Fazia algum tempo que eu queria tomar um bom espumante tinto acompanhando um leitão à Bairrada. Esses espumantes são bem pouco comuns, e parecem um pouco estranhos à primeira vez, devido ao excesso de 'informações táteis' à boca, causados pelos taninos e o gás. Mas se os dois juntos causam certa estranheza quando tomado puro, fazem maravilhas ao lado de pratos muito gordurosos, como o leitão pururucado. E por isso, esse estilo de espumante é bastante apreciado em Portugal.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
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20 de setembro de 2017
4 de setembro de 2017
Os Portos de Álvaro van Zeller
Na semana passada, dei um pulinho em BH. Além de visitar a família, aproveitei para participar de uma degustação de vinhos do Porto Maynard's, a convite da Casa Rio Verde / Vinhosite. Mais do que uma degustação de vinhos do Porto de categorias superiores, ela foi conduzida pelo próprio produtor, Álvaro van Zeller.
24 de março de 2017
Quando um Tawny antigo estraga
Ou a importância da data de engarrafamento nesses vinhos
Há um mês, escrevi a respeito de um Porto Colheita, bem antigo. Entre outras características, comentei que são vinhos que envelhecem por muitos anos em tonéis nos produtores, mas depois de engarrafados, não evoluem em garrafa, e não devem ser guardados por muito tempo. E exatamente por isso, a data de engarrafamento, que deve constar obrigatoriamente no contra-rótulo, é tão importante. E coincidentemente, pouco tempo depois, tive um exemplo prático disso, outro dia.
19 de fevereiro de 2017
Dalva Porto Colheita 1977
De minha última viagem a Portugal, trouxe algumas preciosidades na mala: e uma das maiores, foi o Dalva Porto Colheita 1977, produzido pela empresa C. da Silva. Além de ter obtido um preço bem legal, a marca Dalva tem alta reputação, e qualidade que eu mesmo já havia tido oportunidade de atestar.
11 de março de 2015
Porto Dalva Golden White Colheita 1963
Texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal
Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.Como convidados da ViniPortugal e da Essência do Vinho, nosso primeiro compromisso na feira foi exatamente o almoço oficial de abertura. O almoço ocorreu na sede do IVDP - Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, que vem a ser o prédio ao lado do Palácio da Bolsa, no Porto.
11 de novembro de 2013
Casa de Santa Eufémia
Eu peço desculpas se este texto acabou por se tornar demasiado longo e repleto de dados técnicos, mas se refere a uma degustação, para mim memorável, cheia de informações, excelentes vinhos e valores em que acredito, de forma que eu simplesmente me senti na obrigação de deixar tudo registrado. Esta semana, a ABS Campinas SBSomm abriu espaço para Pedro Carvalho, enólogo e proprietário da Casa de Santa Eufémia, para apresentar alguns de seus vinhos, produzidos no Alto Douro, entre Peso da Régua e Pinhão.
Pedro divide com sua irmã Lúcia o controle da produção da vinícola. São a quarta geração de vinicultores, porém só começaram a comercializar o próprio vinho do Porto em 1993, na gestão de seu pai. Isso porque, conforme já comentei por essas páginas (relembre aqui), até 1978, a legislação proibia a comercialização direta de vinho do Porto a partir das propriedades do Douro. Por isso, a Casa de Santa Eufémia - assim como a Quinta da Pacheca e tantos outros - eram obrigados a vender seus vinhos, ou mesmo apenas as uvas, para os produtores que tinham armazéns em Vila Nova de Gaia.
Hoje, a quinta, de 40ha, produz vinhos do Porto, e também do Douro, isto é, vinhos não-fortificados. E sempre a partir de vinhas velhas e misturadas, com média de 60 anos de idade, onde diversas variedades são cultivadas lado a lado. Forma ainda tradicional no Douro, apesar de estar perdendo força.
Cada casta tem um ciclo de maturação diferente, e no caso das variedades do Douro, se elas fossem plantadas em lotes separados, elas atingiriam o ponto ótimo de colheita com diferença de até três semanas. Porém, ao serem plantadas todas misturadas, os ciclos se ajustam, e a diferença entre os pontos de maturação se reduzem a 3 dias, no máximo. Exatamente como nos havia dito Rui Falcão, em palestra que deu naABS Campinas SBSomm (releia aqui).
Suas vinhas possuem uma grande diversidade genética, sendo compostas de mais de 20 variedades diferentes, entre as famosas Touriga Nacional, Trincadeira e Tinta Roriz, mas também Tinta Carvalha, Tinta Barroca, Tinto Cão, e a Touriga Fémea, também conhecida por lá como Touriga Brasileira. Apesar de não se saber porque tem esta segunda alcunha, tem-se apenas a certeza de que ela não é de origem brasileira.
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| Trabalho em azulejos na estação de comboios de Pinhão |
Pedro divide com sua irmã Lúcia o controle da produção da vinícola. São a quarta geração de vinicultores, porém só começaram a comercializar o próprio vinho do Porto em 1993, na gestão de seu pai. Isso porque, conforme já comentei por essas páginas (relembre aqui), até 1978, a legislação proibia a comercialização direta de vinho do Porto a partir das propriedades do Douro. Por isso, a Casa de Santa Eufémia - assim como a Quinta da Pacheca e tantos outros - eram obrigados a vender seus vinhos, ou mesmo apenas as uvas, para os produtores que tinham armazéns em Vila Nova de Gaia.
Hoje, a quinta, de 40ha, produz vinhos do Porto, e também do Douro, isto é, vinhos não-fortificados. E sempre a partir de vinhas velhas e misturadas, com média de 60 anos de idade, onde diversas variedades são cultivadas lado a lado. Forma ainda tradicional no Douro, apesar de estar perdendo força.
Cada casta tem um ciclo de maturação diferente, e no caso das variedades do Douro, se elas fossem plantadas em lotes separados, elas atingiriam o ponto ótimo de colheita com diferença de até três semanas. Porém, ao serem plantadas todas misturadas, os ciclos se ajustam, e a diferença entre os pontos de maturação se reduzem a 3 dias, no máximo. Exatamente como nos havia dito Rui Falcão, em palestra que deu na
Suas vinhas possuem uma grande diversidade genética, sendo compostas de mais de 20 variedades diferentes, entre as famosas Touriga Nacional, Trincadeira e Tinta Roriz, mas também Tinta Carvalha, Tinta Barroca, Tinto Cão, e a Touriga Fémea, também conhecida por lá como Touriga Brasileira. Apesar de não se saber porque tem esta segunda alcunha, tem-se apenas a certeza de que ela não é de origem brasileira.
28 de abril de 2013
Vinhos do Douro Superior
No texto Vinho e Sabores da Beira Interior, comentei sobre a marca Beyra, que vem a ser um projeto independente do enólogo Rui Roboredo Madeira. Porém este é apenas um dos projetos do enólogo. Além deste, ele também possui várias marcas de vinhos do Douro, agrupadas sob a empresa VDS - Vinhos do Douro Superior. E o stand da Beyra aproveitou para mostrar também os vinhos deste projeto.
Os vinhos Beyra, eu já descrevi nos textos anteriores (veja tintos e brancos). Mas o que o stand tinha a mostrar de melhor foram mesmo os vinhos do Douro Superior.
Os vinhos Beyra, eu já descrevi nos textos anteriores (veja tintos e brancos). Mas o que o stand tinha a mostrar de melhor foram mesmo os vinhos do Douro Superior.
28 de agosto de 2012
Quinta da Pacheca
O vinho do Porto é feito com uvas plantadas no Alto do Douro, rio que vem da Espanha, e deságua na cidade do Porto. No início da sua história, o vinho descia pelo rio das propriedades no Alto Douro, até a cidade do Porto, onde recebiam uma adição de álcool para suportar a viagem, e embarcavam para a Inglaterra. Acabaram conhecidos no exterior pelo nome da cidade de onde partiam.
As uvas sempre vieram do Douro, mas de 1926 a 1978, era obrigatório que as empresas possuíssem seus armazéns de envelhecimento em Vila Nova de Gaia, proibindo a comercialização direta a partir do Douro. A partir de 1978, com o fim desta proibição, algumas quintas independentes da região, que antes se viam limitadas a produzir vinhos de mesa, ou a vender suas uvas aos grandes produtores, puderam lançar suas marcas de vinho do Porto.
As uvas sempre vieram do Douro, mas de 1926 a 1978, era obrigatório que as empresas possuíssem seus armazéns de envelhecimento em Vila Nova de Gaia, proibindo a comercialização direta a partir do Douro. A partir de 1978, com o fim desta proibição, algumas quintas independentes da região, que antes se viam limitadas a produzir vinhos de mesa, ou a vender suas uvas aos grandes produtores, puderam lançar suas marcas de vinho do Porto.
27 de agosto de 2012
Quinta do Noval
Saímos da cave Croft, em Vila Nova de Gaia, quase às 19:00, após a degustação que relatei no texto anterior, e ameaçava chover. Descemos a rua que levava à cave - que se encontra umas centenas de metros longe da margem do Douro - e sentimos algumas gotas durante a descida.
Já à margem do Douro, a chuva que ameaçava ainda não tinha decidido se viria ou não, e decidimos seguir a pé. Meus pais resolveram parar em um barzinho, mas algo me dizia que eu deveria seguir, e fui andando, até que encontrei a loja da Quinta do Noval ainda aberta. Perguntei se ainda estavam abertos, e me ofereceram uma degustação.
Já à margem do Douro, a chuva que ameaçava ainda não tinha decidido se viria ou não, e decidimos seguir a pé. Meus pais resolveram parar em um barzinho, mas algo me dizia que eu deveria seguir, e fui andando, até que encontrei a loja da Quinta do Noval ainda aberta. Perguntei se ainda estavam abertos, e me ofereceram uma degustação.
Vinhos no Porto
Em viagem por Portugal com minha mulher e meus pais, passamos pela cidade do Porto. E claro, entre um passeio turístico e outro, encontramos um tempinho para provar alguns vinhos do Porto. Não pernoitamos na cidade, e apenas passamos um dia. Chegamos de carro, e estacionamos bem em frente à sede do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), a tempo de ver abrir a sala de degustação.
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