Mostrando postagens com marcador Vinhos adocicados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vinhos adocicados. Mostrar todas as postagens

26 de janeiro de 2019

Muscat de Saint Jean de Minervois

Procurar fontes diferentes, de vez em quando, é uma boa oportunidade de encontrar novidades interessantes. Uma dessas fontes fora do meu padrão é a Casa do Vinho Famiglia Martini, que convenientemente fica perto da casa dos meus pais, e eu sempre tento dar uma passada lá, quando vou a BH.

Dessa vez, um dos vinhos que me chamou a atenção foi o Vendanges d'Automne, produzido pela cooperativa Les Vignerons de Saint Jean. Trata-se de um vinho doce fortificado, feito a partir de uvas Moscatel Branca, ao redor da comuna de Saint Jean de Minervois; e por isso, ganha a denominação de origem Muscat de Saint Jean de Minervois.

30 de maio de 2017

Pra quem não tem medo de vinho suave

Este mês, tivemos uma degustação com o tema vinhos brancos da França. E não é que o vinho mais impressionante, mais complexo, mais memorável, foi um moelleux, quer dizer, suave? O Domaine du Clos Naudin Vouvray Moelleux 2009, suave, com 35g/L de açúcar, e mesmo assim com 8 anos de idade, desbancou um Riesling Grand Cru da Alsácia, entre outros, como o melhor vinho da noite.

31 de janeiro de 2017

Barone Montalto Passivento

Um vinho italiano, seco - ou melhor, quase seco - feito de uvas passificadas. Só que vem da Sicília. É o Barone Montalto Collezione di Famiglia Passivento Nero D'Avola 2014. A Barone Montalto é uma empresa recente, fundada no ano 2000, e maneja 400 hectares de vinhedos (parte próprios, parte arrendados).

14 de janeiro de 2017

Montes Vendimia Tardia Gewürztraminer 2013


Na colheita tardia, as uvas secam no pé, perdendo água, e concentrando açúcar. Mas além de perder água, o processo de maturação segue normalmente, e a uva também perde acidez, e os aromas evoluem para geléias e frutas ressecadas. Já na botrytização - em que as uvas são atacadas pelo fungo botrytis cinerea - o resultado é diferente, já que a uva perde água mais rápido, os ácidos não se transformam; e o resultado final é que a concentração de ácidos também aumenta, assim como a de açúcar. E isso faz com que os vinhos feitos dessas uvas 'estragadas' sejam muito valorizados.

4 de dezembro de 2016

Weegmüller Cuvee Fleur 2012

No final de outubro, escrevi a respeito do Der Elegante, um Riesling alemão que arrematei em um saldão por R$35 a garrafa (reveja). Pois na mesma ocasião, eu havia comprado um outro vinho, o Weegmüller Cuvee Fleur 2012.

13 de novembro de 2016

Brachetto d'Acqui DOCG

A minha curiosidade enológica sempre é atiçada por vinhos com estilos diferentes, fora do nosso habitual. Por isso, quando eu vi o Batasiolo Braquetto D'Acqui DOCG sendo vendido na Wine, eu fiquei com vontade de prová-lo. É um espumante tinto e doce, com 6,5% de teor alcoólico; ou seja, bem diferente de tudo o que estamos acostumados. Curioso, mas não a ponto de comprar uma garrafa de preço cheio. Porém, quando a Wine fez uma promoção oferecendo-o a R$42, arrisquei uma garrafa para prová-lo.

29 de outubro de 2016

Ludwig Wagner & Sohn Ortega Auslese 2008

No primeiro semestre, escrevi a respeito de um vinho feito da uva Ortega (relembre aqui). É uma variedade pouco conhecida, criada na Alemanha, e cultivada principalmente em lugares muito frios. Naquela ocasião, o vinho era um Trockenbeerenauslese (ou TBA, para quem não consegue ler esse palavrão) - o topo da hierarquia do vinho alemão. Pois este mês conheci a versão Auslese (colheita tardia) do mesmo vinho. Ele se chama Ludwig Wagner & Sohn Maikammerer Mandelhöhe Ortega Auslese 2008, um nome curto e fácil de ler (#sqn), como é comum nos vinhos alemães.

21 de julho de 2016

De volta ao Tomyam

Dia desses, eu e Thais saímos para comer fora numa noite a dois. O destino escolhido foi o Tomyam, restaurante de culinária tailandesa, em Campinas. Já havíamos ido várias vezes, e sempre gostamos, mas - nem sei bem porquê - ficamos um longo tempo sem lembrar de voltar lá. O longo hiato foi interrompido por um jantar da ABS Campinas SBSomm, ocorrido há dois meses.

10 de abril de 2016

Sushi harmoniza com Vinho Verde

Neste início de ano, os supermercados Pão de Açúcar fizeram mais uma vez a campanha de Vinhos Verdes, trazendo uma boa diversidade de rótulos. Entre os exemplos, estavam o Quinta da Lixa Loureiro (neste ano, com rótulo novo, exclusivo do Pão de Açúcar), e o Eira dos Mouros. Ambos, a R$29,90.

O objetivo do Pão de Açúcar é sempre ligar a imagem do Vinho Verde à do bacalhau, típico na Semana Santa; mas este ano, eu fiz uma combinação diferente, como o título do texto indica: sushi com Vinhos Verdes. Escolhi dois vinhos comprados no Pão de Açúcar - um branco e um rosé - para acompanhar o rodízio de sushis do restaurante Nashi Cambui (antigo Matsu), onde fomos com amigos.


25 de março de 2016

Queijos de cabra e vinhos

Queijo Serra do Lopo (e no segundo plano, Rolinho do Bosque)

Conforme comentei no início da semana passada, depois que fui pela primeira vez ao Capril do Bosque, no ano passado, fiquei com vontade de realizar uma degustação de seus queijos e alguns vinhos com o pessoal da Nossa Confraria. Pois agora, este mês, esta oportunidade se concretizou, e fizemos um delicioso encontro com vinhos e queijos de cabra, além de outras comidinhas. Além dos queijos do Capril do Bosque, tínhamos patê de damasco, mousse de gorgonzola, lingüiça apimentada curada, frutas secas, e antepasto de bacalhau (com bacalhau, alho, salsinha e tomate), além de pães e torradas. Tudo delicioso!

8 de janeiro de 2016

Um vinho botrytizado produzido no seco clima de Mendoza?

Localizada no Valle do Uco, Argentina, a bodega Rutini - La Rural produz o Rutini Vin Doux Naturel Cosecha 2010, um vinho de colheita tardia com características botrytizadas. Mas como podem as uvas serem acometidas pela botrytis cinerea, no clima semi-desértico dos vinhedos da vinícola, numa região de baixíssima precipitação anual e verões muito secos, em que a viticultura só é possível com a irrigação sistemática dos vinhedos?

Foto da bodega Rutini, em Tupungato (fonte: Facebook)

8 de setembro de 2015

Cennatoio Vin Santo del Chianti Classico 1999

Quando vou a BH, gosto de ir ao Supernosso. Sempre acho coisas interessantes por lá. Alguns vinhos diferentes, e em alguns casos, vinhos muito bons com preços muito acessíveis. Desta vez, além de algumas opções já bem conhecidas, encontrei duas novidades da Toscana, ou mais especificamente, de Chianti. O outro, eu comentei no texto passado: Popolo Chianti Classico 2011, a R$29,90, que acompanhou com perfeição um risoto e um filé.

E este, o Cennatoio Vin Santo del Chianti Classico 1999, um vinho de sobremesa, estava com um preço igualmente incrível, desses de se desconfiar: R$39,90. Mais uma vez, achei que valia a pena arriscar. E foi mais uma aposta certeira! Ele não é um vinho tão doce (a ficha do produtor o descreve como um vinho de sobremesa seco), tem uma acidez equilibrada e gostosa que dá vontade de tomar mais, em seu aroma predominam frutas secas, tanto damascos e figos secos, assim como amêndoas torradas e avelãs.

Eu o servi com queijo gorgonzola e geléias, que é sempre a combinação que me vem à cabeça quando penso em Vin Santo, porque assim me foi servido na primeira vez que provei deste vinho, em um restaurante idílico, nas estradas de Chianti. É uma combinação sem erro!

3 de setembro de 2015

Tămâioasă Românească. Hein?

A Winelands tem se especializado em garimpar grandes vinhos a bons preços nos países do Leste Europeu. São vinhos desconhecidos, de países pouco conhecidos. E muitas vezes, feitos de uvas desconhecidas para nós.

Um desses vinhos diferentes, exóticos, e muito cativantes que eles importaram foi o Artisan Tămâioasă Românească Demidulce 2009, produzido pela Aurelia Vișinescu, a enóloga mais famosa da Romênia. Ele é feito de uma uva chamada Tămâioasă Românească, na região de Dealurile Munteniei. Você que leu o texto Regiões e uvas da Romênia, já conhece um pouco sobre as características da região, e sobre esta uva.

11 de agosto de 2015

Graševina, ou as origens da Riesling Itálico


A Riesling Itálico é uma uva de relativa importância para a produção de espumantes nacionais. Utilizada por uma grande quantidade de produtores, entra no corte de diversos exemplares, contribuindo com sua acidez e perfil aromático discreto. Mas devaneios nacionalistas à parte, a participação do Brasil no cultivo total de Riesling Itálico no mundo é insignificante. Conhecida em inglês e alemão como Welschriesling, ela é muito cultivada na Europa Central. A Croácia é líder no cultivo, com quase 8 mil hectares. Áustria, Hungria e Eslovênia possuem quase 5 mil hectares de vinhedos, cada uma; e até mesmo Eslováquia e Republica Tcheca possuem extensões de cultivo significativas [*]. Só a título de comparação, a extensão de plantações de Riesling Itálico na Eslováquia (já ouviu falar de vinho da Eslováquia?) é maior que o total de vinhedos na Serra Gaúcha (somando todas as variedades viníferas e não viníferas) [*].

1 de julho de 2015

Dönnhoff Oberhauser Leistenberg Riesling Kabinett 2011

Um nome complicado, um vinho diferenciado


Conheci este vinho em uma reunião da minha confraria este ano, com tema de vinhos alemães. Tem um nome complicado, como costumam ter os vinhos alemães, mas o nome reflete também o sistema de classificação de qualidade do país. Conhecer o nome ajuda a trazer sentido ao vinho, então deixe-me explicar cada parte.

24 de abril de 2015

Icewine da Eslovênia

No meu texto anterior, comentei a respeito da maior parte dos vinhos apresentados pela Puklavec & Friends, em sua participação na Expovinis 2015. Mas deixei o melhor para o final. Além da participação na feira, a empresa realizou uma degustação comentada, dirigida pelo enólogo Mitja Herga. E nesta degustação, ele apresentou o Gomila Icewine Welshriesling 2009.

17 de abril de 2015

Espumante Sauvignon Blanc da Eslovênia


Segundo a lenda, um grupo de cruzados que ia em direção a Jerusalém parou para descansar em uma região montanhosa. Ali, foram recebidos por um povo hospitaleiro, e tomaram de seus vinhos. Gostaram tanto, que decidiram ficar, e batizaram a localidade de Jerusalem.

Este lugarejo se localiza na região de colinas entre os municípios de Ljutomer e Ormož, região de Podravje, no nordeste da Eslovênia, quase na fronteira com a Croácia. Devido ao clima mais frio, os vinhedos desta região são considerados ideais para a produção de vinhos brancos e espumantes. Nessas terras estão os vinhedos e a vinícola de Puklavec & Friends.

11 de fevereiro de 2015

Lambrusco di Sorbara D.O.C. 2012

Como reconhecer um bom Lambrusco


Os Lambruscos ganharam má fama pela enorme quantidade de produtos ruins, que correspondem à imensa maioria do que encontramos à venda nos supermercados. Mas existem Lambruscos de qualidade superior, e seus produtores estão trabalhando fortemente para restabelecer a reputação de seus produtos. E de vez em quando, podemos sim encontrar alguns deles no Brasil. Mas você sabe diferenciar um bom Lambrusco, de um ruim?

1 de janeiro de 2015

Espumante Moscatel Don Guerino

Espumante Moscatel é um clássico nacional. Este estilo de espumante chegou ao Brasil com os imigrantes italianos, que reproduziram aqui um produto típico da região de Asti, no Piemonte, o Asti Spumante. Diversos produtores nacionais têm a sua versão. Eles são feitos com sub-variedades da uva Moscatel - ou Moscato, em italiano - pelo método Asti. Eles são adocicados, com baixo teor alcoólico (entre 7% e 8%), e muito aromáticos. São vinhos baratos, com pouca reputação com críticos de vinhos, porém conquistam aquelas pessoas que gostam de um vinho 'docinho'.

7 de outubro de 2014

Vinhos laranjas: Dettori Renosu Bianco IGT Romangia

Este vinho foi degustado no evento Vinhos Laranjas da ABS Campinas SBSomm (clique aqui para conhecer mais sobre o que são os vinhos laranjas).