29 de junho de 2013

Encontro de Vinhos Campinas 2013:
outros vinhos que chamaram minha atenção

Eu fui ao Encontro de Vinhos com alguns objetivos definidos. Sim, eu verifico os expositores, e se encontro on-line, dou uma olhada em seus catálogos. Como eu andei conhecendo mais sobre vinhos alemães neste último mês, um dos meus objetivos foi conhecer a importadora Weinkeller. Em seguida, apesar de já tê-la conhecido no ano passado, eu voltei a visitar o stand da Chez France, e me surpreendi com a qualidade dos seus espumantes. Meu terceiro objetivo era visitar a IdealDrinks, torcendo que eles trouxessem os vinhos verdes do seu catálogo, e eles os trouxeram.
Fora isso, eu tive algum tempo para passar em outros expositores. Gostei de vários vinhos, mas muitas vezes pareciam mais do mesmo, em outros casos achei que o preço não era condizente. Mas alguns me marcaram, seja pela boa relação custo-benefício, ou por serem diferentes.

Encontro de Vinhos Campinas 2013: Vinhos Verdes longevos

No último Encontro de Vinhos, os Vinhos Verdes tiveram uma aparição discreta, porém digna de nota. Foram apenas 4 rótulos, trazidos pela IdealDrinks, importadora que faz parte de um grupo português que, não por acaso, é dono das marcas apresentadas na feira.

Foram dois Alvarinhos da Quinta da Pedra, propriedade localizada na sub-região de Monção e Melgaço - onde a Alvarinho é a principal qualidade de uva. E os outros dois, da marca Paço de Palmeira, utilizam exclusivamente a casta Loureiro.

Só para contextualizar quem ainda não conhece, Vinho Verde é de fato apenas uma Denominação de Origem dentre as várias de Portugal. Esta Denominação abrange a região do Minho, ao norte do país. O estilo desses vinhos, em 99% dos casos, reflete a tradição da região: acidez acima da média, freqüentemente, mas não sempre, associada a um teor de açúcar residual razoavelmente maior para equilibrá-la; níveis de álcool menores (11% ou menos); e a agulha, uma pequena quantidade de gás carbônico, que ajuda o vinho a ficar ainda mais refrescante.

Eles são normalmente feitos para serem bebidos jovens. Uma freqüente exceção são os vinhos feitos de Alvarinho, que só recebem a DOC se forem produzidos na sub-região de Monção e Melgaço. Neste caso, os níveis de álcool mínimos exigidos são maiores, e são mais secos.

Porém, o que distingue os vinhos trazidos pela IdealDrinks são o fato de não corresponderem aos 99% dos Vinhos Verdes. Mesmo os dois feitos com Loureiro têm 12,0% ou mais de álcool, não têm agulha, são completamente secos, e têm expectativa de 8 anos ou mais de longevidade. Além disso, um deles descansou sobre as borras, e outro passou por carvalho.

Encontro de Vinhos Campinas 2013: Chez France


Na primeira edição do Encontro de Vinhos Campinas, eu conheci a Chez France, especializada em vinhos de toda a França. Assim como no ano passado, Guillaume, francês e consultor da importadora, veio representá-la no evento. Conversamos sobre o vinho da uva Aligoté, que havia provado no ano passado. Aligoté é uma uva pouco valorizada, sempre à sombra da irmã Chardonnay, porém pode gerar vinhos excelentes, normalmente com preços mais baixos. O estoque deles atual acabou, mas a próxima carga já está no porto, segundo me falou, e estará disponível em um mês, se não houverem greves no porto, e eles conseguirem escoar a fila de mercadorias (olha o Custo-Brasil). Espero ansiosamente.

Encontro de Vinhos Campinas 2013: Weinkeller

A segunda edição do Encontro de Vinhos em Campinas ocorreu neste sábado, e contou com diversos produtores e importadores, que dispuseram à degustação centenas de vinhos, de todos os tipos. E a julgar pela quantidade de pessoas que saiu com caixas de vinho debaixo dos braços, foi um ótimo negócio para todos. Diversos expositores aproveitaram a chance para vender diretamente aos consumidores, às vezes oferecendo descontos substanciais.

Um dos expositores que eu mais queria conhecer era a importadora Weinkeller. Recentemente, andei aprendendo e bebendo mais sobre vinhos alemães, principalmente sobre a sua estrela: a uva Riesling. E como gostei do que provei, só fiquei mais curioso e com mais vontade de conhecer mais.

23 de junho de 2013

Sociedade da Mesa - 1º semestre 2013

No início do ano, postei minhas impressões sobre vinhos da Sociedade da Mesa, fazendo um balanço do que havia recebido do clube até então. Passados mais 6 meses, e já que estou avaliando dois clubes, achei interessante publicar logo sobre os vinhos deste primeiro semestre, analisando a qualidade daqueles que optei por receber.

16 de junho de 2013

Poule campagnarde au vin

Sabe esses dias em que você não quer saber de beber? Bom, eu, pelo menos, tenho desses dias. E foi justo no dia que a chef Thais resolveu fazer um coq au vin: um prato francês altamente elaborado, que tem tudo a ver com vinho. Primeiro, porque é preparado usando vinho, e em segundo, porque é a harmonização mais clássica para vinhos tintos da Borgonha. Mas, neste fim de semana, o vinho foi todo na comida.

Não precisamos utilizar nossos melhores vinhos para cozinhar, mas também não podemos usar um vinho ruim, imbebível, pois estragaria o prato. Como participo de clubes de vinhos, nem todos os que recebo me agradam tanto assim. Estes, costumo destinar a outros fins, como foi neste caso. O vinho Menciño veio pela Sociedade da Mesa. Um vinho simples, sem muita pretensão, com corpo mediano, sem passagem por madeira. Até dava pra tomar, mas tendo vinhos melhores pra beber, e precisando de um pra cozinhar, este foi selecionado para compor o prato.

9 de junho de 2013

Risoto mineiro

Minha mãe tinha uma receita que estava doida para fazer neste fim de semana. E como a Thais é campeã no preparo de risotos, comandou o preparo. Era um risoto mineiro, com cachaça, linguiça calabresa (pelo menos era pra ser), banana da terra e ora-pro-nobis.

8 de junho de 2013

Muga Rosado e frango ao molho de iogurte e hortelã

No ano passado, trouxe da Espanha uma garrafa do Muga Rosado 2011, que me conquistou primeiro na prateleira pela sua cor elegante, e depois na taça, pela seu sabor persistente e refrescante (leia aqui). Só que infelizmente, depois que provei e gostei, descobri que não conseguia encontrar do vinho aqui no Brasil. A safra 2010 tinha se esgotado, e a 2011 ainda não tinha chegado. Pois finalmente, ela chegou! Comprei duas garrafas na Wine.com.br, por R$55,00 cada. Com a demora com que chegou aqui, o vinho não está mais tão exuberante quanto o que tomei há 9 meses. Mas ainda está muito bom, fresco e saboroso.

5 de junho de 2013

Degustação comparativa de Rieslings


A Riesling é tida pela maioria dos críticos de vinho como a melhor uva branca para se obter vinhos de grande complexidade, estrutura e longevidade, a despeito das famosas Chardonnay e Sauvignon Blanc. No entanto, não é tão popular entre os consumidores, provavelmente por ser de origem alemã, país que carrega a imagem negativa dos Liebfraumilch.

A casta tem grande resistência ao clima frio, sendo por isso tão adaptada às principais regiões vinícolas da Alemanha, às margens do rio Reno. Ela é a principal variedade daquele país, e também na Alsácia, região francesa que fica à margem contrária do mesmo rio. Mas devido à grande estrutura, tem-se obtido bons resultados com ela em regiões mais quentes, notoriamente no novo mundo.

2 de junho de 2013

Vinha do Bispado Reserva 2010


Conheci o Vinha do Bispado Colheita Selecionada 2010, em uma remessa que recebi da Sociedade da Mesa, no ano passado. E no final daquele ano, me deparei com o vinho em promoção, em um supermercado BH, onde fui passar o natal com a família.

Outro dia, sabendo que meus pais viriam me visitar, pedi que procurassem o vinho no supermercado, e me trouxessem umas garrafas. Meu pai me telefonou do mercado, pois estava em dúvida: havia o Colheita Selecionada 2010, por R$29,90; e o Vinha do Bispado Reserva 2010 por R$39,90. Bom, eu conheço só o primeiro, mas traga uma garrafa do Reserva, para eu provar!