23 de abril de 2013

Vinhos portugueses com Rui Falcão


Esta terça-feira em Campinas foi uma noite de muito aprendizado sobre vinhos portugueses, em uma apresentação promovida em parceria da Viniportugal e da ABS Campinas SBSomm, e conduzida pelo crítico de vinhos Rui Falcão, autor do principal guia de Vinhos de Portugal.

Foi uma aula completa: começou falando sobre o que faz os vinhos de Portugal tão especiais, o que os distingue do restante do mundo, as castas, as tradições, o clima, a geografia. Na seqüência, Rui Falcão explicou cada uma das regiões do país, exemplificando cada uma com um vinho feito nela. Foram degustados 12 vinhos, ao todo, e abaixo comento os que mais me chamaram a atenção.

14 de abril de 2013

Jerez Fino Tio Pepe

Os Jerez são um universo à parte dentro do mundo dos vinhos. E dentre os vários distintos estilos de Jerez, creio que o mais diferente são os Finos. Um Jerez Fino passa por um processo de envelhecimento muito raro, chamado de crianza biológica. Neste processo, o vinho envelhece coberto por uma capa de leveduras. Essa capa, chamada flor, protege o vinho do contato com o oxigênio, e libera substâncias aromáticas ímpares no vinho, como resultado de seu metabolismo.

Eu nunca tinha tomado Jerez antes; mas a minha curiosidade me fez trazer umas garrafinhas de minha última viagem à Espanha. Uma das que trouxe foi o Jerez Fino Tio Pepe, provavelmente o mais famoso Jerez Fino no mundo.

Os apreciadores do estilo dizem que são bons aperitivos, e próprios para acompanhar mariscos e pescados, inclusive peixes defumados. Também dizem que harmonizam com alimentos considerados difíceis de se harmonizar, como alcachofras, ovos e aspargos. Por isso, além de prová-lo, resolvi testar algumas harmonizações que costumam ser atribuídas e este estilo de vinho.

29 de março de 2013

Es Saadi Guerrouane Gris de Gris


Não é todo dia que encontramos um vinho do Marrocos na prateleira. E ao ver este rosé com uma delicada cor de pêssego, fiquei tentado a prová-lo. Ele se chamava Es Saadi Gris de Gris, sem indicação de safra, da Appelation d'Origine Garantie Guerrouane. Aumentou a minha curiosidade a expressão 'Gris de Gris' (cinza de cinza), que eu nunca havia visto antes, mas que remetia a um vinho rosé feito de uvas rosadas, como a Pinot Gris, ou Grenache Gris, isto é, variantes de uma uva tinta que têm muito pouca matéria corante. Custando apenas €3,20, resolvi levá-lo.

6 de março de 2013

Auchentoshan


Em minha viagem pela Irlanda, aproveitei para conhecer tudo o que há de whiskeys irlandeses (veja aqui). Mas na Escócia não é assim tão fácil, pois o país possui uma infinidade de destilarias e marcas diferentes. Além disso, minha passagem pelo país foi bem mais curta, e por isso, só tive tempo de visitar uma destilaria: a Auchentoshan (pronuncia-se 'ó-can-tó-chan'). É a destilaria mais próxima da cidade de Glasgow, e pode-se chegar até ela com ônibus municipal. Tomamos o ônibus 66, e depois de mais de 1h30, chegamos ao ponto final, a menos de 10 minutos da destilaria.

Ela fica nas Lowlands, no sul do país, região de whiskies tradicionalmente mais suaves, menos ou nada defumados. Hoje pertence ao grupo Santori, do Japão, junto a outras 2 destilarias escocesas: Bowmore - a mais conhecida - da ilha de Islay, e Glen Garioch, nas Highlands.