6 de junho de 2021

Harmonização por método de cocção

A cocção altera os alimentos, transformando seus componentes:

  • as proteínas se coagulam, quebrando-se em cadeias menores, e se tornam mais firmes;
  • o amido se aglutina, absorve líquido, e se torna mais espesso;
  • a gordura se derrete (no entanto, essa reação é reversível, de forma que ela volta a se solidificar, quando resfria);
  • o alimento perde água;
  • açúcares podem se caramelizar (em calor seco, acima de 170ºC).

Tudo isso altera a forma como os elementos do vinho interagem com a comida. A seguir, descrevemos como cada método altera os alimentos, e quais as conseqüências para a harmonização.

23 de maio de 2021

Formas de interação entre vinho e comida

A harmonização depende das características organolépticas da comida e do vinho:

  • intensidade de sabor;
  • texturas;
  • componentes do vinho (acidez, açúcar, adstringência, álcool, amargor) versus sabores da comida (ácido, doce, salgado, amargo);
  • aromas.

Ela depende de como esses elementos interagem, quando combinados. O efeito, se positivo ou negativo, depende do gosto pessoal; mas os efeitos descritos abaixo tendem a se aplicar à maioria das pessoas.

16 de maio de 2021

Introdução à harmonização

Este é o primeiro de uma série de textos abordando o tema harmonização entre vinho e comida. Neste primeiro texto, são apresentados alguns temas superficiais. No próximo, será apresentado como o vinho e a comida podem interagir entre si, em função de suas características. Na seqüencia, serão abordados os temas métodos de métodos de cocção, molhos, alimentos difíceis, queijos e, por fim, algumas harmonizações clássicas.

Introdução

Harmonizar é associar dois elementos, como por exemplo vinho e comida, de forma que interajam entre si de uma forma harmônica, isto é, sem conflito.

Os conceitos da harmonização podem ser aplicados a qualquer bebida. No entanto, é muito mais associado ao vinho, por dois motivos. Primeiro, pela herança cultural, do vinho visto como parte da refeição, ao menos na Europa; segundo, porque o vinho tem um inerente caráter gastronômico, dados seus componentes gustativos, em especial, acidez e adstringência (e em geral, ausência de amargor).

O ideal é que vinho e comida ressaltem as qualidades um do outro, que juntos, sejam melhores do que cada um individualmente. Mas nem sempre, isso acontece. Ao se associar o vinho com a comida, pode acontecer um dos seguintes cenários:

  • vinho e comida podem entrar em conflito, se prejudicando mutuamente;
  • o vinho pode anular a comida, ou vice-versa;
  • vinho e comida podem não interagir, sem afetar um ao outro, nem pra melhor, nem pra pior;
  • um pode realçar características positivas (ou corrigir algo negativo) no outro;
  • ambos podem se realçar mutuamente.

A forma como o vinho e a comida irão interagir entre si depende das características organolépticas de um e de outro: intensidade de sabor, características gustativas (acidez, amargor, doçura, adstringência, álcool e sal), e até mesmo texturas e aromas.

6 de fevereiro de 2021

Principele "R" 2011 revisitado

Em 2014, escrevi a respeito do vinho Principele "R" 2011 (releia, aqui), um vinho romeno importado pela Winelands. Na época, havia comprado 3 garrafas; e por ser um vinho de guarda, guardei uma até este ano.