17 de julho de 2017

#encontrodevinhos Campinas mandou mal

No último sábado, ocorreu o Encontro de Vinhos Campinas 2017, com novo formato. Em vez de uma feira com expositores de vinho apresentando novidades, tentando atingir novos consumidores, e onde as pessoas costumavam comprar ou encomendar de caixa, virou um evento para comer e beber na praça. Respeito muito o trabalho do Daniel e do Beto, pessoas muito simpáticas, e que tenho certeza que dão um duro danado para organizar o evento; mas não gostamos do novo formato: eu, minha mulher, e meus amigos que foram juntos.

Nada contra eventos de comida de rua, onde as pessoas se alegram comendo alguma comida diferente, e bebendo qualquer coisa pra acompanhar. Até a falta de confortos básicos, como talheres de metal e uma mesa para apoiar os copos e pratos são vistos como parte inerente do charme da experiência. Além disso, a Praça Carlos Gomes é um belíssimo local pra eventos de comida de rua. Talvez o melhor de Campinas, motivo pelo qual a maior parte dos eventos do gênero ocorrem ali - como por exemplo o "Chefs na Praça", que ocorreu no dia seguinte.

No entanto, como um evento de comida na praça, ele tinha poucas opções. As poucas tendas de comida não davam conta de atender ao público, e as esperas chegaram a mais de uma hora em algumas delas. Como um evento de vinho, também foi fraco. Creio que os potenciais expositores não gostaram do formato, e os poucos que ousaram comparecer levaram na grande maioria vinhos básicos, mais do que conhecidos. Com 15 vinhos eleitos nos "Top 5", acho que todas as barracas tinham ao menos um.

Para piorar, pagamos o mesmo "ingresso" que em anos anteriores: R$60, sendo que R$40 correspondiam à taça plástica (que no ano passado era um brinde) e R$20 de fichas. Mas dessa vez tínhamos que pagar pelos vinhos que quiséssemos provar, sendo que os poucos vinhos mais interessantes custavam de R$9 a R$20 por uma tacinha. Me sinto um trouxa de ter "comprado" uma taça daquelas: o melhor negócio era comprar garrafas de algum expositor, e levado minhas próprias taças de plástico de casa. Imagino que alguns fizeram isso, pois vi umas taças diferentes por lá.

O evento ainda contou com um mal planejamento na venda de fichas e "taças": com apenas dois caixas e apenas uma máquina de cartão de crédito em cada uma, se formaram filas enormes e muito lentas, que só se dissiparam após as 16h, quando oficialmente a feira liberou aos expositores receberem diretamente em dinheiro - algo que a maioria já estava fazendo mesmo antes da liberação, para amenizar o caos e evitar perder mais vendas.

Nem tudo foi ruim, a música era boa, e dentre as opções de comida tinha coisas gostosas, então abraçamos o capeta, e compramos uma garrafa de Quinta da Mieira - um bom branco do Douro - na tenda Bendito Vinho, comemos alguma coisa, e curtimos a música.

Se esse novo formato passar a ser a regra, espero que melhore no ano que vem: tanto na estrutura de vendas quanto na oferta de vinhos e comidas. De qualquer maneira, o formato antigo deixará saudades, já que a cidade tem vários bons eventos de comida de rua, mas carece de exposições de vinho.

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