24 de março de 2017

Quando um Tawny antigo estraga

Ou a importância da data de engarrafamento nesses vinhos



Há um mês, escrevi a respeito de um Porto Colheita, bem antigo. Entre outras características, comentei que são vinhos que envelhecem por muitos anos em tonéis nos produtores, mas depois de engarrafados, não evoluem em garrafa, e não devem ser guardados por muito tempo. E exatamente por isso, a data de engarrafamento, que deve contar obrigatoriamente no contra-rótulo, é tão importante. E coincidentemente, tive um exemplo prático disso, outro dia.

20 de março de 2017

Curry de camarões pede um vinho aromático


De um ano para cá, eu e Thais temos nos deleitado com freqüência em distintas preparações de curry: verde, amarelo ou vermelho, com frango, peixe ou frutos do mar. Se não é no nosso restaurante favorito - o Tomyam - ela prepara em casa, como o do último fim de semana: curry verde de camarões graúdos, com cogumelos shitake grelhados, e o curry preparado com leite de coco, a pasta de curry, bastante gengibre, e muito coentro - tanto picado no molho, quanto salpicado por cima, no prato.

18 de março de 2017

Revisitando o Banyuls de M. Chapoutier

É incrível como a nossa impressão sobre um vinho pode mudar tanto em safras e ocasiões diferentes. Há um par de anos, provamos em minha confraria o Banyuls 2009 de M. Chapoutier. Na ocasião, achamos com unanimidade se tratar de um vinho extremamente enjoativo, muito doce, deficiente em acidez, e com aroma forte de jabuticabas. Fortemente rejeitado, foi escolhido o pior da noite.

15 de março de 2017

Sonoma de volta, com vinhos da Sardenha

Lembra do site Sonoma? Eu cheguei a comprar alguns vinhos deles, até que em 23 de abril do ano passado, recebi um email anunciando que estavam fechando as operações.

E em janeiro deste ano, recebi com surpresa uma oferta, anunciando que estavam de volta. O vinho do anúncio não me interessou, mas resolvi entrar no site para ver o que tinham no portfólio, e quando vi um Vermentino di Gallura; não resisti, e fiz uma compra.

12 de março de 2017

Fiano di Avellino

No último texto, comentei sobre um vinho de Taurasi, provavelmente a DOCG de maior reputação do sul da Itália. Ela se localiza na Campania, mais precisamente na província de Avellino. Mas a reputação vinícola dessa província interiorana encravada nos montes Apeninos não se limita aos tintos. Ela também possui brancos dignos de nota. Uma área delimitada ao redor da capital - que também se chama Avellino - recebe a DOCG Fiano di Avellino.

7 de março de 2017

Taurasi, a estrela do sul da Itália

Talvez você ainda não tenha provado, nem mesmo ouvido falar da Aglianico. Mas apesar de relativamente pouco conhecida, ela é tida por especialistas como a principal variedade de uva do sul da Itália. Mais ainda, é considerada uma das três mais nobres variedades daquele país, ao lado da Nebbiolo - responsável pelos Barolos e Barbarescos - e da Sangiovese - que dá origem ao Brunello di Montaltino.

Devido à sua grande intensidade de acidez e taninos, ela costuma resultar em vinhos com grande estrutura e potencial de envelhecimento. De maturação muito tardia, seu cultivo é restrito à Campania e ao norte da Basilicata, regiões ao sul da Itália, de clima mediterrâneo com médias de temperatura mais elevadas do que o norte do país. Seu terroir ideal são áreas montanhosas, com altitudes médias de aproximadamente 400 metros, em solos de origem vulcânica, sobre a cadeia de montanha dos Apeninos Meridionais, que dominam o interior dessas duas regiões. A Aglianico encontra essas condições especiais em três territórios diferentes, que recebem status DOCG, devido à reputação de seus vinhos.

3 de março de 2017

Perle de Vigne

Mais um espumante em promoção que comprei na Wine.com.br, no final do ano passado: Perle de Vigne, um Crémant de Bourgogne Grande Reserve produzido pela Maison Louis Bouillot.