7 de maio de 2013

Chiara Rosé 2010

Recebi este rosé do novo clube de vinhos a que me associei: Winelands. O Chiara Rosé 2010 vem do Piemonte, Itália, com denominação de origem Monferrato. Os rosés dessa DO são chamados de Chiaretto, ou Ciaret: qualquer semelhança com clarete não é mera coincidência.

Este vinho é produzido pela Vigne dei Mastri, uma propriedade familiar de 4ha. Ela não tem uma certificação de cultivo orgânico, mas tem uma preocupação ambiental: não utiliza pesticidas nem aditivos tóxicos, e afirma ter uma produção eco-sustentável, sem emissão de dióxido de carbono, utilizando painéis solares térmicos e fotovoltaicos para geração de energia, e utilizando coleta da água de chuva para reuso. Além disso, apoia o movimento Slow Food.

O vinho é 100% Barbera, uma variedade muito cultivada em todo o Piemonte, que possui pouca matéria corante, e gera vinhos leves. Por isso, é muito utilizada para rosés (50% da produção total é usada para rosés). Na propriedade, as uvas são colhidas a mão, prensadas, e passam por curta maceração de apenas 3 horas, o que lhe atribui sua bela cor salmão de baixa intensidade. Tem aroma de frutas vermelhas e cítricas frescas e notas florais. Na boca, é seco, leve, com acidez agradável, e uma pequena agulha, que ajudou a intensificar o frescor. Uma ótima pedida para um vinho rosé.

28 de abril de 2013

Vinhos do Douro Superior

No texto Vinho e Sabores da Beira Interior, comentei sobre a marca Beyra, que vem a ser um projeto independente do enólogo Rui Roboredo Madeira. Porém este é apenas um dos projetos do enólogo. Além deste, ele também possui várias marcas de vinhos do Douro, agrupadas sob a empresa VDS - Vinhos do Douro Superior. E o stand da Beyra aproveitou para mostrar também os vinhos deste projeto.

Os vinhos Beyra, eu já descrevi nos textos anteriores (veja tintos e brancos). Mas o que o stand tinha a mostrar de melhor foram mesmo os vinhos do Douro Superior.

Vinho e Sabores da Bairrada

Nos textos anteriores, descrevi a presença em massa na feira Vinho e Sabores de Portugal de produtores da Beira Interior.

Mas a feira não se resumiu a eles. Também na Beira, porém perto do Atlântico, a Bairrada já é bem mais conhecida. Ela esteve representada pela Adega de Cantanhede, uma cooperativa que conta com 1400 associados, e representa mais de 25% da produção da região, o que a deixa na posição de maior produtora da Bairrada. A Adega de Cantanhede aposta nas castas da região, principalmente Baga, Touriga Nacional e Tinta Roriz entre as tintas; e Bical, Maria Gomes e Arinto entre as brancas.

A adega comercializa seus vinhos pela marca Marquês de Marialva. Já fechou acordo com a importadora Santar, que inclusive enviou um representante à feira, para acompanhar a equipe da Adega. Os produtos devem chegar ao mercado nacional em 60 dias, e vêm com excelente valor de mercado - incluindo algumas opções abaixo dos R$30,00 - mostrando mais uma vez a ótima relação custo-benefício que os vinhos portugueses têm no Brasil.


Vinho e Sabores da Beira Interior: tintos

No texto anterior, descrevi os vinhos brancos da Beira Interior, que provei na feira Vinho e Sabores de Portugal. No entanto, a região não se limita a brancos: pelo contrário, produz ainda mais tintos.

Os tintos compartilham as melhores características: boa acidez, aptidão gastronômica, e uso moderado da madeira. Percebe-se nos vinhos da região, que a madeira é normalmente usada para amadurecer o vinho, e não para dar gosto. As uvas mais utilizadas são a Touriga Nacional e Tinta Roriz, uvas muito presentes em todo o país. Todos os produtores trouxeram suas versões de tintos com estas uvas, em alguns casos com alguma outra casta.