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13 de novembro de 2021

Zaranda Cinsault 2018


Já faz tempo que comentei (aqui) como o Chile tem produzido mais e mais novidades, reciclando seu passado vinícola. Há os vinhos fermentados em tinajas, as vinhas velhas de Carignan, e os "pipeños de boutique". A bola da vez é a Cinsault, que já nos últimos anos, temos tido a oportunidade de ver no mercado brasileiro. Não deve ter o mesmo apelo que um Vigno, pois se tratam de vinhos mais leves e perfumados, características que agradam a grande parte dos consumidores, mas não rendem notas tão altas em concursos e avaliações.

A Cinsault é originária do sul da França, entre o Languedoc e a Provence, e é amplamente cultivada. É muito usada para vinhos rosés, mas não vemos com tanta frequência nos rótulos, pois é usada com muito mais frequência em cortes, seja em rosés ou tintos. É uma variedade de bagos grandes, casca fina, pouca matérias corante, poucos taninos, produtiva e resistente ao calor e a condições de seca. Por isso, é muito cultivada no Marrocos, no Líbano, e na África do Sul.

Sua história no Chile é muito similar à da Carignan. Por ser muito produtiva, foi uma das variedades mais cultivadas do mundo nas primeiras décadas pós-filoxera (devido ao mar de vinhos do Languedoc). No Chile, foi plantada com subsídios do governo, em substituição à País (a variedade usada nos pipeños), como forma de aumentar o valor dos vinhos produzidos no "sul" (à época, principalmente Maule e Itata). A Carignan foi a preferida no Maule, enquanto a Cinsault foi mais plantada mais no Itata. À época, o replantio não trouxe os resultados esperados, e o que não foi replantado, foi abandonado. E nos últimos anos, essas vinhas que estavam ao abandono têm sido encontradas e recuperadas pelas mãos de enólogos visionários.

A Viña Zaranda é um desses casos. Ela foi criada apenas em 2011 por Juan Ignacio Acuña, Chef e sommelier, para reconverter os vinhedos da família, em Coelemu (zona de Costa), Itata, em uma produção de qualidade. O vinhedo que deu origem a este vinho foi plantado em 1954, com condução em vaso. Mas Juan Ignacio não começou do nada: contou com o incentivo e consultoria de François Massoc, um dos enólogos por trás do Clos des Fous.

O Zaranda Cinsault 2018 é um vinho de cor rubi de intensidade média/baixa, com aroma de intensidade média/alta a frutas vermelhas frescas, com um pouco de folhas secas e leve tostado e especiarias doces. Tem corpo leve, com taninos leves, e acidez em destaque. Um tinto perfeito para se servir um pouco mais fresco que o habitual, quando dá aquela vontade de se tomar um tinto no verão.

26 de junho de 2019

Château Musar 2010

Apesar do predomínio da religião muçulmana, o Líbano tem uma tradição na produção de vinhos de mais de 150 anos - ininterruptos, apesar da guerra civil entre 1975 e 1990, e dos conflitos com a vizinha Israel. Em 1857, monges jesuítas fundaram a primeira vinícola (Château Ksara), com videiras da variedade Cinsault, trazidas da colônia francesa da Argélia.

Desde o início a indústria vinícola se centrou no Vale do Bekaa. O Vale está encrustado entre duas cordilheiras (Monte Líbano e Antilíbano), que correm paralelas ao litoral. As montanhas fornecem abrigo de influências marítimas, garantindo ao vale um clima continental. A altitude base de 1000 metros sobre o nível do mar garante importante amplitude térmica entre o dia e a noite 0 que compensa a baixa latitude (33°N). E além de proteger contra influências mediterrâneas, as duas cadeiras de montanha proveem grande quantidade de água, na forma de degelo, que garante ao vale um clima muito propício para produção de diversas frutas, inclusive uvas.

A influência francesa na vinicultura, se intensificou no período entre guerras (1918-1945), em que o país foi colonizado pela França. Neste período, imigrantes franceses fundaram novos châteaux no Vale do Bekaa, plantaram mais variedades francesas, principalmente do sul do Rhône - Cinsault, Carignan, Grenache, Syrah - além das internacionais Cabernet Sauvignon e Merlot. Além das vinícolas e das variedades de uva, até a associação nacional de produtores tem nome francês: Union Vinicole du Liban.

2 de janeiro de 2017

Villa Aix en Provence

Quem me acompanha já sabe o quanto gosto do rosés da Provence. São os mais frescos e delicados entre os rosés, perfeitos para serem apreciados à praia, à beira da piscina, ou acompanhando pratos cheios de ervas e frutos do mar, como os da culinária provençal. Mas infelizmente, não é tão fácil achar no mercado nacional exemplares que tenham bom preço e ainda estejam em condições ideais de consumo.

Freqüentemente, vejo alguns sendo anunciados a mais de R$100, um preço que está fora da realidade para um vinho rosé. Outras vezes, encontro com preço mais convidativo, mas me deparo com outra dura realidade nacional: os rosés de Provence são, quase sempre, feitos para serem consumidos na safra mais recente. Mas somando a lentidão da burocracia de importação, condições de transporte pouco adequadas e estoques encalhados em importadoras, freqüentemente me deparo com vinhos que já perderam o frescor, e não são mais agradáveis.

21 de abril de 2016

Vigno: vignadores de Carignan

Há duas semanas, escrevi sobre a uva País - uma variedade tradicional do Chile - e o trabalho de resgate feito por alguns produtores. Pois esta não é a única variedade que vem sendo resgatada no Chile, nos últimos anos. Um grupo de produtores tem trabalhado para resgatar vinhas velhas de Carignan no Vale do Maule. O fruto deste trabalho é a VIGNO - Vignadores de Carignan.

23 de fevereiro de 2016

Château La Nerthe Rouge, AOC Châteauneuf-du-Pape

Um dos pontos positivos de fazer parte de uma confraria é de vez em quando podermos comprar um grande vinho, que seria caro demais para comprarmos sozinhos, mas que dividindo entre todos os confrades, a conta final não sai tão cara. Foi graças à confraria da ABS que pude provar um vinho de Châteauneuf-du-Pape, a apelação mais conceituada - e mais cara - do sul do vale do rio Rhône. O vinho que quero comentar é o Château La Nerthe Rouge 2011, que custa R$441,00 na Grand Cru.

27 de setembro de 2015

Château Henri Bonnaud Rosé AOP Palette

Produzido na microscópica região de Palette, a leste de Aix-en-Provence, e aos pés da Montanha de Sainte-Victoire, este vinho foi o último rosé remanescente de minha viagem à Provence, no ano passado. Comprei-o direto do produtor, o Château Henri Bonnaud, na adega localizada nos fundos da casa dos proprietários, o neto de Henri Bonnaud, Stéphane, e sua esposa, Géraldine. (Para conhecer os produtores e a região, leia o relato da minha visita, clicando aqui.)

30 de janeiro de 2015

Terres de Saint-Louis 2013


Esta noite, a Thais fez um puré de batatas com abóbora junto de frango picado com vegetais (milho, tomate e palmito). De acordo com ela, a inspiração foi: "o que tem na geladeira". E com o que tinha, ela fez um banquete.

13 de novembro de 2014

Oumsiyat Jaspe 2010, um vinho do Líbano

Depois de um ano com seleções com muito pouca criatividade, a Sociedade da Mesa melhorou bastante neste final de ano. Após o excelente Roccamora Negroamaro 2011, no mês passado, agora em novembro trouxe para o Brasil um vinho do Líbano: Oumsiyat Jaspe 2010.

O vinho no Líbano

A região que hoje compreende o Líbano foi uma das primeiras áreas vinícolas do mundo, havendo evidências da produção pelos fenícios (desde pelo menos 3000 AC). A dominação otomana determinou o declínio da cultura vinícola, já que não permitia o consumo de bebidas alcoólicas.

O renascimento da cultura do vinho no país aconteceu a partir da segunda metade do século XIX, com a atuação de jesuítas, sendo posteriormente reforçado pelo domínio francês na área, no período entre-guerras. As principais variedades cultivadas são as francesas, tanto as 'internacionais' Cabernet Sauvignon e Merlot, quanto as variedades do Rhône e Provence (Syrah, Cinsault, Carignan, Grenache, etc.). Os 15 anos de guerra civil no país entre 1975 e 1990 impediram o avanço da indústria, mas hoje, com relativa paz, a produção de vinho volta a florescer. Atualmente, o país possui um total de 2000ha plantados, divididos entre 40 produtores[*].

6 de setembro de 2014

Salada de arroz vermelho e tomates em três cores

Eu e Thais valorizamos a diversidade de variedades para um mesmo alimento: diferentes variedades de arroz, de feijão, de tomate, de bananas, até de uvas. Apoiamos os argumentos do movimento slow food, que essa diversidade é mais saudável e mais sustentável.

E o almoço de hoje foi inspirado nessa premissa. Thais encontrou no mercado duas variedades de tomates diferentes, que não encontramos com freqüência: uma amarela e uma marrom. Ela aproveitou a oportunidade, e comprou também arroz integral vermelho, para fazer uma salada diferente. A salada levou arroz, cenoura e vagem cozidos, 3 variedades de tomates diferentes, nozes picadas e queijo parmesão ralado.

17 de julho de 2014

Sobre vinhos na Provence: Château Simone, o ícone de Palette

(...e um rosé maturado em tonéis, com 9 anos de idade)


Quem conhece a Apelação de Origem Protegida de Palette, conhece o Château Simone. É um ícone: o maior produtor, e de maior reputação. Inquestionável, reverenciado por todos que provaram seus vinhos. Por isso, em visita à região, eu não poderia deixar de visitá-los.

Foto cedida sob licença da Commons Wikimedia

7 de julho de 2014

Sobre vinhos na Provence: La Guilde des Vignerons


Nos últimos dias de viagem, ficamos hospedados na pequena cidade de Le Thoronet, no centro da região de Var, um pouco ao norte de Saint-Tropez. A cidade fica a menos de 50Km do mar, no entanto separada dele pelo maciço dos Mouros. Essa larga cadeia de montanhas garante um clima de serra na cidade. Em pleno verão, o sol nasce cedo, mas o clima se mantém fresco até para lá das 10:00 das manhã. Com sol contínuo durante todo o dia, a temperatura sobe e se torna quente, por volta dos 27ºC, até que após as 18:00, muito antes do sol se pôr, a temperatura baixa novamente, garantindo uma noite fresca, se não fria.

3 de julho de 2014

Sobre vinhos na Provence: Château de Crémat Rouge 2010

Hospedados em um apartamento alugado em Aix-en-Provence, temos a oportunidade de fazer algumas refeições em casa, o que além de ser mais barato do que só comer em restaurantes, permite explorar os mercados e supermercados do lugar, o que permite uma imersão maior na cultura local.

Na última ida ao mercado, encontramos uma peça de filet suculenta, enrolada com uma grande tira de bacon, e amarrada com barbantes. Obviamente, levamos. Em casa, fizemos alguns furos para inserir dentes de alho, e deixamos marinando em sal com vinho tinto, por um dia. Na noite do dia seguinte, tiramos da marinada, selamos a carne em uma frigideira, e depois colocamos para assar, com a peça toda envolta em papel alumínio. Após o tempo de cozimento, tiramos o papel para dourar a peça. O resultado foi essa belezinha abaixo.


Uma bela peça de carne como essa é um boa oportunidade para tomarmos um tinto, para variar. Por isso, eu abri o Château de Crémat Rouge 2010. Eu tinha comprado a garrafa no próprio Château de Crémat, quando o visitei, no início da viagem. Um vinho diferenciado como esses, qual ocasião melhor para tomá-lo do que tomar com as pessoas mais importantes da vida, como seus pais e sua esposa? Melhor ainda saber que minha mãe, que não gosta muito de tintos, tinha aprovado este (na ocasião da visita ao produtor), então era a escolha perfeita.

É um vinho muito gostoso, de produção limitada, feito com uma variedade de uva rara (a Folle Noire), proveniente de colheita manual. Para o pessoal do sul da Provence (ou pelo menos para a funcionária do Château) é um vinho encorpado, potente. Bem, eles não estão acostumados com os argentinos e chilenos. Para mim, este é um vinho leve (no máximo, corpo médio) mas nem por isso, ruim. Aliás, com o calor do verão, até melhor que seja um pouco mais leve, mesmo. Os taninos são macios, e a acidez predomina, junto de aromas frutados, com um pequeno toque de especiarias por causa do estágio em madeira. Caiu muito bem com a carne, com a noite com cara de fim de tarde, e agradou a todos.


30 de junho de 2014

Sobre vinhos na Provence: Château Henri Bonnaud, Palette


Saí do Château Grand Boise em direção à localidade de Palette, localizada a apenas 4 Km da cidade de Aix-en-Provence. No caminho, sempre vendo a montanha de Sainte-Victoire à minha direita, resolvi dirigir em direção a ela, para vê-la mais de perto. Entrei por uma estradinha que só comportava um carro, em meio à Résèrve Naturelle de la Sainte-Victoire. Tão perto assim, um platô a meia altura não permitia visualizar a montanha em sua totalidade, mas é uma bela paisagem, mesmo assim. No final desta estrada, saí da reserva, e caí em uma estrada de acesso a propriedades rurais, só um pouquinho mais larga que a anterior. Escolhi seguir para a direita, e no primeiro cruzamento, vejo uma placa indicando "Henri Bonnaud A.O.P. Palette". Virei então, à esquerda, na direção indicada pela placa.

Sobre vinhos na Provence: o vin cuit

Eu tomei conhecimento sobre a existência do Château Grand Boise graças ao vin cuit. É um produto típico da Provence, porém muito pouco conhecido, e eu pretendia descobrir mais sobre ele. O site do Château foi um dos primeiros que encontrei, e tinha uma explicação bem didática a respeito do produto. Por isso, estava na minha lista de propriedades a visitar. Contei em outro texto como foi a visita ao Château, mas ficou faltando falar dele, do vinho que me fez ir até lá.

Portão de entrada do Château Grand Boise

Sobre vinhos na Provence: Sainte-Victoire, e o Château Grand Boise


Avistado da sacada do nosso apartamento no oeste de Aix-en-Provence, a Sainte-Victoire, do lado contrário da cidade, parece mesmo uma montanha, com o formato dos quadros de Cézanne. Mas avistado a partir do vale que se forma ao sul, ela se mostra como um largo maciço que domina a paisagem, e determina a tipicidade dos vinhos de Côtes de Provence - Sainte Victoire.

28 de junho de 2014

Sobre vinhos na Provence: Les Baux de Provence

Saindo da auto-estrada que liga Aix a Avignon, seguimos uma estrada local em direção à bela Saint-Rémy de Provence. No caminho avistamos placas que indicavam o Domaine des Terres Blanches. Saímos, então, da estrada local, seguindo em direção ao sul, até os pés dos Alpilles, a pequena cadeia de montanhas que domina a região. Passamos por uma rota entre as vinhas, sempre com as montanhas ao fundo, até chegar à sede comercial do domaine, onde fomos recebidos pelo Diego, o simpático cachorro da propriedade.

Vinhedos do Domaine des Terres Blanches, aos pés dos Alpilles

A cave fica aberta 7 dias por semana. Dentro dela, o atendente Philippe, esperava por clientes. Entramos para uma degustação gratuita dos vinhos, branco, rosé e tintos, produzidos pelo domaine.

O Domaine des Terres Blanches...

... fica localizado na região demarcada Les Baux de Provence, com 38ha de vinhas, que se estendem dos pés dos Alpilles em direção ao norte, plantados em planície. Ele foi criado em 1968, e o fundador da propriedade foi o responsável pela criação da AOP Les Baux de Provence. Hoje pertence a outro proprietário, mas continua sendo uma empresa familiar.

Desde a fundação, a produção segue o cultivo orgânico, o que é simplificado pela ação do vento Mistral na região. Se em toda a região, o vento exerce muita influência, ela é ainda mais forte na propriedade, que ao norte dos Alpilles, não possui nenhuma cadeia montanhosa que possa atenuar a força do vento. Por isso, as vinhas mais novas precisam ser presas por uma estaca, a fim de impedir que o vento as arranque do solo. Hoje em dia a cultura possui certificação orgânica "bio-ativa", que implica em preservar os micro-organismos do solo, na medida em que eles criam um equilíbrio com as plantas, ajudando a que se mantenham naturalmente resistentes a eventuais doenças.

27 de junho de 2014

Sobre vinhos na Provence: daube provençale

(E os vinhos de Bandol)


Alojados em um apartamento confortável em Aix-en-Provence, com uma cozinha completamente equipada, resolvemos cozinhar um prato típico da Provence. O escolhido foi a Daube Provençale, um guisado de carne marinada em vinho tinto.

Fui ao supermercado comprar a carne para a preparação do prato. Para facilitar, perguntei especificamente ao açougueiro qual era a melhor carne para preparar a Daube, e ele me indicou a poitrine, a mais barata (poitrine significa peito, então, suponho que seja equivalente a maçã do peito). No entanto, mais do que indicar a carne, ele se assegurou de que eu faria o prato corretamente. "Quando você pretende preparar?". "Amanhã está bom, pois tem que deixar marinando." "Você tem a receita?" "As receitas na Internet nem sempre são muito corretas." E me explicou grosso modo como ele prepara em casa.

26 de junho de 2014

Sobre vinhos na Provence: Coteaux de Pierrevert

Partindo do belo lago de Sainte-Croix, e das fabulosas Gorges du Verdon, seguimos na direção oeste, passando pela estrada de Valensole, e os multisensoriais campos de lavanda. Culturalmente, não podemos nos sentir mais no centro da Provence. A estrada terminou em Manosque, onde acaba todo o romantismo da região. É um centro comercial importante, mais sem um charme evidente para o turismo. E todo este trajeto está contido dentro da área delimitada do Coteaux de Pierrevert, a denominação de origem de menor expressão da Provence, cujos vinhos tem uma ligeira crise de identidade.

Próximo à cidade de Manosque, fica a pequena vila de Pierrevert, que dá nome à AOP. Também não é uma cidade de charme evidente. Minúscula, muito tranquila, com um centro antigo que não deve ter visto uma obra de restauração neste século, não recebe muitos turistas. Melhor para os moradores, que podem ir até a adega cooperativa da cidade, comprar seu vinho por galão, quase sem concorrência.

20 de junho de 2014

Sobre vinhos na Provence: Bellet, o vinho de Nice

A oeste da cidade de Nice, na Côte d'Azur, o rio Var desemboca no Mediterrâneo. À sua margem esquerda, nos subúrbios de Nice, existem colinas dotadas de terraços, onde estão plantadas as vinhas que dão origem aos vinhos da apelação de origem Bellet.


Bellet foi a segunda AOC da região da Provence, criada em 1941, muito antes das imensas Côtes de Provence, Coteaux d'Aix-en-Provence e Coteaux Varois en Provence. No entanto, ela definhou nos anos 1970 e 1980, ao ponto de restar apenas dois produtores na região. A partir da década de 1990, houve um renascimento, novos produtores se instalaram nesses terraços, e hoje existem algumas marcas produzidas dentro da área metropolitana de Nice.

23 de abril de 2014

Os irmãos Brun

Esta semana está sendo repleta de eventos de vinhos pelo estado de São Paulo. Mas sem dúvida, o mais importante é a Expovinis. Em sua 18ª edição, é a primeira vez que pude comparecer. Quem já foi em alguma, sabe que é uma feira imensa, e é preciso escolher bem o que quer conhecer, pois é impossível visitar todos os estandes. Entre os meus objetivos estava conhecer os vinhos dos quatro produtores da Provence, que vieram à feira.


Gostei, claro, de todos os vinhos que provei, porém, para mim merece destaque o Château de Brigue. O menor dos quatro produtores, e único que não possui importador no Brasil, é propriedade de quatro irmãos, em que cada um possui uma responsabilidade. Cabe ao irmão Olivier Brun a divulgação e comércio, e portanto, veio representar a empresa na feira. O principal produto, claro, são os rosés, mas ele trouxe quase todo o seu portefólio, incluindo brancos, rosés, um espumante e um vinho de sobremesa.