14 de setembro de 2020

Portell Pallid de Trepat

Eu gosto de encontrar, provar, e comentar vinhos exóticos, que a maioria dos consumidores mais habituais raramente provou, como vinhos da Romênia, Bulgária, Montenegro, etc. Mas países clássicos como a França ou a Espanha ainda têm muitas denominações que a gente lê nos livros, mas que não esperaria se deparar com seus vinhos, muito menos aqui no Brasil. É o caso de Conca de Barberà.

7 de setembro de 2020

Maria da Cruz

Meu pai tem uma coleção de cachaças, muitas das quais ganhou de presente. A maioria, ele não pretende nunca abrir, não por apego, mas simplesmente porque ele não acredita que a qualidade valha a pena. Mas vez ou outra, ele abre alguma cachaça da coleção, que lhe chama a atenção.

Ele me perguntou se eu tinha curiosidade em alguma, e apontei para a Maria da Cruz, uma cachaça de rótulo verde escuro com detalhes dourados, simples mas de bom gosto, e cujo líquido apresentava uma bela cor dourada, intensa e brilhante.

22 de agosto de 2020

Plantaže Crnogorski Krstač 2017

Em maio, conheci meu primeiro vinho de Montenegro (releia aqui). E logo depois, já conheci o segundo. Ambos da mesma vinícola (Plantaže), importados pela Winelands.

Este segundo vinho foi o Plantaže Crnogorski Krstač 2017, um branco feito de uma variedade autóctone chamada Krstač (pronuncia-se 'Ker-statch', com o 'e' mudo). Rara, é cultivada apenas na Sérvia e em Montenegro, e a Plantaže é a única vinícola a fazer um monovarietal com ela. De acordo com as descrições encontradas, ela gera vinhos de baixo teor alcoólico, normalmente leves, com aromas de frutas de polpa branca e florais.

Mas este vinho entregou mais do que isso. Talvez devido à safra, e também devido à vinificação, o vinho tinha mais corpo e complexidade, mesmo sem ter estágio em madeira.

17 de julho de 2020

Secreto de Viu Manent Viognier

Viognier é uma variedade complicada. Tem uma intensidade e complexidade aromática excelentes, mas frequentemente peca pela acidez.

Original do norte do Rhône, mais especificamente das encostas de Condrieu, esteve próxima da extinção na década de 1960, com míseros 14ha plantados, todos no norte do Rhône. Antes que fosse tarde, seu potencial foi redescoberto, e hoje ela é virtualmente plantada em todo o mundo. Na França, se espalhou pelo restante do vale do Rhône e pelo Languedoc, mas é em Condrieu que alcança a excelência. Também cresceu muito em popularidade na Austrália, e na Califórnia, muitas vezes usada em corte, inclusive nos tintos, ao lado da Syrah, ao estilo da Côte-Rôtie.

O Chile não é um dos países que dão destaque para a Viognier. Há poucos hectares plantados (263ha, de acordo com o Wine Grapes). Mas algo eles estão fazendo de certo, pois o Secreto de Viu Manent Viognier 2017 é o terceiro Viognier que provo de lá, e todos os 3 cumpriram o objetivo de entregar a complexidade aromática com a acidez, tão difícil de se manter.