Espanha? Se você respondeu Jerez, errou. Os vinhos de Jerez são muito pouco difundidos fora da sua área de produção, até mesmo no restante da Andalucía, onde se localiza a DO Jerez. A oferta desse vinho até mesmo em Sevilha - que vem a ser a capital da Comunidade Autónoma - é bastante limitada. Difícil que essa seja uma opção aventada por grande parte da população.
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| Jamón ibérico (fonte: Pinterest) |
4 de novembro de 2017
Branco do século passado
Em uma reunião temporã de confraria, um confrade trouxe um vinho bem diferente: um branco do ano de 1999, ou seja, já com 18 anos. Ele disse - em tom acanhado - que o havia comprado na Espanha; que não tinha certeza se ainda estava em condições, mas o vendedor garantiu sua qualidade, e ele arriscou trazer.
Um vinho branco com 18 anos, em geral, seria um grande risco; mas não se for um Viña Tondonia Blanco Reserva. Trata-se da principal marca das Bodegas López de Heredia, um ícone de Rioja, famoso por vinhos brancos e tintos de grande longevidade. Este branco, por exemplo, só é vendido após 10 anos de guarda.
Um vinho branco com 18 anos, em geral, seria um grande risco; mas não se for um Viña Tondonia Blanco Reserva. Trata-se da principal marca das Bodegas López de Heredia, um ícone de Rioja, famoso por vinhos brancos e tintos de grande longevidade. Este branco, por exemplo, só é vendido após 10 anos de guarda.
19 de agosto de 2017
Gran Codorníu Pinot Noir 2012
Já comentei aqui de uma promoção do Pão de Açúcar, que colocou todos os espumantes com 50% de desconto, às vésperas do dia dos namorados. Além de algumas garrafas do Champagne Piper Heisieck, também comprei uma garrafa do Cava Gran Codorníu Pinot Noir 2012, por R$62,50. Deste, peguei a última garrafa disponível.
10 de junho de 2017
π: os nerds também amam vinho
π - a constante matemática definida pela razão entre a circunferência e o diâmetro de um círculo, é o nome desse vinho. O Pi - 3,1415 é produzido pelas Bodegas Langa, vinícola familiar com atuação na região de Aragón, norte da Espanha, e que neste ano de 2017 completou 150 anos. O nome faz referência ao vinhedo que o origina, que tem 3,14 hectares; e o rótulo - nerd, porém criativo - é rodeado por algumas centenas de dígitos que correspondem à constante π - 3,141592653589...
15 de maio de 2017
Tarima Rosado 2015
Nesse início de ano, o Vinhoclube incluiu em diversas remessas vinhos espanhóis - tanto na modalidade Ouro (tintos), quanto na Summer (brancos e rosés). A maior parte foi produzida pelas Bodegas Volver, e um dos que mais me chamou atenção foi o Tarima Rosado 2015, 100% Monastrell, produzido na DO Alicante.
2 de maio de 2017
Inocente Jerez Fino
O Fino é em teoria o mais frágil dos tipos de Jerez, e a recomendação é que seja bebido em até um ano após engarrafado. Portanto, não é um tipo de vinho que se deva guardar. Mas, um pouco por estar cheio de outros vinhos, e um pouco por esperar o melhor momento para ele, acabei guardando uma garrafinha de 375mL por um ano e meio. E não foi na adega, já que esses vinhos vêm com aquelas tampas de plástico com cortiça, e portanto devem ser guardados de pé. Portanto, a meia-garrafa passou um ano e meio de pé, no meu armário de bebidas, sem nenhum controle de temperatura. E isso me permitiu chegar a uma conclusão: eles não são assim tão frágeis, já que, ao abri-lo, gozava de perfeitas condições.
4 de fevereiro de 2017
Vinho à beira da praia: por quê não?
Neste verão, tirei uns dias de férias na praia, em Natal. Fazia mais de 20 anos que não ia a Natal, e como mudou a cidade! O cajueiro, coitado, foi todo cercado de lojinhas, e não tem mais pra onde crescer. A lagoa de Genipabu, disseram que secou; e o 'skibunda' agora fica na lagoa de Jacumã, que parece estar caminhando para a mesma triste sina. Mas nem tudo que o progresso trouxe foi de ruim, e a região de Ponta Negra, distante da realidade de Alcaçuz, bomba de bares, restaurantes e vida noturna (soldados do exército patrulhavam a todo momento, garantindo a segurança da população e dos turistas).
11 de janeiro de 2017
Manzanilla Fina Orleans Borbón
Jerez com origem que remete à família real francesa
Dando uma olhada na adega do supermercado Verdemar em Belo Horizonte, fiquei surpreso por encontrar um vinho de Jerez: é a primeira vez que vejo um em supermercados no Brasil. Creio que, por serem peculiares e pouco conhecidos, não são muito populares nesse ramo de distribuição. O que comprei foi a Manzanilla Fina Orleans Borbón - Pago Balbaina, que vinha em meia-garrafa (375mL), por R$40. Diga-se de passagem, um preço convidativo para este tipo de vinho.
12 de dezembro de 2016
Pasión de Bobal 2013
Em outubro passado, fui a uma degustação realizada na ABS Campinas SBSomm, com vinhos da Vind'Ame. Esta pequena importadora começou às operações em 2015, prometendo trazer vinhos de pequenos produtores, que expressem seu terroir. Este ano, ela expandiu o portfólio, incluindo vinhos espanhóis, que figuraram na degustação.
Dentre os vinhos apresentados, gostei de dois. Um era um Tempranillo leve, sem grandes pretensões, bom para acompanhar uma pizza. Mas o que realmente me chamou a atenção foi o Pasión de Bobal 2013. Acho que foi a primeira vez que tomei um vinho 100% Bobal. Certamente, é a primeira vez que comento a respeito de um vinho dessa uva, aqui no blog.
Dentre os vinhos apresentados, gostei de dois. Um era um Tempranillo leve, sem grandes pretensões, bom para acompanhar uma pizza. Mas o que realmente me chamou a atenção foi o Pasión de Bobal 2013. Acho que foi a primeira vez que tomei um vinho 100% Bobal. Certamente, é a primeira vez que comento a respeito de um vinho dessa uva, aqui no blog.
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