Em 2016, em viagem na Inglaterra, provei alguns vinhos ingleses (aqui), e um espumante, que não prometia muito (aqui).
Mas eu havia guardado o melhor para depois: trouxe na mala um Gusbourne Brut Reserve 2011.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
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7 de novembro de 2020
7 de dezembro de 2019
Satèn: o espumante inspirado na seda
Em qualquer lugar, pode-se fazer espumantes pelo método tradicional, um blanc de blancs, um brut. Mas só em Franciacorta é possível encontrar o Satèn.
20 de janeiro de 2019
Campanha de espumantes da Vinumday
Dentro da grande diversidade de e-commerces de vinho, a Vinumday tem a proposta mais singular (literalmente): a cada dia, oferecem apenas um vinho. Mas a grande sacada - e ainda não entendo como outros sites ainda não adotaram a mesma idéia - é a adega virtual: para não embutir o custo do frete nos preços, nem onerar o cliente, eles oferecem guardar o vinho comprado em uma adega virtual, até que o cliente solicite despachar os vinhos (com a possibilidade de alcançar o valor para frete grátis, que depende do destino).
Mas neste mês de dezembro, eles lançaram uma campanha diferente, dentro da proposta deles, de espumantes brasileiros. Foram 5 produtores diferentes, um a cada 3 dias, com diversos rótulos de cada produtor, com possibilidade de compras individuais, ou em pacotes de ofertas. Haviam desde espumantes básicos, para matar a sede à beira da piscina, quanto tops, para se beber contemplando. Me abasteci de espumantes pras festas de fim de ano, e o resultado saiu melhor do que a expectativa. Por isso, resolvi dedicar um texto ao tema, comentando os que comprei.
Mas neste mês de dezembro, eles lançaram uma campanha diferente, dentro da proposta deles, de espumantes brasileiros. Foram 5 produtores diferentes, um a cada 3 dias, com diversos rótulos de cada produtor, com possibilidade de compras individuais, ou em pacotes de ofertas. Haviam desde espumantes básicos, para matar a sede à beira da piscina, quanto tops, para se beber contemplando. Me abasteci de espumantes pras festas de fim de ano, e o resultado saiu melhor do que a expectativa. Por isso, resolvi dedicar um texto ao tema, comentando os que comprei.
10 de janeiro de 2019
Marco Luigi Champenoise 10 Anos Nature 2005
Dentre os poucos processos de produção de espumantes, o método tradicional - ou Champenoise - é considerado o mais nobre. Champenoise faz referência a Champagne, e os franceses não gostam que se use esse nome em vão, quer dizer, em produtos que não sejam da região de Champagne. Por isso, é mais adequado usar o nome método tradicional, mas se trata da mesma coisa. E os grandes espumantes do mundo são produzidos por este método.
25 de novembro de 2018
Zind: um fora-da-lei aos 12 anos
Quando um colega postou no grupo de Whatsapp a oferta do Zind 2006, no site da Sonoma, fiquei tentado. Adoro vinhos evoluídos, e um bom branco de 12 anos - a preço acessível - é bem raro de encontrar. Mas antes de fechar a compra de uma caixa, eu resolvi pesquisar.
O produtor, Domaine Zind-Humbrecht possui grande reputação na Alsácia. A vinícola foi formada a partir da união das famílias Zind e Humbrecht, em 1959, mas ambas possuiam séculos de tradição, produzindo vinhos na Alsácia. Desde 1989, a condução dos negócios está nas mãos de Olivier Humbrecht.
M. Humbrecht adota a filosofia biodinâmica, e desde 1998 eles possuem certificação. Isso implica muito mais trabalho no vinhedo - nada de agrotóxicos, em caso de risco de praga ou fungos, é preciso sanitizar o vinhedo com podas. Na adega, por sua vez, a fermentação ocorre naturalmente, com leveduras indígenas; e isso significa que frequentemente seus vinhos possuem um teor mais alto de açúcar residual. Independente disso, são quase sempre vinhos com longa capacidade de guarda.
O produtor, Domaine Zind-Humbrecht possui grande reputação na Alsácia. A vinícola foi formada a partir da união das famílias Zind e Humbrecht, em 1959, mas ambas possuiam séculos de tradição, produzindo vinhos na Alsácia. Desde 1989, a condução dos negócios está nas mãos de Olivier Humbrecht.
M. Humbrecht adota a filosofia biodinâmica, e desde 1998 eles possuem certificação. Isso implica muito mais trabalho no vinhedo - nada de agrotóxicos, em caso de risco de praga ou fungos, é preciso sanitizar o vinhedo com podas. Na adega, por sua vez, a fermentação ocorre naturalmente, com leveduras indígenas; e isso significa que frequentemente seus vinhos possuem um teor mais alto de açúcar residual. Independente disso, são quase sempre vinhos com longa capacidade de guarda.
26 de maio de 2018
Gustave Lorentz Crémants d'Alsace
No mundo dos espumantes franceses, os Crémants são como uma alternativa aos Champagnes, de espumantes de alta qualidade, só que de custo mais em conta. Há Crémants em diversas regiões da França; todos são produzidos pelo método tradicional, como em Champagne, mas cada um tem sua tipicidade própria, em função da região de origem, e variedades de uva utilizadas.
Os Crémants d'Alsace estão entre os de maior reputação. Produzidos na região da Alsácia, na fronteira com a Alemanha, o clima frio, apenas um pouco mais quente que o de Champagne, torna a região muito adequada a vinhos brancos e espumantes. Os Crémants correspondem a 25% da produção vinícola da Alsácia; e em comparação com todos os espumantes da França, tem o segundo maior volume de vendas, atrás apenas de Champagne.
Os Crémants d'Alsace estão entre os de maior reputação. Produzidos na região da Alsácia, na fronteira com a Alemanha, o clima frio, apenas um pouco mais quente que o de Champagne, torna a região muito adequada a vinhos brancos e espumantes. Os Crémants correspondem a 25% da produção vinícola da Alsácia; e em comparação com todos os espumantes da França, tem o segundo maior volume de vendas, atrás apenas de Champagne.
19 de março de 2018
Hugo Casanova Chardonnay Reserva 2015
Numa dessas noites quentes dos últimos dias, resolvi abrir um vinho branco, para ajudar a refrescar. Queria um branco leve e fresco; mas por incrível que pareça, eu não tinha nenhum assim naquele momento (já tinha tomados todos ao longo do verão). O mais próximo me parecia ser o Hugo Casanova Chardonnay Reserva 2015 - apesar de que eu ainda não o conhecia - e resolvi abrir pra ver.
Pesou a seu favor o fato de ser do Maule. Este vale tem atraído bastante atenção recentemente pelos seus vinhos tintos, principalmente Carignans de vinhas velhas (como os do projeto Vigno). Mas eu ainda não conhecia nenhum Chardonnay de lá, e fiquei curioso.
Pesou a seu favor o fato de ser do Maule. Este vale tem atraído bastante atenção recentemente pelos seus vinhos tintos, principalmente Carignans de vinhas velhas (como os do projeto Vigno). Mas eu ainda não conhecia nenhum Chardonnay de lá, e fiquei curioso.
7 de março de 2018
Um vinho da Síria: Bargylus Blanc 2011
Imagina produzir vinho em um país parcialmente dominado pelo Estado Islâmico, e estraçalhado por uma guerra civil. Imagina os riscos em levar a cabo essa produção, as dificuldades em importar garrafas e rolhas, e depois retirar de lá os vinhos. Imagina o medo diário dos funcionários locais, com o risco de serem julgados e condenados por extremistas, ou mesmo de serem atingidos por balas ou morteiros 'perdidos'. Imagina coordenar essa produção a distância, radicado em Beirute, Líbano. Essa é a batalha cotidiana do Domaine de Bargylus, a única vinícola a produzir em escala comercial na Síria, que segue produzindo ano a ano, resistindo à guerra civil.
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| Mapa da Síria (Original: Commons Wikimedia) |
27 de janeiro de 2018
Villa Francioni Chardonnay Lote II
De volta à casa após o recesso de fim de ano, a turma da Nossa Confraria não se aguentava de ansidedade de nos reunirmos novamente. Então, marcamos um jantar - mais uma vez no Restaurante D'Autore. Tomamos um monte de bons vinhos, mas o texto vem falar apenas de um, o Villa Francioni Chardonnay Lote II, levado por uma de nossas confreiras. Nem ela se lembrava onde e quando adquiriu ou ganhou aquela garrafa. Acontece que aquele branquinho já estava prestes a fazer 10 anos: uma informação bem discreta no contra-rótulo atesta que era da safra de 2008.
20 de janeiro de 2018
Viñedo de los Vientos Arneis/Chardonnay 2015
Conforme comentei no último texto do ano passado, a Wine fez uma série de promoções audaciosas em novembro, com algumas opções tentadoras. Uma delas foi a campanha "leve 6, pague 3", em que o vinho Viñedo de los Vientos Arneis/Chardonnay 2015 saiu por R$34 a garrafa. É uma barganha, pois este vinho certamente entrega muito mais do que isso.
14 de janeiro de 2018
Espumantes ingleses no Brasil
Nos últimos anos, muito temos lido a respeito do sucesso dos espumantes ingleses. Mas no Brasil, normalmente ficamos só na teoria, já que não encontramos deles por aqui, ainda. Mesmo quando estive de passeio pela Inglaterra, não foi fácil achá-los, e o preço era desencorajador. Mas no último mês de dezembro, pude participar de uma degustação de espumantes gabaritados da Inglaterra. Quem organizou foi Andréia Poldi, minha confreira no vinho, que após alguns anos trabalhando no ramo, percebeu a carência de eventos na cidade de Campinas, e por isso está começando uma nova empreitada, a Wine Soul Brasil, para oferecer cursos e eventos na cidade.
A degustação ocorreu no restaurante D'Autore, que possui um excelente espaço para receber eventos do tipo, e um delicioso cardápio, para jantar após a degustação. Nenhum dos vinhos está disponivel no Brasil: todos foram trazidos na mala de amigos e familiares da Andréia, para compor essa que foi provavelmente a primeira degustação de espumantes ingleses em solo brasileiro.
A degustação ocorreu no restaurante D'Autore, que possui um excelente espaço para receber eventos do tipo, e um delicioso cardápio, para jantar após a degustação. Nenhum dos vinhos está disponivel no Brasil: todos foram trazidos na mala de amigos e familiares da Andréia, para compor essa que foi provavelmente a primeira degustação de espumantes ingleses em solo brasileiro.
29 de dezembro de 2017
Henri Maire Crémant du Jura
Este ano, a Wine, mais uma vez, fez um festival de promoções em novembro. Enquanto outros sites faziam campanhas de "Black Friday", vendendo os vinhos pelo mesmo preço que venderam todo o ano, a Wine deu descontos de deixar irritados os assinantes dos seus clubes de vinho. Isso porque alguns vinhos do clube estavam com preços mais baixos do que seus assinantes haviam pagado.
Um desses, foi o espumante Henri Maire Crémant du Jura Brut, oferecido na Seleção Espumantes em julho de 2017 [*]. Na ocasião, foi oferecido por R$62 a garrafa; e nas promoções de novembro, saiu por R$50!
Um desses, foi o espumante Henri Maire Crémant du Jura Brut, oferecido na Seleção Espumantes em julho de 2017 [*]. Na ocasião, foi oferecido por R$62 a garrafa; e nas promoções de novembro, saiu por R$50!
29 de julho de 2017
Champagne Piper-Heidsieck
No final de maio, estava no Pão de Açúcar, quando resolvi dar uma passada na sessão de vinhos (como sempre faço, em qualquer supermercado que entro), e me deparei com uma novidade: na prateleira, estava o Champagne Piper-Heidsieck Brut, sendo vendido por R$199. Eu fiquei tentado, afinal conheço há algum tempo a qualidade deste Champagne (e o acho melhor do que a linha equivalente da Veuve Clicquot, que normalmente custa acima de R$300). Mas não comprei, deixei pra outra vez.
24 de junho de 2017
RE Chardonnoir 2013
A produção vinícola do Chile é sem dúvida uma das mais vibrantes do mundo na atualidade; na última década o país vem brindando a nós consumidores com uma grande quantidade de iniciativas interessantes e criativas.
Uma delas são as Bodegas RE, o novo projeto da família Morandé. Pablo Morandé, o pai, foi o responsável por incluir o Vale de Casablanca no mapa vinícola chileno. Enquanto, trabalhava como enólogo para a Concha y Toro, recomendou à empresa o investimento em Casablanca. Como eles não tiveram interesse, Morandé decidiu ele mesmo investir, fundando a vinícola com seu nome, em 1996.
Uma delas são as Bodegas RE, o novo projeto da família Morandé. Pablo Morandé, o pai, foi o responsável por incluir o Vale de Casablanca no mapa vinícola chileno. Enquanto, trabalhava como enólogo para a Concha y Toro, recomendou à empresa o investimento em Casablanca. Como eles não tiveram interesse, Morandé decidiu ele mesmo investir, fundando a vinícola com seu nome, em 1996.
3 de março de 2017
Perle de Vigne
Mais um espumante em promoção que comprei na Wine.com.br, no final do ano passado: Perle de Vigne, um Crémant de Bourgogne Grande Reserve produzido pela Maison Louis Bouillot.
28 de dezembro de 2016
Château Beausoleil - Blanquette e Crémant de Limoux
Este ano, a Wine novamente optou por não fazer nenhuma campanha da onda Black Friday, mas fez um longo bota-fora de espumantes durante o mês de novembro, com algumas boas oportunidades para compor o estoque de final de ano. Entre o certo do Adolfo Lona, e espumantes que eu ainda não conhecia, a maior parte do meu estoque foi do primeiro (como comentei aqui), mas arrisquei umas poucas garrafas da promoção da Wine para conhecer alguns espumantes que tinham preços bem convidativos.
Dentre os rótulos que atraíram minha atenção estavam o Blanquette de Limoux Brut Reserve e o Crémant de Limoux Brut Reserve do Château Beausoleil. Esse Château é na realidade uma marca da Maison Salazar, uma empresa familiar da região de Limoux, que em 2012 passou ao controle do grupo Domaines Bonfils. Mas sendo sediada e totalmente localizada em Limoux, a Maison Salazar é dedicada às especialidades da região: o Crémant de Limoux e o Blanquette de Limoux.
Dentre os rótulos que atraíram minha atenção estavam o Blanquette de Limoux Brut Reserve e o Crémant de Limoux Brut Reserve do Château Beausoleil. Esse Château é na realidade uma marca da Maison Salazar, uma empresa familiar da região de Limoux, que em 2012 passou ao controle do grupo Domaines Bonfils. Mas sendo sediada e totalmente localizada em Limoux, a Maison Salazar é dedicada às especialidades da região: o Crémant de Limoux e o Blanquette de Limoux.
21 de dezembro de 2016
Adolfo Lona Brut Nature Pas Dosé
Dentre os estilos de vinho, o espumante é o que tem mais sucesso no Brasil: tanto em qualidade dos produtos, quanto em aceitação do consumidor. É o que mais cresce em vendas, e já não é mais restrito ao brinde da virada do ano, acompanhando o consumidor brasileiro ao longo do calendário, da mesa à beira da piscina. Mas o espumante tem um apelo de festas, e portanto, o consumo aumenta nessa época.
28 de novembro de 2016
Marendaz Brut Impérial: borbulhas suíças
A Suíça - com sua altitude e seu clima de verões amenos e curtos, e muita chuva distribuída ao longo do ano - possui condições limítrofes a uma plena maturação das uvas. Está claro que os produtores locais trabalham normalmente com variedades específicas, mais adaptadas, exploram principalmente encostas voltadas ao sul e aproveitam o efeito regulador de grandes massas de água como os lagos de Genebra e Neuchâtel, que permitem uma extensão da maturação. E nessas condições, os produtores suíços têm feito ótimos vinhos (que conforme já comentei aqui no blog, pouco sabemos sobre eles porque os suíços têm poder aquisitivo, e consomem tudo localmente).
Mas com condições tão complicadas de maturação, parece que o país tem um grande potencial para produzir espumantes - afinal, sabemos que para os espumantes, as uvas precisam ser menos maduras, para que tenham maior acidez e menor teor alcoólico. Apesar disso, o investimento na produção deste tipo de vinho é recente, e ainda muito pequeno.
Mas com condições tão complicadas de maturação, parece que o país tem um grande potencial para produzir espumantes - afinal, sabemos que para os espumantes, as uvas precisam ser menos maduras, para que tenham maior acidez e menor teor alcoólico. Apesar disso, o investimento na produção deste tipo de vinho é recente, e ainda muito pequeno.
20 de outubro de 2016
Chateau Montelena Chardonnay 2011
Neste mês de outubro, completamos um ano da Nossa Confraria. Um ano delicioso, de novos amigos reunidos em torno de boa comida, bons vinhos e boa companhia. Para comemorar em grande estilo, o nosso encontro do mês teve como tema o Chateau Montelena Chardonnay - o vinho que ficou famoso na mítica degustação de Paris de 1976. No nosso evento, tivemos 3 garrafas de 2011, que correspondem à safra que comemorou os 40 anos da atual fase da vinícola.
25 de julho de 2016
Lirica crua
Este espumante foi lançado em setembro do ano passado, despertou a atenção dos enófilos mais antenados, e pipocou em vários blogs de vinho nacionais. Porém, apenas este mês ele veio a cruzar meu caminho, quando foi levado por um outro convidado, em um jantar na casa de amigos.
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