Mostrando postagens com marcador Pinot Blanc. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pinot Blanc. Mostrar todas as postagens

25 de novembro de 2018

Zind: um fora-da-lei aos 12 anos

Quando um colega postou no grupo de Whatsapp a oferta do Zind 2006, no site da Sonoma, fiquei tentado. Adoro vinhos evoluídos, e um bom branco de 12 anos - a preço acessível - é bem raro de encontrar. Mas antes de fechar a compra de uma caixa, eu resolvi pesquisar.

O produtor, Domaine Zind-Humbrecht possui grande reputação na Alsácia. A vinícola foi formada a partir da união das famílias Zind e Humbrecht, em 1959, mas ambas possuiam séculos de tradição, produzindo vinhos na Alsácia. Desde 1989, a condução dos negócios está nas mãos de Olivier Humbrecht.

M. Humbrecht adota a filosofia biodinâmica, e desde 1998 eles possuem certificação. Isso implica muito mais trabalho no vinhedo - nada de agrotóxicos, em caso de risco de praga ou fungos, é preciso sanitizar o vinhedo com podas. Na adega, por sua vez, a fermentação ocorre naturalmente, com leveduras indígenas; e isso significa que frequentemente seus vinhos possuem um teor mais alto de açúcar residual. Independente disso, são quase sempre vinhos com longa capacidade de guarda.

26 de maio de 2018

Gustave Lorentz Crémants d'Alsace

No mundo dos espumantes franceses, os Crémants são como uma alternativa aos Champagnes, de espumantes de alta qualidade, só que de custo mais em conta. Há Crémants em diversas regiões da França; todos são produzidos pelo método tradicional, como em Champagne, mas cada um tem sua tipicidade própria, em função da região de origem, e variedades de uva utilizadas.

Os Crémants d'Alsace estão entre os de maior reputação. Produzidos na região da Alsácia, na fronteira com a Alemanha, o clima frio, apenas um pouco mais quente que o de Champagne, torna a região muito adequada a vinhos brancos e espumantes. Os Crémants correspondem a 25% da produção vinícola da Alsácia; e em comparação com todos os espumantes da França, tem o segundo maior volume de vendas, atrás apenas de Champagne.

7 de junho de 2015

#somostodosgirafa



Parabéns a Marcelo Melo e Ivan Dodig, pelo título em Roland Garros. Uma conquista em um Grande Slam, muito merecida, que insistia em tardar, veio coroar estas duas carreiras de sucesso do Tênis de duplas.

Uma conquista desta merece uma celebração, e portanto, abrimos ontem um espumante para comemorar! Em homenagem ao Dodig, o mais brasileiro dos croatas, que forma esta grande dupla com nosso querido Marcelo, escolhi um espumante da Croácia, que acabou de chegar pela Winelands: Poy Premium Brut, produzido pela Podrum Mladina.

O espumante foi feito pelo método tradicional, isto é, com segunda fermentação na garrafa, permanece em contato com as borras por 12 meses. Possui 12% de álcool, e 5,4g/L de açúcar, e Denominação de Origem Controlada Plešivica. Ele já mostra um perfil evoluído, onde a crocância e inquietação dão lugar a aromas complexos, intensos. As notas de levedura, como massa de pão e brioche, além de alguma fruta como abacaxi, dão uma falsa impressão de doçura, que traz um bom equilíbrio ao espumante. E mais importante, sem nenhum amargor, um problema que é comum ocorrer em espumantes quando já apresentam alguma idade.


Bom espumante, agradou a todos, fez jus à conquista da nossa dupla Brasil-Croácia. Um brinde a Dodig e Melo!

17 de fevereiro de 2015

Quercus Beli Pinot 2013


Na fronteira entre a Eslovênia e a Itália, se localiza uma região de grandes vinhos brancos. Do lado italiano, fica a região delimitada de Collio Goriziano (ou apenas Collio DOP), dominada por colinas repletas de terraços plantados com vinhedos, a meio caminho entre a cadeia dos Pré-Alpes e o mar Adriático.

As colinas se estendem até o lado esloveno, formando uma única região vinícola dividida pela fronteira entre os dois países. Do lado esloveno, ela é chamada de Goriška Brda, que se traduz como “colinas de Gorizia”. Dos dois lados da fronteira há o mesmo solo, mesmo clima, enfim, o mesmo terroir, e portanto, o mesmo potencial para produção de grandes vinhos, principalmente os brancos.

5 de abril de 2014

Paleta de porco com molho de abacaxi e pimenta rosa

Hoje teve almoço especial, com uma receita nova: paleta de porco assada com molho de abacaxi e pimenta rosa. E com uma iguaria dessas, tinha que abrir um vinho à altura. Eu tinha um espumante alemão, que já esperava a vez havia uns meses, e concluí que havia chegado a sua hora.

27 de julho de 2013

Wine Weekend 2013 - parte 1

Este foi um fim de semana prolongado de vinhos na cidade de São Paulo. A Feira Wine Weekend, organizada pela Vinho Magazine durou de quinta-feira a domingo, no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera. Eu passei por lá no sábado, para conferir. Gosto muito de ir a essas feiras, pois é uma oportunidade imensa de conhecer dezenas de rótulos, que muitas vezes custam muito mais caro do que o preço do ingresso. E frequentemente, encontro vinhos que me surpreendem.


Diferentemente de outros eventos em que já fui, este parecia muito mais focado na venda. Havia muito mais espaço para os produtores exibirem suas mercadorias; também haviam disponíveis carrinhos de compra, e muita gente enchendo estes carrinhos. Porém, a feira teve um grande defeito, que foi a falta de um fornecedor de água. Em provas de vinho, água é fundamental. Ficou difícil provar rótulo após rótulo, sem água constante para limpar a taça e o paladar. Ficou a cargo dos próprios expositores oferecer água ao público.

Provei espumantes de grande qualidade. Já rosés, nem tanto: procurei especificamente por eles, e somente um se destacou para mim. Também tive azar nos brancos, muito poucos passaram meu crivo. Comento neste texto a respeito desses 3 estilos, e deixo os tintos para o próximo.

20 de julho de 2013

Winelands: vinhos orgânicos

Além de ser o clube de vinhos mais eclético do mercado - oferecendo todos os meses vinhos tintos, brancos, rosés e espumantes - a Winelands também me conquistou pela oferta frequente de vinhos exóticos. Mas existe um outro fator de interesse no clube: com freqüência selecionam vinhos orgânicos e biodinâmicos, o que é uma opção mais saudável, mais sustentável, e ainda assim pode ser de grande qualidade.

29 de junho de 2013

Encontro de Vinhos Campinas 2013: Chez France


Na primeira edição do Encontro de Vinhos Campinas, eu conheci a Chez France, especializada em vinhos de toda a França. Assim como no ano passado, Guillaume, francês e consultor da importadora, veio representá-la no evento. Conversamos sobre o vinho da uva Aligoté, que havia provado no ano passado. Aligoté é uma uva pouco valorizada, sempre à sombra da irmã Chardonnay, porém pode gerar vinhos excelentes, normalmente com preços mais baixos. O estoque deles atual acabou, mas a próxima carga já está no porto, segundo me falou, e estará disponível em um mês, se não houverem greves no porto, e eles conseguirem escoar a fila de mercadorias (olha o Custo-Brasil). Espero ansiosamente.

Encontro de Vinhos Campinas 2013: Weinkeller

A segunda edição do Encontro de Vinhos em Campinas ocorreu neste sábado, e contou com diversos produtores e importadores, que dispuseram à degustação centenas de vinhos, de todos os tipos. E a julgar pela quantidade de pessoas que saiu com caixas de vinho debaixo dos braços, foi um ótimo negócio para todos. Diversos expositores aproveitaram a chance para vender diretamente aos consumidores, às vezes oferecendo descontos substanciais.

Um dos expositores que eu mais queria conhecer era a importadora Weinkeller. Recentemente, andei aprendendo e bebendo mais sobre vinhos alemães, principalmente sobre a sua estrela: a uva Riesling. E como gostei do que provei, só fiquei mais curioso e com mais vontade de conhecer mais.