14 de setembro de 2013

MIV 2013: Áustria, Itália e um pouquinho de França

(... continuação)

Terminando meu relato da MIV 2013, faltou descrever os vinhos da Áustria; um bom Champagne e um Pinot Noir; e italianos de que mais gostei. Aliás, com respeito aos italianos, provei vários na feira, incluindo vários rótulos da vinícola Beni di Batasiolo. O Barolo que venceu o Top 5 da feira já tinha acabado quando cheguei a eles, mas o restante era de vinhos insípidos, chatos e sem expressão; inclusive o Barolo D.O.C.G. 2009, que eles estavam oferecendo como consolação. E o mesmo achei de alguns outros italianos, de outras importadoras.

The Special Wineries: Vinhos da Áustria

No ano passado, eu provei dos Vinhos da Áustria, no Encontro de Vinhos de Campinas. Mas já fazia muito tempo, os vinhos eram todos diferentes, e não tive oportunidade de provar outros vinhos da Áustria no meio tempo, por isso, era uma das minhas prioridades.
    E apesar de o Grüner Veltliner (nome da uva) ser de outro produtor - este ano foi o Graff Hardegg Veltlinsky 2011 - a impressão foi a mesma que tive no ano passado. O vinho tem um aroma adocicado, que se reflete também na boca. Está no limiar de se parecer com um semi-seco. Estava com um preço bom (R$55), mas não é minha praia.
    O Wenzel Vogelsang 2008, feito com a casta Furmint é mais meu tipo, com sensação mais seca, acidez destacada, e aromas de frutas de caroço (pêssego e afins). Tinha que ser o vinho mais caro... este saía na feira por R$130,00.
    Do mesmo produtor, o Wenzel Bandkraften 2006, de outra casta autóctone (Blaufränkisch) é um vinho elegante, com corpo médio, com aromas de frutas vermelhas doces, e pela idade, já começa a apresentar toques de couro. Preço: R$120,00.
No ano passado, eu tinha provado o Pinot Noir do mesmo produtor, e havia me agradado muito. Com estes, já são 3 vinhos deste produtor, que eu devo procurar na minha próxima viagem à Áustria (sabe-se lá quando).


Os italianos que valeram a pena

Apesar dos Barolos, Dolcettos, Ripassos e afins, o vinho italiano que mais gostei veio da Sicília, trazido pela Devinum.
    Borgo San Leo Nero d'Avola 2011, I.G.T. Sicilia, é um vinho redondo, muito agradável, com aromas de frutas maduras e especiarias (aportadas pelos 6 meses em barrica). O preço da importadora era R$45,90. Bom preço, mas a importadora não estava realizando vendas na feira.
    Borgo de San Leo Primitivo 2010, I.G.T. Salento, também é 'legalzinho', mas já está perdendo intensidade aromática. É um ano mais velho que o Nero d'Avola. Sendo assim, acho melhor ficar numa safra mais jovem para este vinho.


Este outro siciliano foi trazido pela Casa Flora, e além de me agradar arrancou vários elogios de outros participantes da feira.
    Cellaro Due Lune 2010: I.G.T. Sicilia, composto de 85% de Nerello Mascalese, e 15% de Nero d'Avola. O nome se refere ao fato de cada variedade ser colhida em uma lua, primeiro a Nero d'Avola, e no ciclo lunar seguinte, a Nerello. Ou seja, as colheitas são realizadas de acordo com as fases da lua. Não sei se isso trás resultados reais na qualidade, mas com certeza é um bom vinho, encorpado, mas redondo, e aromático. Só o preço é meio caro, R$140,00.

Franceses

Desta vez acabei não provando muitos vinhos franceses. Mas achei mais dois rótulos interessantes, que merecem ser comentados.
    Maxime Blin Champagne Brut Carte Blanche (80% Pinot Meunier, 20% Pinot Noir, ou seja, um Blanc des Noirs): importadora Vinea. Frutado, e com um interessante aroma de mel, com persistência aromática muito boa. R$90 (meia-garrafa). É uma boa opção, entre as raras opções de meia-garrafa.
    Chauvot Labaume Bourgogne Vieilles Vignes 2010: Pinot Noir de vinhas velhas (por volta de 30 anos), com passagem de 16 meses em barrica. Corpo médio, taninos finos, nariz frutado, e com aromas de folhas secas e especiarias. Foi apresentado pela Casa Flora, e custa R$82,00 (não estava à venda na feira).

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