Depois da boa experiência com o ossobuco do Gallo Nero, Thais sugeriu o restaurante para um almoço de sábado. No almoço, eles servem o que chamam de "menu degustação", pequenas porções de diversos pratos, servidos um após o outro, e ao final, podemos repetir o que quisermos.
Após um couvert e uma salada também incluídos no preço, o cardápio daquele sábado continha: penne ao molho de gorgonzola; gnocchi recheado e gratinado, ao molho rosé; bisteca suína reduzida em seu molho acompanhado de canjiquinha com agrião; e cartoccio (papelote) de salmão acompanhado de legumes grelhados no azeite.
Como era sábado, resolvi pedir um vinho. Da outra vez, eu já tinha visto na carta do restaurante o Covela Rosé. Por isso, dessa vez nem olhei a carta. Confirmei se tinham, e com ele fui.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
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3 de outubro de 2017
20 de setembro de 2017
Espumante Tinto Bruto Raposeira
Fazia algum tempo que eu queria tomar um bom espumante tinto acompanhando um leitão à Bairrada. Esses espumantes são bem pouco comuns, e parecem um pouco estranhos à primeira vez, devido ao excesso de 'informações táteis' à boca, causados pelos taninos e o gás. Mas se os dois juntos causam certa estranheza quando tomado puro, fazem maravilhas ao lado de pratos muito gordurosos, como o leitão pururucado. E por isso, esse estilo de espumante é bastante apreciado em Portugal.
4 de setembro de 2017
Os Portos de Álvaro van Zeller
Na semana passada, dei um pulinho em BH. Além de visitar a família, aproveitei para participar de uma degustação de vinhos do Porto Maynard's, a convite da Casa Rio Verde / Vinhosite. Mais do que uma degustação de vinhos do Porto de categorias superiores, ela foi conduzida pelo próprio produtor, Álvaro van Zeller.
21 de abril de 2017
#throwback
Quando se trata de Porto, sempre fui mais Tawny - bem envelhecido - com toda sua complexidade e persistência. Os Rubys, achava-os enjoativos, pouco frescos... porque ainda não havia tomado um que se prezasse. Até que tomei meu primeiro Vintage.
24 de março de 2017
Quando um Tawny antigo estraga
Ou a importância da data de engarrafamento nesses vinhos
Há um mês, escrevi a respeito de um Porto Colheita, bem antigo. Entre outras características, comentei que são vinhos que envelhecem por muitos anos em tonéis nos produtores, mas depois de engarrafados, não evoluem em garrafa, e não devem ser guardados por muito tempo. E exatamente por isso, a data de engarrafamento, que deve constar obrigatoriamente no contra-rótulo, é tão importante. E coincidentemente, pouco tempo depois, tive um exemplo prático disso, outro dia.
19 de fevereiro de 2017
Dalva Porto Colheita 1977
De minha última viagem a Portugal, trouxe algumas preciosidades na mala: e uma das maiores, foi o Dalva Porto Colheita 1977, produzido pela empresa C. da Silva. Além de ter obtido um preço bem legal, a marca Dalva tem alta reputação, e qualidade que eu mesmo já havia tido oportunidade de atestar.
8 de outubro de 2016
Pinha Rosé 2015
Desde o mês passado, passei a fazer parte de mais um clube de vinhos: o Vinhoclube, que pertence à Casa Rio Verde, uma importadora e loja de vinhos de Belo Horizonte. Desde que tomei conhecimento deles, eu fiquei acompanhando, e me chamou a atenção a modalidade Summer, que oferece exclusivamente brancos e rosés. Portanto, não poderia deixar de ser essa a modalidade que eu escolhi.
14 de março de 2016
De volta ao Capril do Bosque
Depois que fui pela primeira vez ao Capril do Bosque, no ano passado, fiquei com vontade de realizar uma degustação de seus queijos e alguns vinhos com o pessoal da Nossa Confraria. Eu e Thais planejamos esta degustação para este mês de março. Marcamos de ir ao capril novamente uma semana antes, buscarmos os queijos e almoçarmos novamente no bistrô. Mas tanto elogiamos o almoço, que alguns confrades quiseram nos acompanhar. Melhor dizendo, todos queriam ir, mas alguns infelizmente não conseguiram conciliar suas agendas.
Contratamos um transfer, que nos levou num domingo chuvoso até Joanópolis. Chegamos pouco antes do meio-dia, um pouco adiantados para a nossa reserva. Desta vez, a Sra. Heloisa não estava presente, pois havia viajado junto de seus queijos para apresentá-los em uma prova internacional, nos Estados Unidos. Mas sua equipe nos atendeu muito bem.
Contratamos um transfer, que nos levou num domingo chuvoso até Joanópolis. Chegamos pouco antes do meio-dia, um pouco adiantados para a nossa reserva. Desta vez, a Sra. Heloisa não estava presente, pois havia viajado junto de seus queijos para apresentá-los em uma prova internacional, nos Estados Unidos. Mas sua equipe nos atendeu muito bem.
6 de março de 2016
Terras Altas Dão 1992
O que esperar de uma garrafa de Terras Altas Dão 1992, um vinho de entrada produzido pela José Maria da Fonseca, que custa míseros R$35 no supermercado, e que o próprio site do produtor recomenda que agüenta ser guardado por no máximo 5 anos após engarrafamento? Um amigo meu achou uma garrafa dessas, e chamou uns amigos para provarmos, e vermos se ainda prestava.
21 de abril de 2015
Portugal esteve em Campinas
... e estará na Expovinis
Neste último 20 de abril, Portugal esteve presente em Campinas, trazido pela CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal - e pela Essência do Vinho, em duas ações voltadas ao trade, para apresentação de novos produtos. Durante o dia, houve uma feira com degustação livre no Hotel Vitória, além de duas degustações comentadas pelo crítico de vinhos Rui Falcão, e à noite, um jantar harmonizado no restaurante Pobre Juan, com a presença dos produtores.
Os eventos contaram com 14 produtores, alguns já bem conhecidos, como a Gran Cruz (Porto Cruz), a Sogevinus (detentora das marcas de vinho do Porto Kopke, Burmester, Cálem e Barros), a Companhia das Quintas, e outros bem menos conhecidos, mas com produtos muito interessantes. Todos estarão na Expovinis, a partir de amanhã, e quem gosta de vinhos portugueses, recomendo fortemente uma visita ao stand da CAP, para conhecê-los.
1 de abril de 2015
Um Tawny 20 anos, pêssegos, figos e calda de caramelo
Depois de um belo steak de alcatra com molho de limão siciliano de almoço (clique aqui para ler a respeito), veio a sobremesa: pêssegos e figos grelhados, com calda de caramelo, feita em casa, do zero. Tão logo terminamos o almoço, Thais colocou o pêssego e figos cortados na metade, para grelhar, com um pouquinho de manteiga. Daí ela jogou a calda que já tinha feito antes do almoço, e estava pronta um sobremesa saudável e muito saborosa!
Para o preparo do caramelo, ela começou colocando uma colher de sopa de manteiga na panela. Ao começar a derreter, sem deixar queimar a manteiga, ela jogou 3/4 de xícara de açúcar mascavo. Esperou o açúcar derreter todo, mexendo um pouquinho de vez em quando. Quando estava todo derretido, ela foi adicionando leite, aos poucos, no olho, para obter a consistência desejada. O resultado foi essa delícia, que pode ser vista na foto.
Para o preparo do caramelo, ela começou colocando uma colher de sopa de manteiga na panela. Ao começar a derreter, sem deixar queimar a manteiga, ela jogou 3/4 de xícara de açúcar mascavo. Esperou o açúcar derreter todo, mexendo um pouquinho de vez em quando. Quando estava todo derretido, ela foi adicionando leite, aos poucos, no olho, para obter a consistência desejada. O resultado foi essa delícia, que pode ser vista na foto.
22 de março de 2015
Um Porto de 1958... e outro de 1858
Pois, pois, minha viagem a Portugal não se encerrou com a Simplesmente Vinho; ainda deu tempo de pegar o comboio até Régua, visitar a Coimbra de Mattos. Peguei a Linha do Douro, que sai da estação de Campanhã no Porto, e segue às margens do rio Douro, até o Douro Superior (até há não muito tempo seguia até a Espanha, como vimos na Quinta de Castelo Melhor).
12 de março de 2015
Essência do Vinho - Porto 2015
Texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal
Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.Os últimos dois dias de nossa programação em Portugal estavam reservados para a participação na feira Essência do Vinho - Porto, no belo Palácio da Bolsa, na cidade do Porto. A feira é organizada pela Essência do Vinho, agência de organização de eventos enogastronômicos, que além da feira, publica a Revista Wine - Essência do Vinho, e organiza os cursos de Formação de Vinhos Portugueses no Brasil. Por falar nisso, as datas dos cursos em 2015 já foram divulgadas, e as inscrições já estão abertas. Quem sabe você não estará entre os próximos convidados de Portugal, no ano que vem?
11 de março de 2015
Porto Dalva Golden White Colheita 1963
Texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal
Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.Como convidados da ViniPortugal e da Essência do Vinho, nosso primeiro compromisso na feira foi exatamente o almoço oficial de abertura. O almoço ocorreu na sede do IVDP - Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, que vem a ser o prédio ao lado do Palácio da Bolsa, no Porto.
10 de março de 2015
Paço do Conde no DOP
Texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal
Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.A viagem pelo norte de Portugal foi curta e intensa, e depois da três dias, entre Minho, Douro e Beira Interior, retornamos ao Porto. A programação da noite foi um jantar hamonizado com vinhos alentejanos da Herdade Paço do Conde, no restaurante DOP, um restaurante de decoração sofisticada-minimalista - sóbria, cheia de ângulos retos e sem muitas firulas - mas localizado em um prédio antigo em pleno centro histórico do Porto.
9 de março de 2015
Quinta de Castelo Melhor
Texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal
Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.Após uma noite gelada e chuvosa na Hospedaria do Convento, em Figueira de Castelo Rodrigo, seguimos para a Quinta de Castelo Melhor, às margens do rio Douro, sede do projeto Duorum.
8 de março de 2015
As vinhas mais altas de Portugal
Texto da série: Descobrindo e Provando Portugal com a ViniPortugal
Este relato trata da minha visita a Portugal como convidado da Vinhos de Portugal. Caso ainda não tenha lido, leia o prólogo.Depois de almoçarmos na Quinta dos Termos, visitamos outra propriedade na Beira Interior: a Quinta do Cardo.
20 de maio de 2014
Evidência 2007
Como a aeração no vinho certo pode transformá-lo
Ele já tem 7 anos de idade, por isso achei estranho a Winelands dizer que apresentava reflexos violáceos, e continha aromas florais (sinais de juventude). Ainda mais dizer que ele não necessitava de aeração. Bem, confiei, abri o vinho e me servi. A cor dele já tinha nítidas nuances de tijolo, e veio um cheiro forte de AAS (ácido acetilsalicílico, remédio que tomei muito quando criança), que foi um impacto muito negativo. Mas eu provei o vinho, e vi que tinha estrutura de sobra (leia-se acidez e taninos). Sendo assim, o deixei respirando (na garrafa, mesmo) e continuei a refeição.
14 de abril de 2014
Como foi a Formação sobre Vinhos de Portugal nível III
Nesta segunda-feira, aconteceu a Formação de Vinhos de Portugal nível III, no Hotel Vitória, em Campinas. A aula faz parte da campanha da Viniportugal para promoção dos vinhos portugueses, e conta com a participação do crítico de vinhos Rui Falcão. O objetivo da campanha é promover o conhecimento sobre as características e particularidades do vinho português, como forma de divulgação.
Neste curso nível III, Rui Falcão abrangeu todas os os assuntos que já havia falado no nível II. Porém este ano o tempo de curso foi bem maior, com duração de 7 horas, o que lhe permitiu entrar em mais detalhes a respeito de algumas regiões menores, às quais havia mencionado com muito mais brevidade da outra vez.
Sendo assim, falou da densidade de castas nativas, de como todas elas são efetivamente utilizadas, das vinhas misturadas; descreveu as influências climáticas e diversidade de relevo e solos, formando inúmeros micro-climas; mencionou as técnicas tradicionais de vinificação, como pisa a pé em lagares, e a tecnologia desenvolvida em Portugal de robôs que realizam a pisa; também citou a fermentação em ânforas de barro (lá, se diz talhas), que hoje se populariza no mundo, mas que em Portugal, há uns poucos produtores que sempre fizeram o vinho desta forma; comentou sobre os benefícios em se fazer vinhos em corte... enfim tudo que faz os vinhos portugueses se distinguirem do restante do mundo.
Após a introdução, veio a descrição das diversas regiões vinícolas do país, e junto, como não poderia deixar de ser, a degustação dos vinhos, de algumas delas. Como foram muitos, selecionei os que mais me agradaram, e os descrevo a seguir.
Neste curso nível III, Rui Falcão abrangeu todas os os assuntos que já havia falado no nível II. Porém este ano o tempo de curso foi bem maior, com duração de 7 horas, o que lhe permitiu entrar em mais detalhes a respeito de algumas regiões menores, às quais havia mencionado com muito mais brevidade da outra vez.
Sendo assim, falou da densidade de castas nativas, de como todas elas são efetivamente utilizadas, das vinhas misturadas; descreveu as influências climáticas e diversidade de relevo e solos, formando inúmeros micro-climas; mencionou as técnicas tradicionais de vinificação, como pisa a pé em lagares, e a tecnologia desenvolvida em Portugal de robôs que realizam a pisa; também citou a fermentação em ânforas de barro (lá, se diz talhas), que hoje se populariza no mundo, mas que em Portugal, há uns poucos produtores que sempre fizeram o vinho desta forma; comentou sobre os benefícios em se fazer vinhos em corte... enfim tudo que faz os vinhos portugueses se distinguirem do restante do mundo.
Após a introdução, veio a descrição das diversas regiões vinícolas do país, e junto, como não poderia deixar de ser, a degustação dos vinhos, de algumas delas. Como foram muitos, selecionei os que mais me agradaram, e os descrevo a seguir.
15 de fevereiro de 2014
Terras do Demo Cinquentenário
Este vinho é produzido pela Cooperativa Agrícola do Távora, da região do Távora-Varosa. Já comentei sobre um de seus espumantes, o Terras do Demo Brut Rosé.
Em 2005, a cooperativa fez 50 anos, e para marcar a data, lançou este vinho de edição limitada: Terras do Demo Cinquentenário. Ele foi feito com uvas colhidas em 2003, de vinhas velhas, com idade média de 40 anos, cultivadas sem fertilizantes ou pesticidas industriais, e colhidas à mão. Após vinificado, passou 12 meses estagiando em barricas novas, e mais 6 meses em garrafa, antes de ser lançado.
Em 2005, a cooperativa fez 50 anos, e para marcar a data, lançou este vinho de edição limitada: Terras do Demo Cinquentenário. Ele foi feito com uvas colhidas em 2003, de vinhas velhas, com idade média de 40 anos, cultivadas sem fertilizantes ou pesticidas industriais, e colhidas à mão. Após vinificado, passou 12 meses estagiando em barricas novas, e mais 6 meses em garrafa, antes de ser lançado.
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