19 de outubro de 2014

Rhein Extra Brut Rosé


Antes de mais nada, vamos esclarecer um possível mal-entendido que possa ser causado pelo nome deste espumante: ele não é extra-brut. Seu nome é Rhein Extra, e ele é classificado como Brut, o que implica que possui até 15g/L de açúcar. Ou seja, ele tem uma sensação seca equilibrada, sem ser extremamente seco.

18 de outubro de 2014

Pale Cream Sherry


Para um espanhol, Jerez que se preza, só seco. E não é só o espanhol. Os críticos de vinho veneram os estilos secos - do Fino ao Oloroso - e os super doces PX (o que considero uma incoerência), mas menosprezam as categorias de doçura intermediárias (os chamados generosos de licor). Acho uma injustiça. Vinho doce não significa vinho ruim. E os Cream Sherries costumam apresentar os mesmos aromas característicos de seus equivalentes secos, porém são mais amigáveis à boca, sendo menos estranhos a quem os prova pela primeira vez.

Eu bem me lembro da estranheza que foi provar meus primeiros Jerez, licorosos e secos, que ao mesmo tempo me encantavam com aromas cativantes, mas que na boca pareciam desequilibrados. Foi preciso provar algumas vezes, para entender que o equilíbrio de um Jerez é diferente do de outros vinhos. A acidez é normalmente mais baixa, o teor alcoólico é mais alto, e não há doçura para balanceá-lo.

Essa é a vantagem dos generosos de licor. Eles têm aromas similares aos seus equivalentes secos, mas com uma doçura que os deixam menos estranhos para quem os prova pela primeira vez. Eles são mais populares na Inglaterra - onde seus fiéis consumidores estão alheios à opinião dos críticos - e por isso são mais conhecidos como Cream Sherries.

Este da foto acima é um Pale Cream Sherry, produzido pela Emílio Lustau, e engarrafado especialmente para a rede de hipermercados Waitrose, da Inglaterra. Pale Cream é um Fino adoçado; e neste caso, utiliza-se um produto chamado de mosto retificado, que consiste basicamente de água e açúcar proveniente da uva. Diversos vinhos semi-secos são adoçados com mosto retificado.

O uso do mosto retificado garante que ele tenha a cor típica de um Fino, amarelo-palha de baixa intensidade. O nariz também é equivalente, com notas evidentes de leveduras, maçã vermelha, e um leve amendoado. A diferença está na boca, mais macia, em que o leve teor de açúcar equilibra o álcool (17,5%). Tem uma sensação levemente untuosa, acidez discreta mas suficiente, e final longo. É muito fácil ser cativado de imediato; é um ótimo vinho para ficar bebericando devagarinho após uma refeição, ou acompanhando uma torta de frutas pouco doce.

15 de outubro de 2014

Vinhos da Azienda Agricola Livon, Friuli

No final do mês passado, em função da degustação de vinhos laranjas na ABS, falamos da região de Collio, uma pequena DOC na fronteira com a Eslovênia. Nesta região, Josko Gravner faz os seus vinhos laranjas, que são a referência neste estilo. Mas a região já tinha grande reputação com seus vinhos brancos, muito antes dos vinhos laranjas de Gravner.

Coincidentemente, esta semana, a loja Excelência Vinhos - junto com o importador Mercovino - realizou uma degustação de vinhos com produtos da Azienda Agricola Livon, cuja sede se localiza nesta mesma região. Foi uma grande oportunidade de conhecer mais os vinhos da região, e comprovar a qualidade de seus brancos. A degustação foi um evento descontraído, um coquetel sem formalidades - como ocorre de praxe na loja - e contou com a presença do representante comercial da vinícola, Maurizio Dalmasson. Foram degustados 8 vinhos, sendo 6 brancos, já que é o principal produto do Friuli.

12 de outubro de 2014

Ho fun de frutos do mar com um rosé da Bulgária


Domingo de calor avassalador, nem sinal de chuva. E tem gente que ainda duvida do aquecimento global. Com este calor, nada melhor que uma refeição refrescante. Por isso, o almoço foi um prato com influência do sudeste asiático, harmonizado com um delicioso rosé da Bulgária. Thais preparou um macarrão de arroz (ho fun) com frutos do mar, cogumelos e cenoura amarela, temperados com alho, gengibre, pimenta e ervas: um prato ao mesmo tempo apimentado e refrescante, com ótimo equilíbrio entre a pimenta e as ervas.

7 de outubro de 2014

Vinhos laranjas: os vinhos de Josko Gravner

Estes vinhos foram degustados no evento Vinhos Laranjas da ABS Campinas (clique aqui para conhecer mais sobre o que são os vinhos laranjas).

Alves de Souza Reserva Pessoal 2005

Este vinho foi apresentado pela importadora Decanter como um vinho laranja, no evento Vinhos Laranjas da ABS Campinas (clique aqui para conhecer mais sobre o que são os vinhos laranjas).

Vinhos laranjas: Dettori Renosu Bianco IGT Romangia

Este vinho foi degustado no evento Vinhos Laranjas da ABS Campinas (clique aqui para conhecer mais sobre o que são os vinhos laranjas).

Vinhos laranjas: De Martino Muscat Viejas Tinajas 2013

Este vinho foi degustado no evento Vinhos Laranjas da ABS Campinas (clique aqui para conhecer mais sobre o que são os vinhos laranjas).

3 de outubro de 2014

Principele R 2011


Hoje foi dia de tomar outro vinho romeno. Mas não um qualquer, e sim, um vinho de sangue nobre. O Principele R 2011 foi produzido pela Cramele Halewood (a mesma empresa que fez o Prahova Valley). Ela é fornecedora oficial dos vinhos da família real romena. Mais do que isto, de acordo com a empresa, este vinho foi produzido sob supervisão do Príncipe Radu, para ser o vinho oficial da Casa Real Romena. Foram produzidas apenas 4000 garrafas. E apesar da exclusividade (a safra de 2011 se esgotou no produtor), a Winelands trouxe algumas garrafas ao Brasil.