Quando os imigrantes italianos desembarcaram no Brasil, muitos trouxeram mudas de videiras, para plantar aqui. Mas infelizmente, sem resistência às pragas existentes em solo brasileiro (principalmente, a filoxera), a esmagadora maioria dessas videiras importadas morreram. Daí, a viticultura brasileira se desenvolveu a partir de uvas americanas, e posteriormente, com variedades internacionais.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
24 de abril de 2020
13 de abril de 2020
O vinho amarelo
Na época da faculdade, participei do programa de "Graduação Sanduíche", precursor do Ciência Sem Fronteiras. Passei um ano na França; e durante o verão, antes do início das aulas na faculdade, o programa alocou os estudantes brasileiros em um curso intensivo de francês, em Besançon, leste da França. Como de costume por lá, a escola promovia diversas atividades extra-curriculares aos alunos. Uma delas foi uma visita à vizinha cidade de Arbois, encravada na pouco conhecida região vinícola do Jura.
10 de março de 2020
Mega Spileo Grand Cave White 2016
Já comentei no blog a respeito de diversos vinhos da Cavino, e em especial dos vinhos do projeto Mega Spileo, em que a Cavino cultiva os vinhedos do milenar monastério que deu nome à linha de vinhos. Mas creio que faltava um texto dedicado ao Mega Spileo Grand Cave White 2016.
9 de fevereiro de 2020
Tokaji Eszencia
Quando lemos e estudamos sobre vinhos, há alguns que, pelo alto custo e/ou pela raridade, pensamos: "taí um vinho que nunca vou ter a oportunidade de provar". Foi isso que pensei nas vezes que li a respeito do Tokaji Eszencia: o ápice, o mais raro e caro vinho de Tokaj, na Hungria. Para se ter uma idéia, no Brasil, uma garrafinha de 250mL é vendida por mais de R$3000.
A região de Tokaj, na Hungria, é famosa por seus vinhos doces - Tokaji Aszú - produzidos com uvas botrytizadas. Diferentes percentuais de uvas botrytizadas levam a vinhos de diferentes concentrações, e já não são exatamente baratos.
Mas Tokaji Eszencia é 100% feito de uvas botrytizadas, produzido a partir do "mosto flor", que se acumula no fundo dos barris, quando as uvas são esmagadas pelo próprio peso. Esse mosto é tão rico em açúcar (mais de meio quilo de açúcar por litro), que as leveduras têm extrema dificuldade em fermentá-lo. Por isso, a fermentação leva alguns anos, para atingir um teor alcoólico que mal chega aos 5%. É um vinho de uma concentração ímpar, em açúcar, acidez e sabor.
A região de Tokaj, na Hungria, é famosa por seus vinhos doces - Tokaji Aszú - produzidos com uvas botrytizadas. Diferentes percentuais de uvas botrytizadas levam a vinhos de diferentes concentrações, e já não são exatamente baratos.
Mas Tokaji Eszencia é 100% feito de uvas botrytizadas, produzido a partir do "mosto flor", que se acumula no fundo dos barris, quando as uvas são esmagadas pelo próprio peso. Esse mosto é tão rico em açúcar (mais de meio quilo de açúcar por litro), que as leveduras têm extrema dificuldade em fermentá-lo. Por isso, a fermentação leva alguns anos, para atingir um teor alcoólico que mal chega aos 5%. É um vinho de uma concentração ímpar, em açúcar, acidez e sabor.
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