Se tudo o que você conhece de rum se limita a Bacardí e Montilla, então não conhece nada! Assim como a cachaça, o rum é uma bebida destilada da cana-de-açúcar; assim como a cachaça, sua origem é a América Latina; e assim como a cachaça, é uma bebida injustamente pouco valorizada.
No ano passado, eu finalmente conheci um rum que se preza. Um pouco antes do Real mostrar seu real valor, eu fiz conexão pelo aeroporto do Panamá. E como era de se esperar em um país da América Central, a loja de bebidas tinha uma grande diversidade de rums, de diversas origens. No dia, a loja estava oferecendo degustação de dois rótulos específicos, ambos da destilaria Botran, da Guatemala. Um 15 anos, que estava a US25, e um 18 anos, a US35. Apesar da relativamente pequena diferença de idade, a diferença de sabor era enorme, e resolvi trazer o Botran Solera 1893.
Um espaço onde relato minhas experiências no mundo dos vinhos.
E eventualmente, também experiências relativas a outras bebidas.
18 de fevereiro de 2016
8 de fevereiro de 2016
Sauvignon Blanc Rosé ?!?
A Bodega Lauca, localizada no Vale do Maule, Chile, criou um vinho inusitado: o Lauca Sauvignon Blanc Rosé 2014. Para quem possa estar se perguntando como pode-se fazer um vinho rosé a partir da Sauvignon Blanc, que é uma variedade branca, sem nenhuma pigmentação de cor, informo que na realidade foi utilizada uma pequena quantidade de Carignan, uma variedade tinta, para dar a cor rosé. E como esta quantidade foi muito pequena, a legislação permite que o vinho seja considerado um monovarietal, como se tivesse sido feito unicamente de Sauvignon Blanc.
5 de fevereiro de 2016
Cavino Malagousia 2014
Os vinhos brancos gregos não cansam de me surpreender: cada um com um caráter muito distinto, com perfis aromáticos diferentes entre si, e muito diferentes dos brancos de outras partes do mundo, mas sempre apresentando muito frescor.
2 de fevereiro de 2016
Domaine Chevallier Chablis 1er Cru Montmains 2011
Não é todo dia que tomamos um Chablis. Principalmente um Chablis Premier Cru. Por isso, quando podemos, tem que ser uma grande ocasião. Quando o nosso grupo de confraria escolheu nos reunirmos no restaurante Chef Theo, um confrade logo falou: ostras! E Thais respondeu: eu tenho um Chablis! Estava estabelecida a grande ocasião.
O nosso Chablis, no caso, era Domaine Chevallier 1er Cru Montmains 2011, que havíamos encontrado no Super Nosso, BH, em novembro passado.
Para quem não sabe (afinal, ninguém é obrigado a saber), Chablis é uma pequena região da Borgonha, exclusiva de vinhos brancos feitos exclusivamente de Chardonnay; é a região de maior reputação para vinhos desta uva. Seu solo é repleto de fósseis marinhos, principalmente de conchas de ostras, mostrando que ali já foi mar. E este mesmo solo é supostamente o responsável pelo caráter mineral de seus vinhos, além de colocar o par Chablis e ostras entre as harmonizações mais clássicas do mundo enogastronômico.
Alguns vinhedos são considerados mais privilegiados que outros, devido a condições de solo e clima, e por isso recebem classificações de distinção: Premier Cru e Grand Cru. Montmains, de onde vêm as uvas deste vinho, é um Premier Cru, devido ao seu climat privilegiado em relação à maior parte da região. Não é o topo da escala, mas é um vinhedo com distinção em uma terra de excelência.
Ele é produzido pelo Domaine Chevallier, uma pequena propriedade familiar pertencente a Claude Chevallier. Eu não encontrei site da vinícola na Internet, mas sim uma reportagem (em francês) que me permitiu conhecer um pouquinho a respeito do produtor. A família possuía histórico de produção vinícola, até a devastação da filoxera, no final do século XIX. Apesar de um longo hiato, Claude se lançou ao desafio de voltar a produzir vinho nas terras da família. Plantou as primeiras vinhas em 1987, mas só produziu o primeiro vinho em 1992. Hoje possui um total de 17 hectares de vinhas, e coleciona medalhas com seus Chablis e Petit Chablis.
Claude Chevallier é um vigneron independant, isto é, está associado e é certificado pela Vignerons Independants de France. Esta associação, com status de sindicato, certifica e promove pequenos produtores, como Claude, que são responsáveis por todas as etapas de produção de seus vinhos: cultivo, colheita, vinificação, maturação, engarrafamento, e finalmente, a comercialização.
Enfim, com tantos sinais de qualidade por trás do vinho, só poderia ser um vinho especial, não é mesmo?
O nosso Chablis, no caso, era Domaine Chevallier 1er Cru Montmains 2011, que havíamos encontrado no Super Nosso, BH, em novembro passado.
Para quem não sabe (afinal, ninguém é obrigado a saber), Chablis é uma pequena região da Borgonha, exclusiva de vinhos brancos feitos exclusivamente de Chardonnay; é a região de maior reputação para vinhos desta uva. Seu solo é repleto de fósseis marinhos, principalmente de conchas de ostras, mostrando que ali já foi mar. E este mesmo solo é supostamente o responsável pelo caráter mineral de seus vinhos, além de colocar o par Chablis e ostras entre as harmonizações mais clássicas do mundo enogastronômico.
Alguns vinhedos são considerados mais privilegiados que outros, devido a condições de solo e clima, e por isso recebem classificações de distinção: Premier Cru e Grand Cru. Montmains, de onde vêm as uvas deste vinho, é um Premier Cru, devido ao seu climat privilegiado em relação à maior parte da região. Não é o topo da escala, mas é um vinhedo com distinção em uma terra de excelência.
Ele é produzido pelo Domaine Chevallier, uma pequena propriedade familiar pertencente a Claude Chevallier. Eu não encontrei site da vinícola na Internet, mas sim uma reportagem (em francês) que me permitiu conhecer um pouquinho a respeito do produtor. A família possuía histórico de produção vinícola, até a devastação da filoxera, no final do século XIX. Apesar de um longo hiato, Claude se lançou ao desafio de voltar a produzir vinho nas terras da família. Plantou as primeiras vinhas em 1987, mas só produziu o primeiro vinho em 1992. Hoje possui um total de 17 hectares de vinhas, e coleciona medalhas com seus Chablis e Petit Chablis.
Claude Chevallier é um vigneron independant, isto é, está associado e é certificado pela Vignerons Independants de France. Esta associação, com status de sindicato, certifica e promove pequenos produtores, como Claude, que são responsáveis por todas as etapas de produção de seus vinhos: cultivo, colheita, vinificação, maturação, engarrafamento, e finalmente, a comercialização.
Enfim, com tantos sinais de qualidade por trás do vinho, só poderia ser um vinho especial, não é mesmo?
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