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14 de agosto de 2016

Um branco suíço para o Dia Nacional da Suíça

Primeiro de agosto* é um dia especial. É o Dia Nacional da Suíça, o dia em que se celebra a formação da Confederação Helvética, ou seja, a formação do país. Como era uma segunda-feira, decidimos celebrar em casa mesmo, com umas comidinhas e um vinho. Thais havia comprado um queijo brie, pão, umas fatias de atum defumado, além dos ingredientes para fazer um babaganoush. Somando-se a isso, já tínhamos uma geléia de abacaxi com pimenta, que ela tinha feito no fim de semana. Com isso, montamos nosso banquete do Dia Nacional Suíço.

24 de abril de 2015

Da Eslovênia para o clima do Brasil

Terminou hoje a Expovinis 2015. No meio dos grandes espaços de vinhos da Itália, França e Espanha havia um pequeno stand, representando um pequeno país da Europa, que chamou a atenção: vinhos da Eslovênia. O país é pequeno, mas o produtor é grande: a Puklavec & Friends é o maior de seu país, controla 1100 hectares de vinhas - sendo 650ha próprios, e o restante arrendados - e produz 7,5 milhões de litros por ano.

Grandes também são as expectativas da empresa com o mercado brasileiro: eles dizem que têm o clima perfeito pra produzir os vinhos perfeitos para o clima do Brasil. As terras da empresa se localizam no nordeste do país, em uma região montanhosa de clima continental, de invernos rigorosos e verões frescos, um clima ideal para a produção de vinhos brancos e espumantes frescos e frutados. A maturação das uvas é muito lenta, garantindo vinhos de excelente acidez e muito frutados. É um clima tão fresco, que não é possível produzir vinhos tintos de qualidade, por isso a empresa produz seus tintos na República da Macedônia (um foi apresentado na feira, conheça-o clicando aqui).

4 de fevereiro de 2015

Nhoque de mandioquinha com ragu

O nhoque da Thais é imbatível. Quando ela faz nhoque, todo mundo lambe os beiços. A receita dela é de mandioquinha, com um toque de noz-moscada raspada na hora, um pouco de queijo grana padano ralado, e o mínimo possível de trigo. Nem óleo nem manteiga, só uma gema de ovo para dar liga. Ela diz que nem dá trabalho, mas quando eu ajudo a colocar pra cozinhar, eu vejo que dá, sim, bastante trabalho.

Às vezes eu faço um pesto como molho do nhoque, mas desta vez, ele foi servido com ragu de carne. Para fazer o ragu, primeiro, ela coloca o alho picado no azeite, logo joga o tomate já pelado, e meio despedaçado, um pouco de sal, e por fim os pedaços de maçã do peito. Aquilo fica cozinhando até a carne desmanchar. Isso que é slow food.

15 de outubro de 2014

Vinhos da Azienda Agricola Livon, Friuli

No final do mês passado, em função da degustação de vinhos laranjas na ABS, falamos da região de Collio, uma pequena DOC na fronteira com a Eslovênia. Nesta região, Josko Gravner faz os seus vinhos laranjas, que são a referência neste estilo. Mas a região já tinha grande reputação com seus vinhos brancos, muito antes dos vinhos laranjas de Gravner.

Coincidentemente, esta semana, a loja Excelência Vinhos - junto com o importador Mercovino - realizou uma degustação de vinhos com produtos da Azienda Agricola Livon, cuja sede se localiza nesta mesma região. Foi uma grande oportunidade de conhecer mais os vinhos da região, e comprovar a qualidade de seus brancos. A degustação foi um evento descontraído, um coquetel sem formalidades - como ocorre de praxe na loja - e contou com a presença do representante comercial da vinícola, Maurizio Dalmasson. Foram degustados 8 vinhos, sendo 6 brancos, já que é o principal produto do Friuli.

12 de janeiro de 2014

Pitars Pinot Grigio 2012...

...e como a temperatura do vinho faz diferença


Este vinho da Cantine San Martino chegou junto do Prosecco, que havia tomado na véspera. E a experiência com o Prosecco aumentou meu interesse neste, sendo fator decisivo para escolher que vinho iria abrir.


Ao ver a descrição do Pitars Pinot Grigio 2012 no site, ele inicialmente me interessou, por algumas boas experiências que tive com essa uva - apesar de a moda da Pinot Grigio ter passado, e no efeito típico do pós-hype, ela estar com a reputação manchada. Porém, em um segundo momento, vi que este vinho teve nota boa de Robert Parker, o que para mim soa a vinho bombado, e me desanimei um pouco.
Mesmo com a nota do Mr. Parker, resolvi arriscar. Afinal, nominalmente, o vinho possuía apenas 12,5% de teor alcoólico, e não tinha passagem por madeira. E ainda antes de abrir o vinho, vi um relato na Internet de que ele seria fresco, leve, de ótima acidez.
Sendo assim, no dia de abri-lo, resolvi colocar a garrafa por meia hora no congelador, e depois passá-la ao balde com gelo, para tomá-lo na temperatura recomendada. Logo ao abrir a garrafa, senti notas de limão, e ao servi-lo na taça, vi uma presença massiva de micro-bolhas, denunciando uma leve efervescência. No entanto, ao prová-lo, foi como se tomasse um murro na boca. Era tudo aquilo que eu temia da nota do RP. Era alcoólico e amargo, e o aroma inicial havia se transformado em cascas de laranjas amargas. Acidez, tinha, mas não era aquilo tudo que havia sido descrito. Imediatamente, tirei o vinho do balde, e deixei-o esquentar.
E melhorou. Não é que tenha ficado fantástico, mas pelo menos ficou equilibrado. Definitivamente, este vinho deve ser bebido acima dos 15ºC.
    Pitars Pinot Grigio 2012: cor amarelo-palha, com muita presença de bolhas, denunciando uma possível fermentação malolática na garrafa. Corpo médio, acidez média, álcool equilibrado, e certa untuosidade. Aromas inicialmente de cítricos frescos, passando a laranjas amargas, mas também de pêssego e ameixa frescos, além de um toque de avelã.

2 de novembro de 2013

Aquila Pinot Grigio Blush 2012

Encontrei na loja Duty Free do aeroporto de Heathrow, em promoção: 3 garrafas por £20. Pinot Grigio rosado é raro, e eles sempre têm uma cor encantadora: aquele salmão clarinho, clarinho. O Aquila Pinot Grigio Blush 2012 é produzido pela vinícola Viticoltori Friulani La Delizia, uma cooperativa de produtores da região de Friuli Venezia Giulia.

As uvas passam por maceração curta, de 6 a 8 horas, para se extrair só um pouco da cor, que já não é muito intensa, para começar. De resto, segue o processo de vinificação de vinhos brancos, com fermentação a baixa temperatura, e refinamento em tanques de inox.

29 de junho de 2013

Encontro de Vinhos Campinas 2013: Chez France


Na primeira edição do Encontro de Vinhos Campinas, eu conheci a Chez France, especializada em vinhos de toda a França. Assim como no ano passado, Guillaume, francês e consultor da importadora, veio representá-la no evento. Conversamos sobre o vinho da uva Aligoté, que havia provado no ano passado. Aligoté é uma uva pouco valorizada, sempre à sombra da irmã Chardonnay, porém pode gerar vinhos excelentes, normalmente com preços mais baixos. O estoque deles atual acabou, mas a próxima carga já está no porto, segundo me falou, e estará disponível em um mês, se não houverem greves no porto, e eles conseguirem escoar a fila de mercadorias (olha o Custo-Brasil). Espero ansiosamente.

2 de dezembro de 2012

Pinot Grigio branco versus rosé

A Pinot Gris, também conhecida como Pinot Grigio, fez bastante sucesso nos últimos anos, primeiro nos Estados Unidos, e subseqüentemente, no mundo todo. A 'pinot cinza' é de origem francesa, da mesma família da Pinot Noir (tinta) e da Pinot Blanc (branca), apresentando uma pigmentação intermediária em relação às outras duas. Mas creio que se popularizou mais pelos vinhos do nordeste da Itália, do que pelos de sua terra natal, motivo pelo qual ela é mais conhecida pelo nome italiano.

Apesar da casca rosada, ela normalmente é usada para produção de vinhos brancos. Alguns poucos produtores também fazem vinhos rosés, mas são raros. Um desses poucos é a Cantina Torresella, da região do Vêneto. Seus vinhos Torresella Pinot Grigio, nas versões brannco e rosé, eram vendidos no Pão de Açúcar a R$32,90 no início do ano, e rapidamente saltaram a R$38,90, o que imagino reflita um sucesso de vendas. Quer dizer, apesar de serem sempre vendidos pelo mesmo preço, acho que o rosé não acompanhou o mesmo sucesso, pois o branco já está na nova safra há meses (2011), enquanto o supermercado segue tentando desovar os rosés de 2010.